terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Estudo denuncia perigos de OGM aprovados

Cientistas franceses alertam para os riscos na saúde dos mamíferos de três variedades de milho trangénico que já receberam luz verde para a comercialização na UE.

Os cientistas das Universidades de Caen e Rouen e do instituto de investigação CRIIGEN tiveram acesso aos dados em bruto dos testes confidenciais da multinacional Monsanto, os mesmos testes que permitiram a autorização internacional para o comércio de três variedades de milho geneticamente modificado (MON810, MON863 e NK603). Mas a contra-análise feita pelos cientistas franceses chegou a conclusões muito diferentes.

Os riscos associados ao consumo destes OGM verificam-se de forma diversa, consoante o sexo e a dose, sobretudo ao nível do fígado e dos rins, bem como do coração e das glândulas supra-renais. Todas as variedades apresentaram resíduos de pesticidas que estarão presentes na alimentação humana e nas rações animais, colocando em perigo a saúde pública.

Os investigadores apelaram à proibição imediata da importação e cultivo destes OGM e recomendam estudos dos efeitos a longo prazo (até dois anos) e multigeracional em pelo menos três espécies de animais para se chegar a conclusões cientificamente válidas e definitivas sobre o efeito tóxico dos Organismos Geneticamente Modificados.

O CRIIGEN denunciou também as agências francesas e europeias de segurança alimentar por terem considerado os produtos em causa como estando livre de riscos, baseados apenas em 90 dias de testes em ratos de laboratório. Os cientistas dizem também que existe um conflito de interesses e incompetência destas instituições para reanalisarem os dados presentes neste estudo, uma vez que já deram parecer favorável com base nos mesmos testes, ignorando os efeitos secundários

O trabalho destes investigadores foi considerado o maior e mais detalhado estudo dos efeitos destas três variedades OGM na saúde dos mamíferos. Mas só foi possível após os governos europeus terem conseguido os dados em bruto dos testes da Monsanto, disponibilizando-os publicamente para o escrutínio da comunidade científica.

Em Novembro, a multinacional Monsanto decidiu retirar à última hora o pedido de aprovação das variedades de milho trangénico LY038 e ao cruzamento LY038xMON810, pedindo a devolução de toda a documentação associada, incluindo os testes, o que foi aceite pela entidade reguladora europeia e causou grande decepção na comunidade científica, impedida de analisar aqueles dados. Para o CRIIGEN, a decisão da Monsanto teve pouco que ver com o interesse comercial e mais com a segurança alimentar. O LY038 foi aprovado em 2005 nos Estados Unidos, seguindo-se o Japão, Canadá, FIlipinas e Coreia do Sul. Mais tarde foi também aprovad na Austrália e Nova Zelândia, apesar da oposição de políticos e cientistas. As reservas europeias na aprovação desta variedade OGM ficaram a dever-se precisamente à persistência da investigação por parte de cientistas independentes neo-zelandeses sobre a candidatura da Monsanto.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Os Porquês do Orçamento Participativo

1. O art. 2º da Constituição da República Portuguesa prevê, como desígnio do Estado de Direito Democrático, o aprofundamento da democracia participativa;
2. O artigo 267º da Constituição da República Portuguesa prevê que a Administração Pública deve “assegurar a participação dos interessados” nomeadamente através de “associações públicas, organizações de moradores e outras forças de representação democrática”;
3. É necessário aproximar o sistema político-institucional dos cidadãos através do aprofundamento da democracia, designadamente da democracia participativa;
4. É necessário promover dinâmicas para o desenvolvimento de uma cultura cívica, de práticas associativas e de construção de espaços de participação e decisão política;
5. A participação na gestão pública pode trazer contributos para uma maior eficácia da gestão dos recursos, uma maior transparência e articulação territorial, uma maior capacidade de fiscalização, uma maior visibilidade e proximidade do acto governativo, um enriquecimento do processo de decisão, o desenvolvimento da cidadania e educação para a gestão pública, um maior conhecimento da realidade dos cidadãos e um maior ajustamento do investimento público às suas necessidades;
6. O plano anual de actividades e o orçamento participativos constituem uma medida importante no sentido da descentralização governativa;
7. O plano anual de actividades e o orçamento participativos são um processo que implica o amadurecimento de uma estrutura complexa, onde é necessário o desenvolvimento e a adaptação quer da autarquia, no apoio institucional e na articulação do processo, quer dos actores sociais que se poderão envolver;
8. É necessário desenvolver uma metodologia que inclua formas de informação e divulgação, critérios territoriais e temáticos de discussão, bem como o desenvolvimento de um ciclo das várias fases do processo e a criação de formas de articulação do plano anual de actividades e do orçamento participativos com o desenvolvimento da actividade autárquica;
9. O desenvolvimento deste processo implica passos graduais e evolutivos que vão criando um contexto propício à realização de uma metodologia participativa;
10. De uma forma progressiva, o plano anual de actividades e o orçamento participativo devem ter os meios que facilitem a execução, monitorização e avaliação do que ali se decide sob pena de ser apenas um bom princípio sem qualquer aplicação efectiva;
11. É um compromisso eleitoral do Executivo Municipal para a actual legislatura;


