quarta-feira, 9 de junho de 2010

José Gusmão visita Rio Maior

No próximo dia 12 de Junho um grupo de cidadãos apoiado pelo Bloco de Esquerda vai promover um debate público sobre a poluição causada por suiniculturas que afecta as povoações de Cabeça Gorda, Moinho de Ordem e Vale da Rosa, das freguesias de Ribeira de São João e São João da
Ribeira, do concelho de Rio Maior.

O debate será às 16h30, no salão da Comissão de Melhoramentos de Cabeça Gorda. E contará com a participação de José Gusmão, deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, e de Carla Rodrigues, deputada independente pelo bloco de esquerda na Assembleia Municipal de Rio Maior.

O mesmo grupo de cidadãos, denominado Projecto de Cidadania "dar a vez e a voz aos cidadãos", está também a promover um abaixo-assinado sobre o mesmo problema, para a população manifestar o seu descontentamento e alertar as autoridades responsáveis.

Já em 2005 a deputada Alda Macedo denunciou a poluição que afecta particularmente as populações das freguesias de São João da Ribeira e Ribeira de São João, através de descargas recorrentes por parte de suiniculturas radicadas naquelas freguesias do concelho riomaiorense.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Manifestação junta mais de 300 mil em Lisboa

O protesto geral convocado pela CGTP encheu o centro da capital com palavras de ordem contra as políticas de austeridade, o desemprego e o aumento dos impostos.
Participaram nesta manifestação mais de 300 mil pessoas. Os trabalhadores e o povo português estão de parabéns, quando começaram os discursos, com a Avenida da Liberdade cheia o fim da manifestação ainda se encontrava antes do Marquês de Pombal.
Esta concentração foi um sinal claro do descontentamento da maioria dos portugueses e o inicio de uma luta, em condições muito difíceis, por isso foi tão importante que a CGTP tenha organizado esta manifestação, para as pessoas dizerem de sua justiça e protestarem contra esta aliança irresponsável de “Passos Coelho e Sócrates”.
Esta manifestação condenou: Os salários pagos à entrada do mercado de trabalho que diminuíram 30 a 40% em relação a 2005. Um atentado à juventude e uma das armas que o neoliberalismo tem usado para atingir os seus objectivos: destruir a solidariedade entre gerações.
Esta manifestação condenou: o cancelamento pelo governo das medidas de protecção aos desempregados, antes aprovadas para responder à crise, retirando o apoio a 187 mil desempregados.
Esta manifestação condenou: aumentar o apoio ao sistema financeiro que tem estrangulado a economia com juros altíssimos para as pessoas.
Esta manifestação condenou: os ataques aos funcionários públicos.
Esta manifestação condenou: os cortes e sacrifícios no investimento que é exigido às autarquias.
Esta manifestação condenou: os cortes nas garantias sociais, especialmente em período de crise.
Esta manifestação condenou: o ataque aos serviços públicos, nomeadamente na saúde e no ensino.
Esta manifestação prometeu: lutar pelo fim dos paraísos fiscais e pela tributação das grandes fortunas. Prometeu ampliar e diversificar a luta social em Portugal, não excluindo nenhuma forma de luta.
Esta luta é de todas e todos, aqueles que no dia-a-dia sentem na pele as medidas que esta aliança PS/PSD está a impor, a apresentação de uma visão alternativa ao situacionismo económico, com propostas contra a di¬tadura dos mercados financeiros e da austeridade e em defesa do trabalho, do salário, do emprego e dos serviços públicos, será o caminho que todas e todos os habitantes de Salvaterra de Magos exigem de nós.


Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 02 de Junho de 2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Tejo e o Congresso Nacional da Cultura Avieira

Esta intervenção decorre da realização do I Congresso Nacional da Cultura Avieira realizado no passado dia 7, 8 e 9 de Maio, que encerrou os seus trabalhos no nosso município. Queria aproveitar para saudar este executivo na pessoa da Sra. Presidente, pelo facto de ter acolhido e apoiado este projecto, que muito me diz respeito pessoalmente, pois orgulho-me de ter participado em representação da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, no arranque deste congresso e na candidatura da Cultura Avieira a património nacional.

Este tema, tem continuidade no projecto em curso levado a cabo por este município em parceria com O PROTEJO, com a realização do WORKSHOP “Água e Rios”, no próximo mês.

Gostaria de partilhar convosco uma reflexão, que a meu ver é actual, pois enquadra-se na perfeição com estas duas iniciativas atrás descritas. Estou a falar das potencialidades e oportunidades que um município como o nosso, que tem o privilégio de ser banhado pelo rio Tejo.
O mesmo Tejo que une toda esta bacia de Espanha a Portugal, que une todas as populações ribeirinhas e as suas culturas, que o conhecemos e o vivemos da nascente até à foz, de Albarracín ao Grande Estuário.

