sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

PIDDAC


Devido à crise que atravessamos, o Bloco de Esquerda apresentou somente duas propostas de investimentos para o Concelho, contrariamente às seis propostas apresentadas no ano transacto;
Lamenta-se que mais um ano o Governo do Partido Socialista vire as costas ao Município de Salvaterra de Magos e não aprove qualquer tipo de investimento no Concelho (a excepção do Centro Saúde de Foros de Salvaterra), diga-se promessa já antiga e que nunca se concretizou.


• Quartel da GNR na Freguesia de Salvaterra de Magos
Valor estimado – € 400.000.00
Construção do quartel da GNR na Freguesia de Salvaterra de Magos servirá as Freguesias de Salvaterra de Magos e Foros de Salvaterra. Esta corporação está instalada provisoriamente (há 30 anos) em instalações cedidas pela Câmara Municipal, considerando que as mesmas não foram concebidas para o respectivo efeito, prejudicando claramente os serviços prestados à população.

• Requalificação da Barragem de Magos
Valor estimado – € 1300.000.00
Requalificação da Barragem de Magos, que serve a população do Concelho de Salvaterra de Magos, localizada na Freguesia de Foros de Salvaterra. Sendo um local central na vertente turística e de lazer, urge a limpeza da Barragem de Magos e a montante da mesma. Alargamento e consolidação do paredão da Barragem de Magos, considerando ser um eixo fundamental de acesso das Freguesias de Marinhais, Granho, Muge e Glória do Ribatejo ao nó da A13.


Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 02 de Dezembro de 2010

Complexo Desportivo Municipal de Marinhais

• Lamentar o sucedido no final do encontro entre o Clube Desportivo Salvaterrense e Grupo Desportivo de Marinhais;
• Esperar que ambas as direcções ultrapassem este desentendimento e convivam saudavelmente e desportivamente, e que impere o espírito desportivo entre todos os clubes do Concelho;
• Não posso deixar de anotar o facto, que anteriormente existiu desentendimentos entre estes clubes acerca da utilização do Complexo Desportivo Municipal de Marinhais;
• Reconheço que devido ao envolvimento do Grupo Desportivo de Marinhais na concretização deste projecto e o caso de ele estar fisicamente construído na Freguesia de Marinhais, exista um carinho especial pelo Complexo Desportivo Municipal de Marinhais;
• Considerando que este equipamento desportivo é para a utilização de todas as colectividades do concelho, reforço o que já propôs em reunião anterior, elaborar um regulamento de utilização do Complexo Desportivo Municipal de Marinhais de forma a tornar a sua utilização transparente e rigorosa, não deixando qualquer dúvida para os seus utilizadores;

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 02 de Dezembro de 2010

Declaração

Assistimos nas duas últimas reuniões de câmara a intervenções que apresentaram balanços do primeiro ano de mandato exercido pelo actual executivo.

Não tive oportunidade de me manifestar acerca dos balanços apresentados pelos vereadores, devido à falta de tempo, pois já iam avançadas as reuniões, no entanto gostaria de deixar algumas notas breves acerca das respectivas intervenções.

Primeiramente, gostaria de afirmar que considero legítimo e saudável para a democracia representativa as respectivas nutações feitas pelos vereadores, pois denota saúde democrática, exigência e rigor, que são fundamentais para um bom desempenho do mandato que nos foi confiado.

No entanto os contributos e opiniões manifestadas nas reuniões de câmara têm que, no meu entender, representar uma política coerente e sustentada quanto à actual situação que o município atravessa, reflexo da conjuntura económica e social que vivemos.

Nesse sentido fazer propostas sem a responsabilidade de as concretizar pode tornar-se simples, nomeadamente quando não consideramos os cortes que o município foi vítima, cortes esses muito significativos à luz dos diversos PEC`s, reflexo da política do PS com apoio do PSD.