A experiência do orçamento participativo

1. Elaborar, uma proposta definindo uma estratégia para atingir, de forma progressiva, uma prática real de plano anual de actividades e orçamento participativo no Concelho de Salvaterra de Magos, a ter efeito na preparação e elaboração do Plano Anual de Actividades e Orçamento;
2. Promover, uma proposta para a implementação do Conselho Participativo no Concelho;
3. Iniciar um processo de participação cidadã, de modo a que sejam divulgadas e submetidas à consideração dos munícipes e das diversas entidades com presença no Concelho, propostas das Grandes Opções do Plano, do Plano Anual de Actividades e do Orçamento da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, antes de submetidas a votação nos órgãos municipais competentes, nomeadamente através das seguintes formas e meios:
3.1. Na Internet, um resumo das opções, prioridades e investimentos previstos, comparadas com as opções, prioridades e investimentos previstos nos anos transactos;
3.2. Em folheto explicativo, divulgação das principais orientações do Plano Anual de Actividades e Orçamento, comparados com os dois anos anteriores;
3.3. Um conjunto de reuniões públicas, devidamente promovidas e divulgadas, para informação, consulta e debate, distribuídas da seguinte maneira:
3.3.1. Uma reunião aberta a organizações da sociedade civil que actuem em Salvaterra de Magos;
3.3.2. A solicitação de pareceres a todas as Assembleias de Freguesia;
3.3.3. Uma reunião pública com todos os Presidentes de Juntas de Freguesia.
4. Seja elaborado um relatório e um folheto para distribuição aos munícipes e divulgação na Internet que resuma o processo de discussão e seus resultados.
5. A informação referida no ponto 4 deve ser enviada a todas as juntas de freguesia e assembleias de freguesia.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Democracia em Salvaterra

Os resultados eleitorais não deixaram margem para dúvidas, o BE foi o grande vencedor das autárquicas no Concelho de Salvaterra de Magos.
Para a Câmara Municipal, ganhou com maioria absoluta, elegendo 4 num total de 7, reconduzindo a Presidente, Ana Cristina Ribeiro, para o seu último mandato, acompanhada por mais 3 vereadores.

Nas juntas de freguesia, o BE ganhou 3 de 6, uma delas com maioria absoluta, a dos Foros de Salvaterra.
Para a Assembleia Municipal, onde também o BE foi a força mais votada, elegeu 9, contra 7 do PS, 3 do PSD e 2 da CDU.
Pelo breve resumo apresentado, não será difícil descortinar qual a preferência dos eleitores para comandar os destinos do Concelho de Salvaterra de Magos.

O PSD, acusou o Bloco de “comprar” o seu eleito na junta de freguesia de Salvaterra de Magos, tendo inclusive retirado a confiança política a este militante do partido, alegando que o Presidente João Nunes lhe tinha prometido emprego, Onde? Já agora convinha que esclarecessem!

Como acima se percebe, a população de Salvaterra de Magos, escolheu democraticamente, quem pretendia para comandar os destinos do Concelho, acreditando nas políticas do BE, só assim se explica a vitória em toda a linha.
Na Assembleia Municipal, onde o BE voltou a ser a força mais votada, com o Pedro Choy como cabeça de lista, assistiu-se a uma golpada da oposição, à qual chamaram “democracia”. O PS, PSD (o mesmo que tinha acusado o seu eleito de se “vender” ao BE) e o PC, uniram-se para retirar a possibilidade (concedida através do voto popular) do Pedro Choy ser o Presidente da Mesa da Assembleia Municipal, arrebatando o PS, o Presidente e o Segundo Secretário, ficando o PSD (imagine-se, com apenas 3 deputados municipais) com o Primeiro Secretário.

Chama a oposição, a este tipo de jogadas de bastidores:
DEMOCRACIA!