O I Congresso Nacional da Cultura Avieira debateu a identidade e as características dos pescadores avieiros, o último grande movimento migratório português. A cultura dos pescadores avieiros vai ser elevada a património nacional, num projecto de recuperação de várias aldeias à beira-Tejo que prevê a criação de mais de 450 postos de trabalho. O objectivo é criar um novo destino turístico para o país, num conjunto de programas que estimam criar 127 postos de trabalho directos e de 350 a 360 indirectos.
Este destino turístico já está aprovado pelo PROVERE [Programas de Valorização Económica de Recursos Endógenos]. É um projecto de investimento que envolve 41 instituições e 59 projectos de investimento e prevê ligar pelo Tejo desde a Marina do Parque das Nações até Constância, sendo que o Tejo só é navegável até Valada.
O rio Tejo não é apenas água, é cultura viva, a essência e o escora, das terras e das aldeias por onde passa. É com grande felicidade que vejo juntar-se em defesa do Tejo diversos cidadãos e organizações, representativos de toda a bacia ibérica do Tejo e de todos os sectores da sociedade e áreas de acção, constituindo-se um exemplo independente de participação e cidadania neste projecto que é O PROTEJO.

O Tejo como futuro onde este laço de natureza e cultura perdure e se reforce com o regresso de modos de vida ligados à água e ao rio que as actividades de educação e turismo de natureza, cultural e ambiental permitirão sustentar, que economicamente esta relação seja entendida como um aprofundar de uma ligação estreita que tem que existir entre o homem e o rio, respeitando sempre sua sustentabilidade.

A preservação do rio Tejo é um tributo que os cidadãos devem oferecer a este património, sendo urgente assegurar que o caudal do Tejo seja o que era antigamente, acabar com a poluição que mata os peixes e envenena o ambiente e as pessoas, criar canais de passagem para os peixes nas barragens e nos açudes e acabar definitivamente com a pesca ilegal.

Todos conhecemos os males de que o Tejo padece com os transvases, com o assoreamento, com a poluição, ou seja, o maltrato que a mão do homem tem vindo a infligir à sua água e aos seus ecossistemas. Devemo-lo às gerações futuras para que conheçam um Tejo vivo, como nós o conhecemos, e não um servo do egoísmo e prisioneiro da especulação dos humanos.

Quanto ao objectivo inicial, permitam-me reflectir convosco da necessidade:

• De uma gestão sustentável da bacia hidrográfica do Tejo;
• Do cumprimento da Directiva Quadro da Água, ou seja, a garantia de um bom estado das águas do Tejo;
• Do estabelecimento e quantificação de um regime de caudais ambientais, diários, semanais e mensais, reflectidos nos Planos da Bacia Hidrológica do Tejo, que permitam o bom funcionamento dos ecossistemas ligados ao rio;
• Da concepção de um projecto com vista ao desassoreamento do rio Tejo e à sua navegabilidade;
• Da realização de acções para ajudar a restaurar o sistema fluvial natural e o seu ambiente;
• Da valorização e promoção da identidade cultural e social das populações ribeirinhas do Tejo e da preservação da sua memória colectiva;
• Do desenvolvimento de uma economia sustentável, que permita um usufruto por parte de todos, deste recurso hídrico.

Estes contributos não são mais do que reflexões, que permitem de uma forma participada, com os eleitos, com os jovens, nas escolas, com as associações, com as empresas, com todas as forças vivas do concelho, com todas e todos que queiram participar e partilhar o futuro do concelho numa ligação estreita com o rio Tejo, todas e todos na procura de um futuro mais sustentável, ou seja, social, económica e ambientalmente viável.

Luís Gomes, Vereador do Bloco de Esquerda

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Resolução Política apresentada em Reunião de Câmara

Assistimos na passada sexta-feira, em plena assembleia municipal, a declarações proferidas pelo líder da bancada do partido socialista, que a meu entender, não dignificam a politica.

O bloco de esquerda respeita e respeitará sempre a diferentes opiniões políticas e propostas apresentadas pelos diversos partidos políticos, mas levantará sempre a voz para denunciar a incoerência política e as inverdades.

Em plena sessão da assembleia municipal, no seguimento do debate da moção apresentada pela nossa bancada a assinalar o 1º Maio, acusações de que o BE não apresentou propostas alternativas ao PEC e orçamento de estado, defendendo um comportamento irresponsável por parte do BE, afirmando que é fácil apresentar medidas que elevam unicamente a despesa.

A população de Salvaterra de Magos precisa de saber que as medidas que estão em curso, de ataque aos mais desprotegidos, aos desempregados, aos idosos, às regalias dos trabalhadores, o congelamento dos salários, etc., tem um responsável, é o partido socialista.

O Governo apresentou o Programa de Estabilidade e Crescimento (2010-2013). O Programa determina a redução de salários reais, reduz as despesas sociais incluindo o subsídio de desemprego, agrava impostos, impõe um programa de privatizações generalizadas e adia investimento público que combate a crise junto das pequenas e médias empresas. O resultado projectado é um crescimento do PIB abaixo da média prevista para a União Europeia e a manutenção de um nível de desemprego entre os maiores da Europa.