Será o comportamento dos partidos da oposição apenas determinado por razões eleitoralistas? Creio que existe uma razão bem mais profunda para este comportamento da oposição, mas apelo contudo a propostas assentes na realidade financeira e social do concelho, propostas realistas, assumindo politicamente os projectos e respectivo financiamento, onde se propõe cortar e quais os projectos que não concretizariam.

Acrescento, particularmente em período de crise, que infelizmente vai agravar-se, este colectivo devia ir mais longe e partilhar com a população as decisões sobre as grandes opções do plano para 2011 e utilizar o orçamento participativo como forma de aprofundamento da democracia.

Este desafio permite termos um debate assente em projectos alternativos e exequíveis, dando a cara pelas opções evocadas.

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 02 de Dezembro de 2010

Greve Geral

A greve geral foi um sucesso, a CGTP e UGT afirmam que mais de 3 milhões de trabalhadores fizeram greve no passado dia 24. Carvalho da Silva e João Proença afirmaram que a greve geral foi a que teve maior impacto na história do país e sublinharam o apoio e a sensibilização da opinião pública para os objectivos da greve.
A democracia mostrou estar viva quando tantos decidem lutar pelos seus direitos. Por direitos comuns, numa perspectiva fraterna e solidária. A democracia não rima, de facto, com resignação.
Nos dias que correm não é fácil fazer-se greve. É certo que nos tempos em que não existia liberdade os riscos eram imensamente maiores. Mas a opressão de outros tempos foi hoje substituída pela incrível força do individualismo, pela falta de sentimento de bem colectivo. Se noutros tempos havia o risco, até da integridade física, por se fazer greve, hoje expressões como solidariedade, fraternidade e defesa de direitos laborais são totalmente estranhas em inúmeros meios. Hoje, em diferentes sectores, ser-se sindicalizado é uma extravagância.
O que determina que muitos dos que aderiram à greve geral tenham sido considerados autênticos excêntricos e líricos. E que quem adere a este tipo de protestos, usufruindo de um direito basilar da democracia, possa ser olhado com desconfiança pelas suas chefias como se de um perigoso insubordinado se tratasse.
Por tudo isto, são naturalmente de saudar os muitos milhares de trabalhadores que abdicaram nesta quarta-feira de um dia de salário. Que tiveram a coragem de abdicar das boas graças dos seus superiores ou que se colocaram mesmo em situação de fragilidade num mercado de trabalho cada vez mais instável. Fizeram-no em defesa de direitos colectivos, de melhores condições de vida para todos. Muito mais simples seria não aderir a coisa nenhuma, não se chatear, assobiar para o lado, esperar que outros assumissem a linha da frente na defesa dos nossos direitos, prosseguindo assim calmamente com a nossa vidinha.
Termino manifestando o meu orgulho por pertencer a um executivo de um município em que os seus trabalhadores aderiram massivamente a esta greve, mais de 90%, demonstraram um sentido de solidariedade, fraternidade e defesa de direitos laborais e colectivos, numa conjuntura tão difícil.
A democracia agradece essa coragem e o futuro de Salvaterra de Magos também.
Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 02 de Dezembro de 2010