É simples explicar, o porquê da oposição unida ter derrotado a força mais votada na eleição da mesa, o BE ganhou com maioria relativa a Assembleia Municipal, mas ainda assim teve maioria (Que acham que quis o povo quando votou mais no BE, em comparação com as restantes forças políticas?).

O BE elegeu 9 deputados municipais, aos quais se deve acrescentar os 3 Presidentes das Juntas de Freguesia conquistadas (Salvaterra de Magos, Foros de Salvaterra e Granho), o que perfaz ou total de 12 deputados, enquanto o PS, aos seus 7 deputados, devem ser incluídos os Presidentes das Juntas de Freguesia conquistadas (Marinhais, Muge e Glória do Ribatejo), o que perfaz um total de 10 deputados municipais.

Ora, assim se conclui que nenhuma força política sozinha consegue derrotar o BE, só unidas (a esquerda com a direita, o PS com o PSD) é possível derrotar o BE em sede de votação na Assembleia Municipal.

As contas são simples, acrescidos os Presidentes de Juntas, o BE tem 12 deputados municipais, o PS 10 deputados, o PSD 3 e o PC 2.
Na eleição da mesa, na qual o BE foi derrotado por 13 (PS e PSD) contra 12 do BE e duas abstenções (as do PC). É curioso, constatar que o PS e o PSD são partidos “muito amigos”, os quais votam unidos, todas as propostas na Assembleia Municipal, já o PC (partido de esquerda), também se aliou a eles, para conseguir eleger um representante na revisão do PDM.

Quando o PC prefere a direita à esquerda na eleição da mesa, preferindo unir-se ao PSD e ao PS, quando na Chamusca em idêntica situação, pediram ao BE para votar neles (não se percebe a coerência, dada as distâncias ideológicas, entre a esquerda e a direita).

O comportamento da oposição em Salvaterra de Magos, onde os partidos com 3 deputados (PSD) e com 2 deputados municipais (PC), conseguem vencer votações, é no mínimo caricato!

Não é demais frisar, que quem ganhou a votação para a Assembleia Municipal, através do voto popular, foi o BE, as pessoas escolheram o Pedro Choy para Presidente, mas os partidos da oposição, unidos, resolveram contrariar essa vontade, elegendo a mesa a seu “belo prazer”, derrotando todas as propostas do BE, exemplo disso, é a última Assembleia Municipal, onde o BE foi derrotado em todas as votações.

Uma última nota, para o deputado, agora municipal, a lei nunca é clara, não basta lê-la para a perceber e conduzir os espectadores.
Os códigos não são livros e servem apenas para consulta, o mais importante na lei é perceber o que é que ela pretende regular (vulgo, espírito da lei), interpretando-a, à luz do caso concreto, dado que a lei é sempre geral e abstracta.
(Artigo de Opinião de Pedro Oliveira)

domingo, 25 de outubro de 2009

Eleição da Coordenadora Concelhia do Bloco

O Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos elegeu no passado dia 23 de Outubro (sexta-feira), a nova Coordenadora Concelhia.

A Lista A, eleita por unanimidade, é composta pelos seguintes elementos:
- Luís Gomes, Ana Cristina Roque, Isabel Maria Almeida, João Nunes, José Gaspar, Lídia Pirralha, Manuel Nunes, Marco Domingos, Pedro Choy, Pedro João Oliveira, Sandra Caçoila

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O Engenheiro das “Obras feitas”…SÓ NO PAPEL!!!

A candidatura do Partido Socialista e o Engenheiro Esménio estão imparáveis na arte de prometer e criticar o que está feito.
Em sucessivas acções de cosmética, o PS procura contar à nossa população uma história muito mal contada.

É urgente denunciar, combater e impedir esta habilidade comunicativa por declarações públicas que têm sido proferidas pelo candidato do PS à Câmara Municipal de Salvaterra de Magos.

Apontando os culpados, o Engenheiro Esménio vai dizendo que não há esgotos nas freguesias por culpa do Bloco de Esquerda (BE). Que não há pavilhão desportivo e Centro de Saúde nos Foros de Salvaterra por culpa do BE. Que não há alcatrão em muitas ruas do nosso concelho por culpa do BE.

Este é o discurso de um Engenheiro que trabalha na Câmara há 30 anos. Que foi Chefe de Divisão durante quase duas décadas. O Engenheiro Esménio que gosta de atribuir aos outros a falta de obra, é o mesmo Engenheiro que nos anos em que o PS governou a Câmara assinou dezenas de facturas com milhões de contos em obras que nunca chegaram a ser feitas. E hoje, todos nós, andamos a pagar as asneiras e as ilegalidades pelas quais o Engenheiro deu a cara. Ou o nome.