O Bloco de Esquerda propôs no Parlamento e contrariamente ao que afirma o partido socialista:

A rejeição da orientação do Programa proposto pelo Governo e a aprovação de recomendações no sentido de um programa alternativo, concentrado nas prioridades do corte ao despesismo, de promoção do crescimento e de criação de emprego.

O BE rejeitou o programa de privatizações, que inclui empresas públicas que constituem monopólios naturais, como a TAP, a ANA, a REN, e que lhes acrescenta os CTT, partes da CP e da CGD, e outras empresas, afectando assim a capacidade de intervenção pública nos sectores estratégicos da energia, transportes, serviços financeiros e comunicações, e assinala que tal venda não se traduz em benefícios assinaláveis na redução dos juros da dívida pública.

O BE rejeitou a redução do subsídio de desemprego e as medidas contra os desempregados, considerando que não é o corte na despesa que vai criar incentivos à criação de emprego, tanto mais que o Governo antecipa que, no prazo de quatro anos deste Programa e por seu efeito, o desemprego só diminuirá em 25 mil pessoas. Tão pouco são os desempregados os responsáveis por esta crise!

O BE recomendou ao Governo a apresentação de um novo programa que responda a uma estratégia de crescimento e emprego, nomeadamente:

Uma consolidação orçamental estruturada a partir da inventariação rigorosa das despesas inúteis e do combate ao desperdício na acção do Estado. Assim, recomendou a renegociação das parcerias público-privadas estabelecidas para as próximas décadas, a renegociação dos contratos militares que comprometem despesa nos próximos anos, o fim do outsourcing de serviços jurídicos que podem ser assegurados pelo Estado e a realização de uma auditoria a todos os serviços de Estado, que permita identificar as suas carências ou dotações excessivas em recursos, em função das suas missões e objectivos

Uma política de investimento para a criação de emprego, nomeadamente através da prioridade de um plano de reabilitação urbana, que tenha como objectivo aumentar a procura de trabalho em pequenas e médias empresas com capacidade de intervenção local;

A redução da precariedade, a começar pelos próprios serviços do Estado, e a defesa do apoio social aos desempregados.

O aumento das pensões mais baixas, através de um aumento intercalar.

Uma política fiscal que contribua para a transparência da vida económica e para a igualdade de responsabilidades, nomeadamente tributando as mais-valias bolsistas e reduzindo os benefícios fiscais que não respondam a necessidades fundamentais ou que não promovam a progressividade fiscal.

Uma política fiscal que ainda contribua para a tributação do sistema financeiro, que actualmente poupa cerca de 2 milhões de euros por dia em impostos não pagos, ao recorrer a planeamento fiscal abusivo e a outras vantagens.

Uma política tributária que torne todos os rendimentos responsáveis pelo pagamento de impostos, incluindo os que actualmente se refugiam em jurisdições offshore par a organizar a evasão fiscal.

Um aumento real em valor fixo para todos os que têm salários menores na função pública, recuperando assim o valor dos salários inferiores (um aumento limitado e igual para todos os funcionários que recebam menos de 1000 euros).

A entrada de 1 trabalhador por cada 2 saídas é também errada, como se pode verificar na contratação de pessoal qualificado para o Serviço Nacional de Saúde.

Limitar a consultadoria jurídica externa aos casos de absoluta inadequação dos meios próprios do Estado, pela especificidade dos pareceres requeridos. A redução da despesa deve aproximar-se de189 milhões de euros.

Novo regime restritivo de provisões dedutíveis e de mínimo obrigatório de IRC, para elevar o pagamento de IRC pelo sistema financeiro (valor a recuperar: 500 milhões).

Tributação em IRS de prémios extraordinários de gestores e administradores a 50% (valor a recuperar: 30 milhões).

Como se comprova, o BE pauta-se pela coerência política, mesmo quando alguns partidos não o queiram reconhecer, porque em nome de um Plano de Estabilidade e Crescimento, que faz pesar a crise, mais e aos mesmos, dissemos não e apresentando alternativas. Porque é uma questão de escolhas.

Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 05 de Maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

1º de Maio, A Luta de quem Trabalha

A Moção apresentada pelo Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos, que mereceu os votos favoráveis do PCP, abstenção do PS e voto Contra do PSD.


“Só há Liberdade a sério quando houver a Paz, o Pão, Habitação, Saúde, Educação, quando houver liberdade de mudar e decidir, quando pertencer ao povo o que o povo produzir…”.

Abril abriu as portas de uma cultura de cidadania responsável, de direitos e deveres, de uma democracia representativa, assente nos caminhos de um progresso participativo.

Nos ásperos tempos que vivemos, Abril é tempo de resistência que se projecta em Maio. Não só no Dia do Trabalhador, mas quando os trabalhadores são os principais visados de uma conjuntura económica sem consciência social.

Em tantas décadas de comemoração do 1º de Maio, nunca como agora os direitos do Trabalhador estiveram tão em causa.