Violência contra as Mulheres

Na passada quinta-feira assinalou-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. O Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher foi instituído em 1999 pela ONU, no entanto, já era sinalizado anteriormente pelo movimento internacional das mulheres, como forma de homenagem a Tereza, Mirabal-Patrícia e Minerva, presas, torturadas e assassinadas em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.
A violência contra as mulheres assume diversas formas, entre as quais a violência social, que condena as mulheres a múltiplas formas de segregação, a violência profissional, que resulta da maior dificuldade de acesso a determinadas funções e da discriminação salarial, a violência física e psicológica que é perpetuada, na sua maioria, num contexto doméstico.
A forma de violência contra as mulheres mais dramática tem ganho cada vez mais expressividade em Portugal. Segundo o Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) da UMAR, até Novembro de 2010, 39 mulheres foram assassinadas, mais dez do que em todo o ano de 2009. As tentativas de homicídio também subiram de 28 para 37.
Esta situação pode vir a piorar, segundo afirma João Lázaro, presidente da APAV, que, inclusive, admite que pode haver uma relação de causa-efeito com a crise económica. João Lázaro alerta que as condições socioeconómicas «podem influenciar negativamente o fenómeno contribuindo para que, em determinadas circunstâncias, essa violência doméstica se potencie».
No relatório divulgado a 22 de Novembro, a UMAR alerta para o facto de não estarmos “a ser eficazes no combate a este tipo extremado de violência doméstica” e “reitera a necessidade de reforçar as medidas de polícia, avaliação de risco e aplicação de medidas de coacção”.
A actual lei define a violência doméstica como crime público – foi a primeira lei proposta pelo Bloco de Esquerda – no entanto, apesar dos muitos progressos conquistados ao longo dos últimos anos, ainda há muito a fazer.
Medidas como a criação de Juízes especializados em violência doméstica, a realização de uma grande campanha nacional, a existência de programas especiais de apoio e acompanhamento das mulheres sinalizadas como vítimas de violência doméstica e o investimento em recursos humanos, são manifestamente insuficientes.
Assinalar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher é também relembrar, que esta é uma preocupação de todos nós, e aqui o município de Salvaterra de Magos, através da DASC, tem tido um papel importante no combate a esta dramática violência social e que todos devemos defender.

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 02 de Dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sessão Pública da Candidatura de Manuel Alegre
Quinta-feira, 2 de Dezembro às 21:30
no Auditório do Museu Municipal de Coruche.

Reunião de apoiantes da candidatura de Manuel Alegre com a participação de Idália Moniz do Secretariado Nacional do PS, de Dionísio Mendes, Presidente da Câmara Municipal de Coruche, de Elísio Estanque do MIC, de Luis Gomes da Coordenadora Distrital do BE e Hugo Costa, Presidente da JS Distrital.

Presentes ainda o Mandatário Distrital, José Niza e os membros da coordenadora Distrital de Santarém de Apoiantes da Candidatura de Manuel Alegre, Luísa Mesquita e Fernando Pratas.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Avenida da Liberdade pela Paz


A Liberdade, na nossa Avenida, não vive de cara tapada e convidou toda a gente a mostrar a sua opinião, porque a democracia é a força do povo contra a guerra.
No passado sábado, foram milhares na grande manifestação unitária contra a NATO, promovida por sindicatos, partidos e outras organizações sociais.

A Avenida é muito simbólica e o melhor local para esta iniciativa. Foi na Avenida que se decidiu a República, e que se fizeram as primeiras mobilizações do 25 de Abril. É na Avenida que se comemoram os dias grandes da democracia. E foi na Avenida da Liberdade que se respondeu aos senhores da guerra reunidos na cimeira da NATO. Na forma e no conteúdo, uma resposta contra o belicismo e contra a declaração de guerra ao mundo, preparada pelos estrategas da NATO quando definem uma aliança promotora do colonialismo e fomentadora da agressão.

A catástrofe humanitária que se viveu na ex-Jugoslávia ou que se vive no Afeganistão, no Iraque ou na Faixa de Gaza, demonstram como a guerra é a pior das políticas. A presença de tropas portuguesas num destes cenários de horror, o do Afeganistão, só acentua a responsabilidade do movimento da paz, entre nós, para conseguir parar o ciclo de choque e pavor. De todas essas razões se fez a manifestação de sábado.

Também não pode passar despercebida a gigantesca campanha ideológica que tem sido desencadeada no país para branquear os responsáveis da NATO e para legitimar as suas conclusões anunciadas. Ao mesmo tempo, esta campanha procura desautorizar o direito de manifestação e amedrontar os trabalhadores, porque estamos na véspera de uma greve geral.