A Rua do Furo em Marinhais foi pavimentada apenas em 2009. Mas o Engenheiro Esménio assinou facturas nos anos 90, dizendo aos senhores da Comunidade Europeia que a obra estava feita. O mesmo aconteceu com o saneamento básico, com as ETAR de Marinhais e de Salvaterra, com muitos quilómetros de alcatrão, nas freguesias de Muge, Marinhais, Glória do Ribatejo, Foros de Salvaterra, Granho e Salvaterra de Magos (a lista seria demasiado extensa para as especificar!), com o Palácio da Falcoaria e com a Biblioteca Municipal.

Milhares de Contos que ninguém sabe onde param, mas que o Engenheiro do PS visou.

Quando Ana Cristina Ribeiro entrou na Câmara de Salvaterra, deparou-se com um buraco financeiro enorme. Um buraco asfixiante. Uma ferida grave que demorou mais de uma década a sarar.
Mas hoje o BE afirma com orgulho, que a ferida está curada. Que a Câmara Municipal de Salvaterra está entre as melhores pagadoras a nível nacional.

Hoje a obra faz-se e é paga. Há 20 anos, quando o Engenheiro assinava as facturas e a Câmara recebia o dinheiro, a obra nem sequer chegava ao terreno.
A nossa População quer voltar a esse tempo?
Dia 11 de Outubro tem o poder de responder a esta questão!

Às caluniosas acusações, respondemos com um programa que assumimos com a população, com um projecto real e obra efectivamente feita.
À falta de ética profissional respondemos com clareza e transparência.
Com rigor recuperámos economicamente a Câmara Municipal de Salvaterra.

Com o PS na oposição, a construção do Pavilhão de Salvaterra, entre outros grandes investimentos não existiriam; lembramos que em 2001 com os votos contra do PS, PSD e CDU não foi possível beneficiar dos fundos comunitários para a construção do referido pavilhão. Por vontade destes partidos o nosso concelho estaria menos desenvolvido, atendendo à atitude que sempre demonstraram enquanto oposição, privilegiando interesses próprios ou partidários em detrimento dos interesses do concelho e da sua população. Em 2004 o PS e o PSD continuaram a votar contra a construção do Pavilhão de Salvaterra mas com a maioria do BE foi possível concretizar este projecto tão desejado. Não fosse este atraso, e os Foros de Salvaterra já teriam o seu pavilhão desportivo e estariam a ser desenvolvidos projectos nas áreas da cultura, acção social e outros equipamentos colectivos.

Fica assim claro quanto valem as promessas eleitorais do PS do Engenheiro Esménio, e quais os interesses que aí pretendem defender: os mesmos que defendiam há 20 anos, e que o candidato tão bem soube defender!

Também em relação à falta de emprego, importa referir que não foi esta candidatura, nem o BE que prometeu 150 mil postos de trabalho para o país, nem esteve na base dos mais de 500 mil desempregados no país.

Mas porque queremos mais e melhor emprego no nosso concelho, construiremos as infraestruturas da nova Zona Industrial de Muge.
Somos parceiros para a concretização de um grande projecto logístico que será instalado na freguesia de Foros de Salvaterra (junto ao nó da Auto-Estrada), e que dentro em breve criará cerca de 2000 postos de trabalho.
Somos parceiros de um ambicioso projecto turístico e imobiliário que será construído nos terrenos da antiga Raret, que criará mais de 270 postos de trabalho directos.

As pessoas não esquecem o mal que o “Engenheiro das Obras Feitas no Papel” fez a este concelho há 20 anos, quando era Chefe de Divisão e homem de confiança do executivo do PS!

Dia 11 de Outubro, as Pessoas saberão continuar a escolher o rumo certo.

Apoiar as Pessoas
Afirmar o Concelho
Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Abertura da Sede de Campanha




Na passada sexta-feira, dia 18 de Setembro, foi inaugurada em Salvaterra de Magos a sede de campanha do Bloco de Esquerda em Salvaterra de Magos. O espaço fica situado no edifício do “Ribatejano”, no largo dos Combatentes.
Dezenas de apoiantes compareceram neste momento.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Francisco Louçã regressa ao Distrito de Santarém

No próximo Domingo (20 Setembro), Francisco Louçã regressa ao Distrito de Santarém para três acções de Campanha.
Pelas 10h30 visitará o Mercado Mensal de Marinhais.
Pelas 12horas participará num grande almoço/comício no Pavilhão Municipal de Riachos (concelho de Torres Novas), juntamente com José Gusmão, cabeça de lista pelo Distrito de Santarém.

