terça-feira, 24 de junho de 2008

Sessão em Defesa do SNS

O Bloco de Salvaterra de Magos organizou no dia 23 de Junho, em Salvaterra de Magos, uma sessão sob o lema “Em defesa do Serviço Nacional de Saúde”.
Não conseguiu estar presente nesta sessão?
Então ouça aqui as intervenções de Pedro Choy (Médico e Deputado Municipal) e João Semedo (Médico e Deputado do BE na Assembleia da República).

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Deputado do Bloco esteve em Salvaterra



A convite do Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos, João Semedo, deputado do BE na Assembleia da República visitou o Centro de Saúde de Foros de Salvaterra e o Serviço de Apoio Permanente de Benavente, acompanhado de autarcas eleitos pelo Bloco.

Em Foros de Salvaterra, João Semedo foi recebido pelo director do Centro de Saúde, que expressou a sua preocupação pela falta de médicos no concelho e pelas deficientes condições infraestruturais da extensão de Foros.
Alves Dias realçou a necessidade de reforçar o corpo médico do concelho em mais cinco elementos, uma medida urgente num concelho com cerca de 22 mil utentes inscritos, e com apenas 10 médicos ao serviço.

Em instalações precárias, João Semedo pôde constatar que médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar trabalham num edifício sem dignidade, com cobertura em amianto, tecto revestido a corticite, e com apenas uma casa de banho.
Em Foros de Salvaterra, as instalações que albergam o Centro de Saúde pertenciam a uma antiga Associação Recreativa e encontram-se como provisórias há mais de 30 anos.

Nas freguesias de Muge e Granho existem cerca de duas mil pessoas sem médico de família, somando ainda vários utentes na lista de espera nas diversas freguesias, Salvaterra de Magos (2250), Foros de Salvaterra (235), Marinhais (521).

Após o retrato sobre o estado da saúde no concelho de Salvaterra de Magos, seguiu-se uma visita ao Serviço de Apoio Permanente em Benavente e Centro de Saúde.
Apesar das excelentes condições do edifício, verifica-se mais uma vez a falta de médicos e uma longa lista de utentes sem médico de família. João Semedo e o Bloco de Esquerda, defendem que é necessário incentivar a vinda de médicos para as zonas mais interiores da área metropolitana de Lisboa, e abrir novos concursos para o reforço das equipas.
O deputado deixou ainda a intenção de que o Bloco tudo irá fazer para a inclusão em PIDDAC de verbas que possibilitem a construção do centro de saúde de Foros de Salvaterra, uma vez que a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos já disponibilizou terreno para a construção da nova unidade de saúde.

Ao serão, o salão da Junta de Freguesia de Salvaterra de Magos acolheu uma sessão onde os oradores João Semedo e Pedro Choy abordaram a defesa de um Serviço Nacional de Saúde mais eficaz e mais próximo do utente.
Os autarcas eleitos pelo Bloco de Esquerda, Ana Cristina Ribeiro (Presidente da CM Salvaterra de Magos, João Nunes (Junta Freguesia de Salvaterra), Vitorino Santos (Junta Freguesia de Marinhais) e Rosa Nunes (Junta Freguesia de Foros de Salvaterra) mostraram a sua preocupação face ao actual cenário da saúde no concelho, onde a falta de médicos e a incerteza sobre a localização da futura unidade básica de saúde são os temas que reúnem maior preocupação.

Ouça aqui o resumo feito por João Semedo à Imprensa
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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Em Defesa do SNS



Ao longo de 3 décadas, o Serviço Nacional de Saúde contribuiu decisivamente para o desenvolvimento do país e para a melhoria da qualidade de vida da população, constituindo-se como um pilar fundamental da nossa democracia.

Reforçar o carácter público do SNS e alargar a sua capacidade de resposta atempada e com qualidade, é a melhor forma de o defender da desorganização e desacreditação a que foi condenado pelo actual governo.
As carências ao nível dos serviços de saúde são reflexo de uma política liberal que assola o país e visa a desarticulação do SNS. E não pode ficar à espera de respostas que tardam.