Por tudo isto, os responsáveis da manifestação agiram com toda a clareza, recusando provocações e afirmando o carácter pacífico, demonstrativo e enérgico de uma manifestação democrática como é o movimento popular em Portugal. Essa mobilização não convive com grupos como os Black Bloc, que têm sido instrumentos para atacar o direito de manifestação e para promover a sua criminalização. A Liberdade, na nossa Avenida, não vive de cara tapada e convida toda a gente a mostrar a sua opinião, porque a democracia é a força do povo contra a guerra.

A democracia mobilizada contra a guerra é também a defesa da democracia.

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 23 de Novembro de 2010

Intervenção sobre Cobrança de Taxa aos ATM na Via Pública

A recente decisão da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos de recomendar um estudo para a taxação aos multibancos colocados na via pública tem suscitado opiniões diversas.

As opiniões, maioritariamente favoráveis, reflectem, de algum modo, o consenso que a esse respeito foi encontrado no próprio executivo municipal, lamentando somente não ter existido condições para a decisão política clara na aprovação da referida taxa. Aliás, o exemplo do Entroncamento e Vouzela, onde as Câmaras Municipais tomaram a decisão de criar esta taxa é certamente o início de um caminho na procura de uma maior justiça social.

No entanto, há também quem levante reservas. Há o receio de que os bancos encontrem aí o pretexto para obrigar os clientes a pagar uma taxa sobre a utilização dos multibancos.

Conhecendo nós a voracidade de tais instituições, o receio até faz algum sentido. Mas, a meu ver não pode justificar a continuidade da isenção de taxas pela utilização privada do espaço público. Sempre que existe uma utilização privada desse espaço ela é paga ao município. Seja por um modesto vendedor de farturas, por um pequeno café ou por uma poderosa cadeia de gasolineiras. Todos pagam. Porquê isentar os bancos?

Os bancos não têm o direito de cobrar uma taxa aos utilizadores pelo uso do Multibanco, pela simples razão que esse serviço lhes poupa empregados e eles ainda ganham com isso. Aliás, ganham com isso e com todo o tipo de operações que realizam.

Na verdade, o município tem o direito e o dever de cobrar taxas pela utilização privada de um espaço que é público. É uma das formas legítimas e legais de captar as receitas que, posteriormente, asseguram a prestação de serviços essenciais à comunidade. Como a limpeza das ruas, ou a manutenção dos pavimentos - mais degradados onde há maior utilização. Pelos utilizadores dos multibancos, por exemplo…

O receio de que eles “se vinguem” não faz muito sentido. Quanto vão os bancos cobrar este ano ao município de Salvaterra de Magos, em juros e encargos? Resultam de contratos livremente assinados, é certo. Mas, na hora de exigir os juros e de cobrar encargos, não consta que os bancos credores tenham receado qualquer “vingança” do município.

No momento de concederem empréstimos ao nosso município, os bancos exigiram as suas compensações, por sinal bem avantajadas. Agora, em nome da comunidade, a Câmara exige uma compensação pela utilização do espaço público que administra. Está no seu direito. E cumpre o seu imperativo colectivo, de gestão dos bens públicos.

Acrescento a esta motivação o facto de estar previsto no decreto-lei nº 3/2010 de 5 de Janeiro, a proibição de cobrança de encargos pelas instituições de crédito nas operações realizadas em caixas automáticas, vulgarmente conhecidas como caixas multibanco.

Certamente que todos queremos um município mais justo e sustentado. Espero que, com esta medida, sejamos um dos municípios pioneiros na aplicação desta taxa que procura um maior equilíbrio social.

Termino com a entrega de um exemplar do respectivo decreto-lei e artigo de jornal sobre a aprovação da taxa no município de Vouzela.


Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 23 de Novembro de 2010

Intervenção sobre Mercado Diário de Marinhais

O mercado diário de Marinhais foi encerrado no dia 29 de Outubro, na sequência de uma inspecção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
“Os inspectores encontraram irregularidades muito graves ao nível do pavimento, das bancadas, câmaras frigoríficas, sanitários e da cobertura”, afirmou a presidente da Junta de Freguesia de Marinhais, Maria de Fátima Gregório à imprensa e já colocado em reunião de câmara pelo Sr. Vereador Hélder Esménio, contando que o auto deixado na Junta de Freguesia pela ASAE é “bastante extenso”.

As medidas da ASAE foi o encerramento imediato do espaço, passo a citar, “…o que, de certa forma, já estávamos à espera porque os problemas estavam todos identificados e sabíamos que as instalações não tinham o mínimo de condições”, afirma a Sra. Presidente da Junta.

O mercado albergava dois vendedores em permanência, um de peixe e outro de frutas e legumes, e tinha em funcionamento dois espaços – um talho e uma bancada de peixe – que vendiam apenas ao fim-de-semana.
O Sr. Vereador avança no seu Blog com uma antevisão dos acontecimentos e um conjunto de propostas para a resolução do encerramento do mercado diário que muito afecta a população da Freguesia de Marinhais.
Permitam-me igualmente manifestar a minha preocupação perante o encerramento do mercado diário de Marinhais, mas acima de tudo, pela falta de condições para o exercício da actividade desenvolvida nesta infra-estrutura.

No entanto não posso deixar de manifestar a minha surpresa pelo facto de assistir ao desenrolar deste processo, que termina com o encerramento do mercado, sem que tenha sido (aparentemente) desenvolvido pelo actual executivo da junta qualquer iniciativa para evitar este encerramento, até parece que a Junta de Freguesia, não tem qualquer responsabilidade nesta matéria.

Gostaria de relembrar que o programa do Partido Socialista à Junta de Freguesia de Marinhais contemplava a recuperação do mercado diário, assim têm agora a oportunidade de cumprir essa promessa eleitoral.

Era pois importante perceber o que fez a actual gestão da Junta para evitar a situação do encerramento do mercado diário e apelar para que a Presidente da Junta de Marinhais, encontre uma alternativa mais digna e que garanta todas as condições para o seu exercício, pois vender peixe no recinto das Festas de Marinhais, não é solução.
Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 10 de Novembro de 2010

Transferências Orçamento Estado

Lamento que a proposta de Orçamento Geral de Estado acordado entre PS e PSD consagre um “corte” de 524.051 mil euros nas transferências para o nosso município.

Trata-se de uma quebra de 9,1%, de 6.096.188 milhões euros para 5.572.137 milhões euros, que irá afectar drasticamente a capacidade de intervenção do município, no próximo ano.

Quem irão ser os prejudicados? Serão, obviamente, os nossos munícipes, já tão fustigados pelas diversas medidas de austeridade que os atingem, salários, pensões, abonos de família, aumento de impostos, enfim um ataque social nunca visto.

Uma opção que registamos e que deploramos e pela qual queremos deixar registado o nosso protesto.


Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 10 de Novembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010


Resolução Política sobre o Orçamento de Estado

O Orçamento de Estado para 2011 foi aprovado com um entendimento entre o PS e PSD, que representam o consenso da descida salarial, do aumento de impostos e dos cortes nas prestações sociais, já estarão a competir entre si por ainda mais cortes nos salários, nas prestações sociais e noutras áreas do Estado social.

Para o milhão e meio de pessoas que viu o abono de família ser-lhe suprimido ou drasticamente diminuído; para os trabalhadores, da função pública mas também do privado, que vêem os seus salários diminuídos, para todos, PS e PSD só têm uma certeza para oferecer, o pior ainda está para vir.

Justiça seja feita aos dois partidos da coligação orçamental: ambos assumem que o horror económico não termina aqui e que imporão ao país mais e mais medidas adicionais até que de uma economia civilizada não reste senão a memória.