Louçã e José Gusmão seguem depois para a cidade de Santarém, onde pelas 17horas participam num comício no Teatro Sá da Bandeira.
Comício com participação de Fernando Tordo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Candidatos do Bloco denunciam ensaios com Milho Transgénico

O cabeça de lista do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém às Legislativas visitou, esta quinta-feira (27 de Agosto), um campo de ensaios de milho transgénico (NK 603) em Marinhais, concelho de Salvaterra de Magos.

José Gusmão aproveitou esta visita para denunciar a atitude irresponsável por parte do Ministério do Ambiente que autorizou estes testes. Gusmão apelida esta atitude como um atentado ecológico, uma vez que os ensaios avançaram sem que estivessem asseguradas as condições de segurança para o ambiente em redor.
“As culturas transgénicas têm riscos variados, para a saúde das pessoas, para a sustentabilidade ambiental e equilíbrio dos ecossistemas, para a segurança alimentar. Devia haver uma postura mais prudente do Ministério a este tipo de experiências”, afirmou o candidato.

A comitiva teve ainda a oportunidade de constatar que, apesar da Lei exigir a realização destes ensaios a mais de 400 metros de outras plantações de milho, existem culturas a menos de 200 metros do local, assim como, de recordar que o município de Salvaterra de Magos declarou-se Zona Livre de Transgénicos, por decisão unânime da Assembleia Municipal, a 28 de Fevereiro de 2007, nos termos legalmente previstos; mesmo assim, o Ministério do Ambiente decidiu autorizar estes ensaios nos terrenos do Núcleo de Ensaios e Controlo do Escaroupim (Marinhais).

José Guilherme Gusmão esteve acompanhado de Bruno Góis e Pedro Choy, também eles candidatos na lista do Bloco, que de seguida visitaram o aterro sanitário da Ecolezíria na localidade de Raposa (concelho de Almeirim), para conhecer o trabalho desenvolvido pela Empresa Intermunicipal para o Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos.
Esta visita permitiu perceber que existe uma grande atenção por parte dos municípios que constituem a Ecolezíria e que estão a ser dados importantes passos na consolidação de todo o processo de recolha de resíduos sólidos urbanos e no processo de reciclagem de papel, embalagens e vidro.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Candidatos do Bloco visitam exploração de Milho Transgénico em Marinhais


José Guilherme Gusmão, cabeça de lista do Bloco de Esquerda nas próximas eleições Legislativas pelo Distrito de Santarém, estará esta quinta-feira (27 Agosto), nos concelhos de Salvaterra de Magos e Almeirim para um conjunto de visitas relacionadas com o Ambiente.
O programa terá início na freguesia de Marinhais (concelho de Salvaterra de Magos), pelas 09h30m para denunciar a realização de testes com milho transgénico NK 603. O Município de Salvaterra de Magos tinha-se declarado Zona Livre de Transgénicos, por decisão unânime da Assembleia Municipal, a 28 de Fevereiro de 2007, nos termos legalmente previstos. Mas o Ministério do Ambiente decidiu autorizar estes testes em terrenos da Mata Nacional do Escaroupim.

Segue-se uma visita ao Aterro Sanitário da Ecolezíria na localidade de Raposa (concelho de Almeirim), para conhecer o trabalho desenvolvido pela Empresa Intermunicipal para o Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos.

Programa:
09h30 - Visita a campo de cultivo de milho Transgénico
(Marinhais, Mata Nacional do Escaroupim – Salvaterra de Magos)
Latitude 39° 4'54.86"N – Longitude 8°43'57.24"W

11h30 - Visita à Ecolezíria -
Empresa Intermunicipal p/ o Tratamento de Resíduos Sólidos
(Raposa, Estrada Nacional 114 – Almeirim)
Latitude 39° 7'6.74"N - Longitude 8°36'4.85"W

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Providência Cautelar contra cultivo de Transgénicos em Marinhais

CÂMARA DE SALVATERRA, QUERCUS, CAMPO ABERTO, GAIA E VÁRIOS CIDADÃOS APRESENTARAM PROVIDÊNCIA CAUTELAR CONTRA CULTIVO DE TRANSGÉNICOS

Foi com grande surpresa que se verificou que o Ministério do Ambiente tinha autorizado o cultivo para ensaios de milho geneticamente modificado NK 603 à empresa Monsanto, a realizar no Núcleo de Ensaios e Controlo do Escaroupim, concelho de Salvaterra de Magos.