Um estudo publicado pelo Instituto do Emprego na passada quinta-feira indica vários factos preocupantes mas há um que nos salta à vista. 40% dos trabalhadores e trabalhadores sentem-se privilegiados por ter um emprego. Triste sina de um país em que o trabalho é visto como uma regalia e não como um direito. Este estudo mais que um indicador mostra um país que está virado do avesso. Aquilo que deveria ser um direito e que está reconhecido constitucionalmente no seu artigo 58 afinal em Portugal é visto como uma benesse.

A improvável coligação entre PS e PSD que esta semana vimos nos jornais, prepara-se para atacar os mais basilares direitos de trabalhadores e desempregados.
Com a argumentação de uma crise económica a que estes dois partidos nos trouxeram, serão os mesmos de sempre a pagar a conta.

Há poucos meses injectaram-se milhões de euros no BPN. O motivo? Se a banca portuguesa entrasse em colapso iríamos chegar exactamente ao mesmo ponto onde estamos hoje.

Os trabalhadores que desde há largos anos têm sido vítimas de sucessivos ataques assistem agora à suprema injustiça de ver o Governo a ter milhões para salvar banqueiros irresponsáveis, de ter milhões para pagar prémios a administradores públicos e até de pagar viagens semanais a Paris a deputados do Partido Socialista. Mas admite não ter dinheiro para aumentar um cêntimo que seja os funcionários públicos esquecendo que a função pública, a função do Estado mais que serviços são pessoas.

A fúria privatizadora do PEC está a chegar a serviços desde sempre públicos, como os Comboios e os Correios, essenciais para garantir as comunicações no conjunto do território e a igualdade de acesso nas regiões afastadas dos grandes centros. A submissão a objectivos de lucro fácil arrastaria o fecho de mais estações de comboio e/ou de correio, a juntar ao da escola, do posto médico, etc., podendo significar o golpe final da desertificação de muitas aldeias de cujas populações recebem as magras reformas pelos CTT, o único “banco” que conhecem.

Sabemos como um ou dois dias de greve numa pessoas que recebe o salário mínimo faz mossa. Por isso a importância do 1º de Maio e das suas manifestações.
Momento de excelência para que as portuguesas e os portugueses demonstrem o descontentamento de uma população farta de pagar os erros de quem governa.

Viva os Direitos dos Trabalhadores!

O Grupo do Bloco de Esquerda propõe que esta moção seja enviada à Comunicação Social e Freguesias do Concelho de Salvaterra de Magos.
Grupo Municipal do Bloco de Esquerda
Salvaterra de Magos, 30 de Abril de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Discurso de Fernando Rosas no 25 de Abril

Na sessão solene do 25 de Abril, Fernando Rosas referiu-se à corrupção, ao Código do Trabalho, à precariedade, ao desemprego, às privatizações e à desigualdade social.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Bloco comemorou 25 de Abril em Salvaterra de Magos

O Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos organizou um almoço de comemoração dos 36 anos da Revolução de Abril, no passado sábado, 24 de Abril.

Nesta iniciativa estiveram presentes os deputados da Assembleia da República eleitos pelo Bloco; Fernando Rosas, José Gusmão e Heitor de Sousa.
Marcaram ainda presença o Vereador na Câmara Municipal de Salvaterra, Luis Gomes e elementos da bancada da Assembleia Municipal.

Este almoço reuniu ainda representantes dos concelhos limítrofes de Salvaterra de Magos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Comunicado Comissão Nacional Autárquica do Bloco

A propósito da informação errónea que faz manchete no Público de hoje, reafirma-se que a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos não tem em vigor qualquer regulamento que discrimine, com base no critério da nacionalidade, candidatos à compra de casas municipais a custos controlados.

Ontem mesmo, aquela Câmara ratificou um regulamento para a venda de 30 fogos de habitação a preços controlados que desmente categoricamente as acusações proferidas por responsáveis da Câmara de Famalicão. O regulamento ratificado ontem, em reunião do Executivo, havia sido aprovado no passado dia 17 de Fevereiro, tendo sido depois submetido a consulta pública.

Relativamente ao regulamento citado pela autarquia de Famalicão, trata-se de um documento com data anterior à governação municipal do Bloco de Esquerda na Câmara de Salvaterra de Magos, que não se encontrava em vigor e que não tinha nenhuma validade.

A referência a Salvaterra de Magos diz bem do desnorte que se apossou dos responsáveis da Câmara de Famalicão que, acossados por serem notícia nacional pelos piores motivos, preferiram insistir na defesa de um regulamento que envergonha o poder local democrático, em vez de reconhecerem o erro.

Uma postura, aliás, completamente oposta à da presidente da Câmara de Salvaterra de Magos que, ainda ontem, confrontada com a possibilidade da sua autarquia possuir um documento de cariz discriminatório, o que se prova não ser verdade, afirmou que, caso assim fosse, só poderia tratar-se de um lapso que seria de imediato corrigido.