O Bloco de Esquerda convida a população e os/as profissionais de saúde a reflectir e a actuar, propondo-lhes uma campanha plural e alargada a todos os quadrantes da sociedade pela defesa e reforço do SNS.

Na próxima segunda-feira, dia 23 de Junho, o BE de Salvaterra de Magos promove uma visita ao Centro de Saúde de Foros de Salvaterra e ao Serviço de Apoio Permanente de Benavente.
Mais tarde, terá lugar uma sessão pública no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Salvaterra de Magos.

Estarão presentes nesta iniciativa João Semedo (Médico, Deputado BE Assembleia da República); Ana Cristina Ribeiro (Presidente da CM de Salvaterra de Magos); Pedro Choy (Médico e Deputado Municipal)

Programa da Visita “Em defesa do SNS”
Segunda, 23 de Junho
15.00 - Visita ao Centro Saúde Foros de Salvaterra
17.00 - Visita ao SAP de Benavente
21.00 - Sessão Pública no Salão Nobre da Junta
Freguesia de Salvaterra de Magos

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Teatro da Trindade em Lisboa (Agora e Aqui)


Manuel Alegre, alguns dirigentes históricos do Partido Socialista e o Bloco de Esquerda tornaram pública uma declaração de crítica às políticas do governo de José Sócrates na área social, e de compromisso de falar claro "contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade". O apelo conjunto, com 85 assinaturas, convoca para a próxima terça-feira, dia 3 de Junho, uma sessão/festa no Teatro da Trindade, em Lisboa, onde usarão da palavra Manuel Alegre, Isabel Allegro, professora universitária e antiga colaboradora de Maria de Lourdes Pintasilgo, e o deputado bloquista José Soeiro.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Moção apresentada à Assembleia Municipal sobre o 25 de Abril



Ao comemorar o 25 de Abril, o Bloco de Esquerda saúda os militares que desencadearam a revolução dos cravos, assim como todos aqueles que em ditadura lutaram pela democracia e consequentemente criaram a base ideológica para essa viragem fundamental na história de Portugal. E reafirma a sua determinação de lutar pelas bandeiras que emergiram do processo revolucionário que se lhe seguiu.

Esse processo, profundamente participado e democrático, expressou as mais fundas e perenes aspirações do povo português.
Na rua, nas empresas, nos bairros, por todo o lado, a luta do povo português abriu caminho à liberdade, à democracia, ao bem-estar, à paz.
O povo português uniu-se em torno do ideal do Socialismo, inscrito na Constituição da República em 1976.

Hoje, essas bandeiras de Abril continuam a ser factores de unidade e exigências actuais que importa reafirmar e cumprir.

Hoje, como há 34 anos, será a força da participação popular que fará cumprir esses desígnios.

É nossa convicção de que não é irreversível o retrocesso político e social para onde nos têm vindo a levar as ideias e as práticas neo-liberais e conservadoras, postas em prática por sucessivos governos de direita e de centro.

Como em Abril, a força da mudança está no povo português, capaz de reabrir caminhos e impor a viragem a caminho do Socialismo, ideal de que nos orgulhamos e não metemos na gaveta.

Em nome do bem-estar e da segurança, impõe-se acabar com o escândalo da existência de trabalhadores precários.
Em nome da dignidade, impõe-se acabar com o trabalho precário e sem futuro como é apanágio dos quadros da administração pública, e cumprir as promessas do governo de acabar com o desemprego.

Tal como em Abril de 74 impõe-se exigir respeito por quem vive do seu trabalho. À constante subida dos preços dos produtos alimentares, que atingem sobretudo os rendimentos menores, exige-se a reposição do poder de compra, com aumentos intercalares e reais nos vencimentos e nas pensões de reforma.