O Município de Salvaterra de Magos tinha-se declarado Zona Livre de Transgénicos, por decisão unânime da Assembleia Municipal, a 28 de Fevereiro de 2007, nos termos legalmente previstos. Foi entendido que ensaios com milho geneticamente modificado na área do município de Salvaterra de Magos nada de positivo trariam para a agricultura e boa imagem do concelho, tendo mesmo efeitos contraproducentes graves.

A insistência de um novo pedido de testes com milho geneticamente modificado, em Salvaterra de Magos, levou o município a exigir ao Ministério do Ambiente que assumisse as suas responsabilidades legais e negasse autorização para estes ensaios, conforme decorria da respectiva participação em consulta pública. Assim não aconteceu.

O Governo insistiu na autorização. Os cidadãos promotores da Providência Cautelar, Associações Ambientais e o Município de Salvaterra de Magos, perante estes factos não ficaram de braços cruzados e apresentaram uma providência cautelar, de forma a impedir que este verdadeiro ataque ambiental seja consumado.
A providência cautelar apresentada pretende salvaguardar a saúde ambiental dos Salvaterrenses. De facto, considera-se que:
- não foram indicadas provas concludentes quanto à biossegurança do milho geneticamente modificado a cultivar nem foram indicados estudos ou artigos científicos que o comprovassem;
- não foram indicados quais os herbicidas a que a cultura vai ser sujeita nem outros químicos utilizados para além do glifosato;
- não foram previstas as relações desta cultura com animais e insectos polinizadores, nomeadamente as abelhas, uma vez que na mesma região há várias apiculturas que serão afectadas pelo pólen do milho NK 603;
- não são apresentados nenhuns dados que fundamentem a segurança ecológica desta operação;
- os planos de monitorização apresentados não passam de pálidas sombras do exigível à luz da legislação;
- a empresa Monsanto tem ao longo dos anos vindo a acumular um historial impressionante de corrupção, envenenamento e mentira que não pode deixar descansados os Salvaterrenses, a tal ponto que um tribunal americano classificou o seu comportamento como “de natureza tão inacreditável e a um nível tão extremo que ultrapassa todos os domínios da decência e deve ser vista como horrível e liminarmente intolerável numa sociedade civilizadas”.

Por todos estes motivos os cidadãos promotores da providência cautelar, Associações Ambientais e o Município de Salvaterra de Magos apelam para a suspensão da autorização do cultivo de milho NK 603 ou que seja ordenada a sua destruição imediata caso já tenha sido semeado.

Os cidadãos promotores da Providência Cautelar, Associações Ambientais e o Município de Salvaterra de Magos manifestam a sua total indignação pela irresponsabilidade revelada pelo Ministério do Ambiente em permitir os respectivos ensaios. Se o Ministério do Ambiente não é o primeiro a defender os interesses ambientais, então quem terá de ser?

O Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos congratula-se pela apresentação da providência cautelar e pelo agendamento da Audiência de Julgamento para o dia 25 de Setembro no Tribunal Administrativo de Leiria.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Socialismo 2009

A iniciativa Socialismo 2009 - Debates para a Alternativa tem lugar nos dias 28 a 30 de Agosto, na Escola Secundária de Cacilhas, em Almada. Acede aqui ao programa provisório, consulta a localização e descarrega a ficha de inscrição.

Bloco apresentou candidatos na freguesia do Granho

O Bloco de Esquerda apresentou os seus candidatos da freguesia do Granho aos vários órgãos autárquicos (Câmara, Assembleia Municipal e Junta de Freguesia). A iniciativa decorreu no recinto das Festas e contou com a presença de Ana Cristina Ribeiro.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Bloco quer eleger Deputado no distrito de Santarém