Afinal, não foi preciso corrigir nada pois o regulamento de venda de casas, por parte da Câmara de Salvaterra de Magos, aprovado ontem em reunião do Executivo, não contém nenhuma norma discriminatória, ao contrário dos regulamentos da Câmara de Famalicão.

O Bloco de Esquerda reafirma, por isso, todas as afirmações que fez relativamente ao carácter discriminatório, xenófobo e anticonstitucional dos regulamentos publicados em edital da Câmara de Famalicão e volta a exigir a sua imediata correcção de acordo com as
normas constitucionais.

Entretanto, o secretário de Estado da Administração Local anunciou hoje que o governo vai mudar o obsoleto decreto-lei de 1976 criticado pelo BE.
Valeu a pena a intervenção do Bloco neste caso de Famalicão.

Comissão Nacional Autárquica do BE

Informação de 21 de Abril

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão divulgou hoje uma nota à imprensa com a afirmação de que a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos teria um regulamento para atribuição de habitação social que colocava como critério para admissão ao concurso de atribuição a necessidade de ser cidadão nacional.

O presidente da CM de Famalicão, com a pressa de procurar desviar as atenções do seu reiterado comportamento discriminatório dos imigrantes no acesso à habitação social em duas freguesias daquele concelho, nem procurou obter qualquer confirmação sobre a veracidade dos documentos a que se refere.

De facto, a CM de Salvaterra de Magos aprovou hoje um regulamento que não contém qualquer discriminação quanto à nacionalidade dos candidatos.

Amanhã, a CM de Salvaterra de Magos divulgará uma informação sobre a matéria e confirmará, através da apresentação do documento hoje aprovado, que não está mencionada qualquer discriminação com aquele carácter.

Por outro lado, a presidente da CM de Salvaterra de Magos, confrontada com a questão, teve uma atitude diametralmente oposta à do seu colega de Famalicão. Manifestou de imediato discordância quanto à exigência de que só se poderiam candidatar à habitação social cidadãos portugueses e, mesmo antes de confirmar junto dos respectivos serviços sobre o conteúdo do texto, declarou que a haver uma eventual menção discriminatória só poderia ser por lapso e que seria de imediato corrigida.

Moção - Cantar Abril e Maio

Nos 36 anos da madrugada libertadora do 25 de Abril, estamos colocados perante desafios que tocam directamente os fundamentos da celebrada “revolução dos cravos”.

Abril abriu as portas de uma cultura de cidadania responsável, de direitos e deveres, de uma democracia representativa, assente nos caminhos de um progresso participativo.

De entre mil cantigas de Abril vem-me à memória uma frase batida: “Só há Liberdade a sério quando houver a Paz, o Pão, Habitação, Saúde, Educação, quando houver liberdade de mudar e decidir, quando pertencer ao povo o que o povo produzir…”.

A lírica de Sérgio Godinho, um dos mais próximos companheiros do Zeca, traduz na perfeição o espírito e o conteúdo das principais conquistas de Abril e aborda também um tema da maior actualidade: a defesa dos serviços públicos, sob a ameaça do turbilhão neoliberal.

A Paz, de novo ameaçada pelas guerras imperiais: a do Iraque, longe de estar extinta, até ao Afeganistão, ao Líbano ou à Palestina e onde quer que os interesses hegemónicos estejam em causa.

O Pão que falta cada vez mais, com o ataque aos salários reais, o Código Anti-Trabalho, a precariedade. O pão, à míngua do qual morrem milhões de vítimas da inconcebível crise alimentar, num mundo em que as desigualdades nunca foram tão grandes.

A Habitação, direito consagrado na Constituição longe de estar assegurado, não por causas naturais como as da Madeira, mas sim devido à ausência de políticas públicas coerentes de habitação e reabilitação urbana, à cedência dos poderes centrais e locais perante as negociatas da construção desregrada e à especulação imobiliária que está na raiz da crise financeira mundial.

A Educação, tão mal tratada pelos governos Sócrates e a Saúde, área em que Portugal ainda ocupa um invulgar 11.º lugar a nível mundial devido ao Serviço Nacional de cobertura universal, hoje em perigo de desarticulação devido à falta de profissionais e sob a gula de apetites privados.

A fúria privatizadora do PEC está a chegar a serviços desde sempre públicos, como os comboios e os CTT, essenciais para garantir as comunicações no conjunto do território e a igualdade de acesso nas regiões afastadas dos grandes centros. A submissão a objectivos de lucro fácil arrastaria o fecho de mais estações de comboio e/ou de correio, a juntar ao da escola, do posto médico, etc., podendo significar o golpe final da desertificação de muitas aldeias de cujas populações recebem as magras reformas pelos CTT, o único “banco” que conhecem.

Nos ásperos tempos que vivemos, Abril é tempo de resistência que se projecta em Maio. Não só no Dia do Trabalhador, mas quando os trabalhadores são os principais visados de uma conjuntura económica sem consciência social.