Em nome da democracia social, impõe-se defender o Serviço Nacional de Saúde, geral, universal e gratuito.
Serviços de saúde acessíveis a todos e em todo o país é hoje uma exigência tão actual como em 74, no momento em que o governo passou a encerrar serviços em todo o país, retrocedendo na coesão e igualdade, abrindo aos grupos económicos privados o chamado “negócio da saúde”.

De resto, em nome da democracia, impõe-se defender todos os serviços públicos, como a Escola Pública, respeitando os seus profissionais, todos os dias desconsiderados, tratados como malfeitores ou parasitas.
O respeito pelo Cidadão, exige respeito pelos serviços públicos, impedindo a sua entrega a retalho, á voracidade dos apetites dos grandes grupos empresariais.

O 25 de Abril e o processo revolucionário que se lhe seguiu encheram de esperança os portugueses e as portuguesas.
Muitas dessas esperanças foram cumpridas, outras ficaram pelo caminho, outras ainda foram concretizadas, mas depois ameaçadas ou até destruídas, em nome duma suposta “modernidade”, num retrocesso que por vezes se afigura imparável.

Mas não, o retrocesso não é imparável.

Assim, a Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos, decide saudar as Comemorações do 25 Abril, os capitães de Abril e o nosso povo que, em 74 e 75 rasgou novos caminhos, devemos, além do mais, essa grande lição: o povo português tem muita força.
É por isso que as esperanças de Abril continuam vivas e o sonho continua “tão concreto e definido como outra coisa qualquer.” Aí mesmo, à nossa frente, para conquistar.

O Grupo Municipal do Bloco de Esquerda

Salvaterra de Magos, 30 de Abril de 2008

Moção apresentada à Assembleia Municipal



O Governo tem vindo a ser “forte com os mais fracos”. Tem sido assim com os baixos aumentos de salários e pensões, nos elevadíssimos níveis de desemprego e precariedade, nos cortes com a protecção social no desemprego, no violento ataque à Segurança Social, ao Serviço Nacional de Saúde e à Escola Pública. É o Estado Social que está em causa com a governação do Partido Socialista.

Não bastando os enormes sacrifícios impostos com a obsessão pelo défice, os trabalhadores são agora confrontados com mais uma profunda ofensiva através dos Códigos de Trabalho para o sector privado e para a administração pública central e local – o novo Regime de Contrato de Trabalho em Funções Publicas. Os despedimentos simplex, a sua liberalização, o alargamento das causas para o despedimento colectivo, a continuação da negação do “tratamento mais favorável” para o trabalhador, a manutenção da precariedade, são algumas das propostas comuns, a que se junta a caducidade das convenções colectivas e a tendência para a individualização das relações laborais.

Comemorar o 1.º Maio é colocar a exigência de políticas de ruptura com as políticas liberais do Código do Trabalho, de aumentos intercalares de salários e de pensões tendo em conta o crescimento da inflação e de regularização de todos os precários da administração pública central e local, integrando-os nos quadros.

Assim, a Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos, decide saudar as Comemorações do 1.º Maio e todos os trabalhadores que exercem a sua actividade ou residem no Concelho, bem como as suas organizações representativas e respectivas lutas pelo bem estar e o progresso social.

O Grupo Municipal do Bloco de Esquerda

Salvaterra de Magos, 30 de Abril de 2008

Biocombustíveis e a crise alimentar



O preço da alimentação tem vindo a subir drasticamente em todo o mundo, devido aos aumentos brutais dos preços de produtos como o trigo, o arroz, o milho e a soja. Já houve verdadeiras rebeliões da fome em países como o Haiti, Camarões, Burkina Faso, Egipto. Mas o que está a provocar estes aumentos? No final da semana passada, o Banco Mundial e o FMI acusaram os agrocombustíveis de serem a principal causa. "Temos de nos preocupar com o facto de se tirar terra ou substituir terra arável devido aos agrocombustíveis", alertou o secretário-geral da ONU. O dossier desta semana discute o tema biocombustíveis e crise alimentar.