O Bloco de Esquerda apresentou na passada quarta-feira (22 de Julho), a lista de candidatos às legislativas pelo círculo eleitoral do distrito de Santarém. A sessão de apresentação decorreu na Casa do Brasil e contou com a presença de Francisco Louçã, coordenador nacional do Bloco.
Durante a sessão foi várias vezes referido que o objectivo nacional dos bloquistas é reforçar a sua votação, à semelhança do que já aconteceu nas Europeias quando o Bloco triplicou o número de eleitos em Estrasburgo. No que toca ao distrito de Santarém (onde o BE obteve cerca de 12 por cento dos votos nas europeias) o objectivo passa pela eleição de José Gusmão, economista de 32 anos, o primeiro nome a surgir na lista distrital BE.
Francisco Louçã afirmou ainda que as próximas eleições serão decisivas para o futuro do país, e que o Bloco de Esquerda quer ter uma palavra nesse futuro, realçando a necessidade da eleição de deputados em distritos onde os bloquistas nunca o conseguiram, como é o caso de Santarém, acrescentando que estas são as eleições "mais radicais de sempre porque ocorrem num período em que estão condensadas no tempo todas as maiores dificuldades do país".
Num momento de grande crise económica, “há que combater as forças de bloqueio deste país”, numa alusão de Louçã a PS e PSD que têm alternado na governação.
Entre as prioridades do partido para o distrito, estão as questões do emprego, mas também a saúde e o apoio aos pequenos e médios agricultores.

"O emprego deve ser a nossa principal obsessão, a razão de ser desta candidatura", referiu o candidato José Guilherme Gusmão, acrescentando que o Bloco vai apostar em propostas de reabilitação urbana que "ponham mais casas no mercado e permitam reduzir o preço das novas". Outras prioridades são alertar para as questões da poluição dos rios e para a falta de apoio aos agricultores, disse o candidato, exemplificando com a recusa do partido em aceitar a privatização da Companhia das Lezírias.

Na lista de candidatos pelo distrito figuram ainda os nomes de Bruno Góis, 23 anos, licenciado em relações internacionais, Sara Cura, 31 anos, arqueóloga, Henrique Leal, 55 anos, professor, Pedro Choy, 49 anos, médico e Maria Manuela Dâmaso, 47 anos, professora.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Bloco de Salvaterra apresenta candidatos às Juntas de Freguesia

O Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos apresentou no passado domingo (19 de Julho), os seus candidatos às seis freguesias do concelho, numa sessão pública que contou ainda com as presenças da candidata à Câmara Municipal, Ana Cristina Ribeiro, o candidato à Assembleia Municipal, Pedro Choy e o candidato do BE pelo Distrito de Santarém nas próximas eleições Legislativas, José Gusmão.
O Bloco de Esquerda renova as candidaturas de João Nunes (Salvaterra de Magos), Vitorino Santos (Marinhais) e Rosa Nunes (Foros de Salvaterra), e apresenta ainda as candidaturas de Helena Figueiredo (Muge), Joaquim Ventura Ferreira (Granho) e Gonzaga Sequeira (Glória do Ribatejo).
Durante a sua apresentação, cada candidato reforçou a confiança na vitória em Outubro próximo, com a certeza de poder defender o projecto político do Bloco no concelho de Salvaterra de Magos. Um projecto que se bate por um desenvolvimento sustentado, mais emprego, mais qualidade de vida, mais justiça social.
Para Apoiar as Pessoas e Afirmar o Concelho.


Juntar Forças por Santarém

Apresentação da Lista de Santarém do Bloco de Esquerda para as Eleições Legislativas
4ª-Feira – 22 de Julho – 17hCasa do Brasil – Largo Pedro Álvares Cabral


UM DEPUTADO DO BLOCO POR SANTARÉM
Há quatro anos, o Bloco ficou a poucas décimas de eleger um deputado pelo Distrito de Santarém, com 6,53%. O tempo que passou foi um tempo de lutas e de esperança, de oposição combativa e construtiva, de cresci mento e afirmação deste movimento de esquerda socialista. Nas últimas eleições Europeias, o Bloco duplicou a votação em Santarém, conseguindo 12,17% dos votos e passando a ser a terceira força política no distrito e no país. Em Setembro, estão reunidas todas as condições para que seja eleito o primeiro deputado do Bloco no distrito de Santarém. Só depende de si.

MUDAR O MODELO ECONÓMICO EXIGE VONTADE E RECURSOS.HÁ DOIS CAMINHOS POSSÍVEIS:
O caminho dos governantes que assistiram aos crimes económicos de braços cruzados ou que apoiaram quem os cometeu. Preparam-se agora para entregar a conta a quem nunca ganhou nada com a especulação: mais desemprego, menos protecção social, endividamento das famílias. O caminho da devolução. Quem acumulou fortunas ao longo de anos de lucros milionários deve agora ser obrigado a contribuir. Este é o caminho das políticas socialistas que o Bloco propõe. Quem trabalha ou está desempregado, quem ainda estuda ou já é precário, não deve pagar a crise do capital. E os recursos estratégicos essenciais devem ser de todos, propriedade pública e ao serviço do interesse colectivo.