O Grupo do Bloco de Esquerda propõe que esta moção seja enviada à Comunicação Social e Freguesias do Concelho de Salvaterra de Magos.

Grupo do Bloco de Esquerda
Salvaterra de Magos, 21 de Abril de 2010

Moção aprovada com os votos a favor do BE e 3 Abstenções (PS e PSD)

Declaração Política - Programa de Estabilidade e Crescimento

O Partido Socialista apresentou, um projecto de resolução sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento, que regulará a economia nacional nos próximos anos.
O PEC agrava todas as grandes desigualdades existentes na sociedade portuguesa, promove a exclusão social e distribui os sacrifícios pelos suspeitos do costume: os trabalhadores.

O documento apresentado pelo Governo é uma ruína económica, com um plano de privatizações em que o Estado perde mais em dividendos do que encaixa com a venda ao desbarato do património; um erro fiscal, porque promove cortes cegos e arbitrários onde deveria imperar uma política de promoção da igualdade; e ainda uma tragédia social, com a diminuição das transferências para os idosos e para os mais pobres. É o caso do Rendimento Social com um corte de 130 milhões ou dos 600 milhões nas transferências orçamentais para a segurança social, numa clara cedência à direita, nas suas pretensões de uma segurança social privada. Pior ainda, a redução do subsídio de desemprego e o projecto do governo para impor aos desempregados trabalho abaixo do salário mínimo revelam a capitulação completa do PS acerca do argumento liberal que sempre defendeu que os desempregados são os culpados do desemprego.
Outra expressão máxima do desnorte do PEC é o seu programa de privatizações. Diz o Governo que pretende realizar, com a venda de cerca de 20 empresas, financeiras e não financeiras, cerca de 6.000 Milhões de euros para abater no valor total da dívida e dos seus juros.

A primeira ideia que deve ficar clara é que estamos perante uma venda ao desbarato, disse o ministro, interpelado pelo Bloco de Esquerda, que a alienação dos CTT e da participação do estado na EDP renderá 2500 milhões de euros, reduzindo assim os juros da dívida pública em 110 milhões de euros por ano. Um bom negócio, congratula-se o Governo, dizendo que em contrapartida “apenas” perde 90 milhões de euros em dividendos. O que ficou por saber é onde é que o ministro foi buscar estes 90 milhões. As contas são públicas e bastante claras. Em 2009, em plena recessão, a EDP e os CTT distribuíram 137 milhões e 218 mil euros. Ou seja, o Estado vende a sua presença na EDP e os CTT para perder 30 milhões de euros por ano. E com isso perdeu a propriedade de bens públicos estratégicos. Perdem-se os anéis e vendem-se por tuta e meia os dedos.

Com a privatização da REN, CP ou CTT, o Governo limita-se a substituir monopólios públicos por monopólios privados, garantindo a renda e as condições de fixar os preços que entender aos seus futuros proprietários.
Com este PEC o Governo encarrega-se de ferir de morte todo esse futuro que acreditamos, ser possível. Desde logo, com os trabalhadores da CP que numa grande jornada de luta, disseram ao Governo que não estão dispostos a continuar a ser os sacrificados por uma crise que não criaram.
Este PEC preside cegamente a uma política neo-liberal, certamente a direita tinha dificuldade em fazer melhor, mas a sua rejeição social irá juntar-se ás vozes que ecoam dentro do Partido Socialista.


Vereador Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 21 de Abril de 2010

Moção sobre a Companhia das Lezírias

Várias declarações públicas do Ministro da Agricultura revelam a intenção de avançar com a alienação do património público afecto ao Ministério, seguindo as práticas do seu antecessor que, entre 2006 e 2008, procedeu à alienação de mais de 25 imóveis, entre edifícios, terrenos e herdades, tendo até criado um grupo de trabalho para a questão do património.

Considerando que a propriedade pública de terras agrícolas é muito diminuta em Portugal e sabendo das dificuldades de reestruturação fundiária e acesso às terras, importantes para redimensionar as explorações agrícolas, incentivar a entrada de jovens na agricultura e apoiar a actividade produtiva.

Considerando existir fortes possibilidades do património público que o actual Ministro pretende alienar e se inclui nessa lista a Companhia das Lezírias que, como é bem conhecido, no passado correu seriamente o risco de ser privatizada.

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, reunida no dia 21 de Abril de 2010, decide:

Considerar que é um erro proceder à alienação dos terrenos e herdades geridas pelo Ministério da Agricultura, nomeadamente a Companhia das Lezírias. Pelo contrário, esta propriedade pública deve ser incluída num banco público de terras para responder a estas dificuldades e promover acções de investigação, experimentação e demonstração que apoiem a actividade agrícola.

O Grupo do Bloco de Esquerda propõe que esta moção seja enviada à Comunicação Social, Freguesias do Concelho de Salvaterra de Magos, Ministério da Agricultura e Grupos Parlamentares da Assembleia da República.
Grupo do Bloco de Esquerda
Salvaterra de Magos, 21 de Abril de 2010


Moção aprovada com os votos a favor do BE, e três Abstenções (PSD e PS)

Moção sobre Programa de Estabilidade e Crescimento

Considerando que:

• O Governo do Partido Socialista apresentou o Programa de Estabilidade e Crescimento, principal documento que regulará a economia nacional nos próximos anos, 2010-2013.
• O documento apresentado, é um desastre económico: um plano de privatizações, em que o Estado perde mais em dividendos do que encaixa com a venda ao desbarato do património; um erro fiscal, porque promove cortes cegos e arbitrários onde deveria imperar uma política de promoção da igualdade; conduz a uma tragédia social, com a diminuição das transferências para os idosos e para os pobres dos mais pobres.
• O Governo pretende realizar, com a venda de cerca de 20 empresas, financeiras e não financeiras, cerca de 6.000 Milhões de euros para abater no valor total da dívida e dos seus juros, pondo em causa o controlo dos principais sectores estratégicos nacionais.
• A privatização dos CTT, da CP, da REN e EDP são um claro atentado à sustentabilidade social e económica do nosso concelho.

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, reunida no dia 21 de Abril de 2010, decide:

Manifestar a total rejeição pelo Programa de Estabilidade e Crescimento, que promove a desigualdade fiscal e social, colocando em causa a equidade nacional, com as privatizações, nomeadamente a CP, CTT, REN e EDP que afectam estruturalmente o equilíbrio sustentado do Concelho de Salvaterra de Magos.

O Grupo do Bloco de Esquerda propõe que esta moção seja enviada à Comunicação Social, Freguesias do Concelho de Salvaterra de Magos, Grupos Parlamentares da Assembleia da República, Primeiro Ministro e Presidente da República.

Grupo do Bloco de Esquerda
Salvaterra de Magos, 21 de Abril de 2010


Moção aprovada com os votos a favor do BE, uma Abstenção (PSD) e dois votos Contra (PS)

Saudação

Associação Desportiva de Salvaterra de Magos
(Trampolins de Salvaterra)


Nos últimos meses têm-nos chegado ecos de diversas conquistas dos atletas que representam os Trampolins de Salvaterra, Associação Desportiva de Salvaterra de Magos.
Quero felicitar a Associação Desportiva de Salvaterra de Magos pelos resultados alcançados, nomeadamente no mês de Março no pavilhão de desportos de Sines e mais recentemente, na cidade de Santarém, os atletas da Associação Desportiva de Salvaterra de Magos conquistaram vários títulos distritais no campeonato distrital de Trampolim e Trampolim Sincronizado:

Ana Gomes - Campeã Distrital de Trampolim Individual
Sara Freitas - Vice-Campeã Distrital
Dupla Ana Gomes / Sara Freitas - Campeã Distrital em trampolim sincronizado
Ana Gomes, Sara Freitas, Ana Ferreira e Maria do Carmo Dias - Campeã Distrital (Iniciados)
Renata Correia - Campeã Distrital Trampolim Individual
Renata Correia e Stephanie Pinto - Campeãs Distritais Trampolim Sincronizado (Juniores)
Ana Robalo - Campeã Distrital Trampolim Individual (Elite)
Ana Robalo e Andreia Robalo - Campeãs Distritais Trampolim Sincronizado (Elite)
Diogo Batista - Vice-Campeão Distrital Trampolim Individual (Juvenil)
Rafael Holzheimer - Campeão Distrital Trampolim Individual (Júnior)

Nos dias 10 e 11 de Abril realizou-se no pavilhão Polidesportivo Municipal do Casal Vistoso, em Lisboa, mais uma jornada do Campeonato Nacional de Duplo-mini-trampolim e também aí a Associação Desportiva de Salvaterra de Magos alcançou grandes conquistas:

Ana Gomes (Iniciada), Diogo Batista (Juvenil), Rafael Holzheimer (Júnior Elite Nacional) e Andreia Robalo (Sénior Elite Nacional) sagraram-se Vice-Campeões Nacionais em Duplo-mini Trampolim 2010.
Ana Robalo sobe também ao pódio em terceiro, no escalão sénior de Elite Nacional. Renata Correia nas Juniores e Inês Abreu nas Seniores sem atingir o pódio tiveram também prestação muito positiva.

A equipa de Iniciadas Femininas composta por Ana Gomes, Sara Freitas e Ana Ferreira ficam com as medalhas e taça correspondentes ao terceiro lugar.
Ana Gomes, Rafael Holzheimer, Ana Robalo e Andreia Robalo atingiram os mínimos para estar no próximo campeonato do Mundo por Idades.
É de salientar o mérito que os treinadores têm nos resultados obtidos por estes ginastas, permitindo que se atinjam níveis que, sem o seu auxílio, seriam muito difíceis de alcançar. Aqui fica o registo dos grandes mestres que fazem destes ginastas verdadeiros campeões, são eles Carlos Matias, Hélder Silva, Amadeu Neves e João Batista.


Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 21 de Abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Bloco comemora 25 de Abril em Salvaterra de Magos

O Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos organiza no próximo dia 24 de Abril, pelas 12h30, um almoço comemorativo dos 36 anos da Revolução de Abril.

Os deputados Fernando Rosas e José Gusmão marcam presença neste almoço que terá lugar no Restaurante Parque Real, em Salvaterra de Magos.

Para reserva de lugar, os interessados podem contactar o Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos através do nº 966 744 734.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

Reunião do executivo camarário - 17 de Março

Em Reunião de Câmara, realizada no dia 17 de Março, o vereador do Bloco de Esquerda, Luís Gomes, abordou os seguintes assuntos:

1 - Urbanização das Acácias;
No seguimento da visita à urbanização das Acácias e conforme prometido na reunião com os moradores, o vereador, manifestou preocupação quanto à urgência de resolução do asfaltamento da Rua do Escaroupim, em Marinhais. Pelo que o executivo encontra-se a interceder junto do urbanizador para encontrar a solução mais equilibrada e breve, bem como, a estabelecer contacto com a empresa Águas do Ribatejo, no sentido de se desenvolver, com a maior brevidade possível os trabalhos prévios ao asfaltamento.

2 - Mês da Enguia;
Foi salientado pelo vereador, a importância desta iniciativa, nomeadamente, a exibição televisiva, no passado dia 13, que promoveu o Concelho de Salvaterra de Magos, colocando-o numa das rotas turísticas do país, desafiando todos os presentes a aproveitar este destaque nacional, para o lançamento da Agência de Desenvolvimento de Turismo do Concelho, de forma a aproveitar todas as sinergias público-privadas, para promover o município de Salvaterra de Magos.

3 - Barragem de Magos;
Foram enunciadas algumas das preocupações com a poluição existente na Barragem de Magos, ex-libris deste concelho, com fortes suspeitas em descargas de suiniculturas e transvazes da Barragem do Cascavél o que levou a anunciar a apresentação em futura Reunião de Câmara de uma moção que alerte para a poluição existente e exija dos responsáveis que tutelam a Barragem de Magos para a sua resolução.

4 - Projecto Limpar Portugal;
A congratulação pela iniciativa Limpar Portugal, apoiada pela Câmara Municipal e desenvolvida pelo movimento cívico, com base no voluntariado e que tem como objectivo eliminar as lixeiras em todo o concelho, apostando na educação ambiental dos jovens é certamente uma base de desenvolvimento da Agenda 21 local na área ambiental, tendo subjacente a elaboração do Plano Concelhio de Ambiente.

Assembleia Distrital Eleitoral do Bloco/Santarém

Realiza-se em Almeirim no próximo dia 27, a partir das 15h a Assembleia Distrital do Bloco de Esquerda de Santarém.

A Assembleia destina-se a eleger uma nova Coordenadora Distrital do BE. A Assembleia debaterá um tema muito actual e muito importante para a região de Santarém que é a Agricultura.
Participará na abertura dos trabalhos o Coordenador Nacional do Bloco, Francisco Louçã.
Participarão igualmente os Deputados José Gusmão eleito pelo Distrito e o Deputado Pedro Soares que preside à Comissão de Agricultura da Assembleia da República.

Um conjunto de especialistas ligados à temática da agricultura farão intervenções específicas neste debate.

A Assembleia terá lugar no auditório da Biblioteca Municipal de Almeirim.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Moção do Dia Internacional da Mulher

Por ocasião da comemoração do Dia Internacional da Mulher, não podemos deixar de destacar que, decorridos quase dois séculos da histórica jornada de luta das operárias de Nova Iorque, estamos, ainda longe, de ver consagrada a igualdade de direitos, sendo que as mulheres continuam a ser as principais vítimas do neo-liberalismo e do conservadorismo, nomeadamente ao nível laboral e social.

Podemos constatar que as mulheres estão sistematicamente em minoria nos órgãos de representação política, desde o parlamento aos sindicatos, das associações de estudantes aos conselhos científicos nas faculdades.

Convivemos ainda com a discriminação salarial com base no género, ainda existem mulheres que trabalham exercendo funções iguais às dos homens mas recebendo menos, a actualidade desta situação é alarmante (pois lembramo-nos que as mulheres que morreram queimadas na fábrica onde trabalhavam, em Nova Iorque, no dia 8 de Março de 1857, reclamavam, horários de trabalho e salários iguais).

Vivemos ainda num país onde a submissão das mulheres aos homens é considerada e serve para legitimar a violência familiar. No campo cultural a dominação e a opressão ainda prevalecem de tal forma que constituem o modo de relacionamento pessoal e afectivo.

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, reunida a 03 de Março de 2010, delibera, saudar o dia 8 de Março como o dia Internacional da Mulher e solidariza-se com a luta reivindicativa das mulheres pela igualdade de direitos e oportunidades.


Grupo do Bloco de Esquerda

Salvaterra de Magos, 03 de Março de 2010

(Moção Aprovada por Unanimidade em Reunião do Executivo Camarário)