Bloco discutiu futuro do concelho de Benavente


O Bloco de Esquerda promoveu uma sessão pública na cidade de Samora Correia no passado dia 17 de Julho. Marcaram presença nesta sessão, Helder Agapito, deputado eleito pelo Bloco na Assembleia Municipal de Benavente, Helena Pinto, Deputado do BE na Assembleia da República, e José Guilherme Gusmão, candidato pelo Distrito de Santarém nas Legislativas 2009.
O debate foi animado com questões pertinentes elaboradas por alguns cidadãos presentes. O assunto mais abordado acabou por ser o actual momento da economia nacional e internacional, bem como os projectos de TGV e novo Aeroporto de Lisboa (projecto que será construído em grande parte no concelho de Benavente).
Helder Agapito deixou ainda a esperança de ver reforçada a votação do BE no concelho, na certeza da importância de eleger um vereador no próximo acto eleitoral de Outubro. Um vereador capaz de questionar a actual gestão que há mais de 30 anos está na Câmara Municipal de Benavente.
Um vereador que se bata por uma política mais descentralizada, e por uma gestão que não tenha receio de discutir os seus projectos. Um vereador que lute pela implementação do orçamento participativo. Um vereador que represente um projecto bloquista ambicioso e coerente para o concelho de Benavente. Um projecto que procura potencializar o turismo neste concelho, bem como o desenvolvimento sustentado que os munícipes merecem.

quarta-feira, 15 de julho de 2009


No próximo Domingo, dia 19 de Julho, pelas 18 horas, o Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos irá apresentar os candidatos às seis freguesias.
A cerimónia terá lugar na Casa do Povo de Glória do Ribatejo e contará com as presenças de Ana Cristina Ribeiro, candidata pelo Bloco à Câmara Municipal, José Guilherme Gusmão, candidato a deputado pelo distrito de Santarém e Helena Pinto, deputada eleita pelo BE na Assembleia da República.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Candidatura Socialista é Geneticamente do CONTRA

A candidatura do PS em Salvaterra de Magos revela-se uma verdadeira surpresa a cada novo comunicado que emite sobre o desempenho autárquico do Bloco de Esquerda no município de Salvaterra de Magos.

Recentemente o candidato do PS fez saber que está contra os milhões de euros que a Câmara Municipal decidiu investir na construção da rede de esgotos, de saneamento, de substituição de rede de água e pavimentação.
O candidato está contra o lançamento de obras que estavam programadas há largos meses e que figuravam no programa orçamental para 2009.

Aliás, a candidatura do PS é a CANDIDATURA DO CONTRA.
E que melhor figura de estilo podemos utilizar para classificar um candidato que está contra o investimento nos recursos humanos da Câmara Municipal. Que está contra o desenvolvimento do turismo, condenando um investimento imobiliário de largos milhões de euros na Glória do Ribatejo. Contra os convívios e passeios de idosos promovidos pela Câmara Municipal.

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos investiu nos últimos onze anos, cerca de 45 milhões de euros nas seis freguesias do concelho.
Construiu infraestruturas que melhoraram a qualidade de vida de milhares de munícipes; apostou na construção de muitos quilómetros de saneamento que melhoraram a qualidade do nosso meio ambiente; requalificou dezenas de quilómetros da rede rodoviária; construiu equipamentos culturais que permitem à população melhor acesso às novas tecnologias, aos livros, à música e à cultura de uma forma geral.

Só um candidato do Contra, que o PS foi resgatar ao Passado e que não é capaz de reconhecer o forte investimento que tem vindo a ser feito pelo executivo liderado por Ana Cristina Ribeiro, pode classificar a actual gestão da Câmara, como penalizadora do desenvolvimento deste território.

Porque acreditamos que o projecto do Bloco de Esquerda para Salvaterra de Magos é o garante de desenvolvimento sustentável, ambição, experiência renovada e um futuro próspero capaz de afirmar o concelho, estamos certos de que continuaremos a receber a confiança de todas e todos os que fazem desta terra a sua casa.

Apoiar as Pessoas,
Afirmar o Concelho.
O Secretariado do Bloco de Esquerda
Salvaterra de Magos, 09 de Julho de 2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Discurso de Ana Cristina Ribeiro a 20 de Junho

Para os que não tiveram oportunidade de comparecer no passado dia 20 de Junho no Cais da Vala, o Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos disponibiliza as intervenções de Ana Cristina Ribeiro e Francisco Louçã.
Pode ouvir aqui a intervenção de Francisco Louçã.
E pode ouvir a intervenção de Anita (parte 1); (parte 2); (parte 3).