Foi o PEC I, foi o PEC II, foi o PEC III, é agora o orçamento na generalidade e será o PEC IV no debate de especialidade. E o que mais há-de vir. Sempre pior, garantem-nos o PS e PSD. Nunca foram os pobres que se sentaram à mesa do banquete onde se serviram submarinos, parcerias público-privado, hospitais SA e cheques para acudir a fraudes bancárias. Mas serão eles, os mais pobres, uma vez mais, a pagar a factura.

Ao contrário do que proclamam os defensores da tese da inevitabilidade, o Estado social não é a causa da crise, é a sua principal vítima. Por isso, um governo que corta no abono de família e no subsídio de desemprego e deixa praticamente intocado o lucro dos bancos, não merece a mínima consideração.

Este é um orçamento de capitulação do PS e de desforra do PSD. A consolidação orçamental podia e devia ter sido feita com coragem política de limitar os benefícios fiscais às maiores empresas, que daria para evitar o aumento do IVA, com a coragem política de tributar a PT pelo negócio da Vivo.

Nenhum português compreende que quem ganha pouco mais de 600 euros por mês perca o direito ao abono e veja a sua carga fiscal agravada, enquanto uma empresa que lucra 7500 milhões de euros nem um cêntimo pague pelo maior negócio de sempre da economia portuguesa.
Gostaria de manifestar toda a nossa solidariedade com os nossos munícipes, pelas dificuldades que iram enfrentar, com a certeza que estaremos sempre ao lado dos mais pobres pela defesa de um justiça social e crescentemente mais solidária.

Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 10 de Novembro de 2010

Moção sobre Mário Viegas

Um actor genial, um declamador vivo e consciente do que é a poesia. E uma pessoa. Tridimensional. Conhecedor dos comportamentos e das expressões. Mário Viegas morreu há dez anos, a 1 de Abril.

“Nunca fui um homossexual porco. Nem chulo. Mas com os meus olhos castanhos, caracóis, 26 e 27 anos, bigode latino-americano, fui um êxito sexual”. Assim falava o actor, encenador e declamador Mário Viegas, que, se fosse vivo, faria hoje 60 anos.

Nasceu em Santarém a 10 de Novembro de 1948, às 23.30, meia hora antes do Dia de S. Martinho – escreveu o próprio na folha de sala da peça Europa Não! Portugal Nunca! (1995).
Quando se recorda Mário Viegas é normal colar-lhe o título de um dos maiores actores portugueses do século XX. Raramente a sua sexualidade ganha dignidade como tema. No entanto, ele nunca se escondeu. Era, aliás, pródigo em afirmar-se.

Na sua Auto-photo Biografia, que escreveu em 1995 e da qual fez uma edição de autor de poucos exemplares, constam, além da frase que abre este texto, outras confissões íntimas. Sobre a estada na Dinamarca, onde viveu entre Maio e Setembro de 1975, escreve: “Fui para a Dinamarca meses, sozinho, ter relações com meia Copenhaga. Apaixonei-me por um turista japonês e vivemos três semanas de sonho. Aliás, perdi a virgindade homossexual no Japão, em Osaka, com um lindo moço”.

Polemista até à medula, acabaria por protagonizar, em 1995, um episódio de antologia.
Em Setembro desse ano, o deputado do Partido Socialista Carlos Candal publica o famoso Breve Manifesto Anti-Portas em Português Suave, onde insinua que Paulo Portas, então candidato pelo CDS às eleições legislativas, é homossexual. Mário Viegas aparece então numa conferência de imprensa da UDP, partido pelo qual se candidataria mais tarde à Presidência da República, e afirma: “Sou homossexual assumido, estou na política e a UDP nunca me colocou qualquer entrave”. Classifica como “nojento” o manifesto de Candal, porque “ofende milhões de homossexuais que sofrem perseguições”.

Quem nos dera ter esta coragem, numa vida assim, tão controvérsia mas tão vivida, recordaremos sempre Mário Viegas, pela nossa imensa perda, para o povo português e para a cultura portuguesa.

Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 10 de Novembro de 2010

Moção do Bloco sobre caixas ATM na via pública

A Lei Nº 53-E/2006 de 29 de Dezembro, que aprova o regime geral das taxas das autarquias locais, estipula (Art.3º) que as taxas das autarquias locais são tributos que assentam, entre outros “na utilização privada de bens do domínio público e privado das autarquias locais”.
No entanto, a instalação de máquinas ATM para utilização como Multibancos não tem sido taxada sempre que utiliza a via pública para o estabelecimento de uma relação negocial privada, entre um banco e um seu cliente.

Existe, pois, uma base de incidência objectiva e subjectiva para a criação de uma taxa municipal para o funcionamento de caixas ATM (Multibancos), com acesso a partir de uma via pública (Artigos 6º e 7º da Lei acima mencionada).

Acresce não se vislumbrarem razões para uma eventual continuidade da actual situação de isenção de taxas para esta implantação da ATM na via pública. Tenham-se em conta os lucros de 1 652 milhões de euros auferidos pelo sector bancário durante o ano de 2009, segundo os dados disponibilizados pelo próprio sector bancário e publicados em Julho deste ano pela Associação Portuguesa de Bancos.

Atente-se ainda nos cortes no financiamento das autarquias locais, quer os já efectuados quer os já anunciados, com grave incidência na prestação de serviços à comunidade local. São absolutamente incompatíveis com a concessão de privilégios a um sector que, em período de austeridade, continua a evidenciar tamanha saúde financeira.

Nestas circunstâncias e na defesa dos interesses dos seus munícipes, a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, reunida no dia 10 de Novembro de 2010, decide:- criar (recomendar um estudo para a criação de) uma taxa sobre as máquinas ATM (Multibancos) instaladas no concelho de Salvaterra de Magos e utilizadas pelos clientes dos bancos directamente a partir da via pública;- encarregar os serviços de elaborar uma proposta a ser aprovada em futura reunião da Câmara Municipal e relativa ao montante anual (ou fracção) a cobrar por cada ATM, tendo em conta os normativos legais quanto à fixação de taxas municipais;- encarregar igualmente os serviços de preparar os passos processuais para a entrada em vigor da nova taxa.

O Grupo do Bloco de Esquerda propõe que esta moção seja enviada à Comunicação Social, Assembleia Municipal e Freguesias do Concelho de Salvaterra de Magos
Grupo do Bloco de Esquerda

Salvaterra de Magos, 10 de Novembro de 2010
(Moção aprovada por maioria, com a abstenção dos votos da Oposição)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Unidade de Saúde em Foros de Salvaterra

Processo arrasta-se há vários anos. Ministério da Saúde respondeu ao Deputado do BE, José Gusmão, sobre prazo de construção da nova Unidade de Saúde.


Luis Gomes, vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, deu conta de um Ofício do Ministério da Saúde datado de 4 de Outubro 2010, que informa a bancada parlamentar do Bloco de Esquerda sobre o processo de construção da Unidade de Saúde em Foros de Salvaterra.

Segundo aquele documento, “o procedimento tendente à construção daquela obra, encontra-se a decorrer, aguardando-se a apresentação de propostas por parte das empresas de construção civil”.

Pode ainda ler-se que “por este motivo, não é possível, actualmente, indicar a data concreta para o início dos trabalhos de construção que está dependente do procedimento, a decorrer, sendo estimado o prazo para a execução da obra de 210 dias”.

A População de Foros de Salvaterra aguarda há muito por uma solução para a nova Unidade de Saúde. As actuais instalações, provisórias há mais de 30 anos, não garantem qualquer tipo de condições a médicos, auxiliares e utentes.

Moção do Bloco sobre austeridade social

As medidas fundamentais foram apresentadas no PEC 3 e confirmadas no orçamento do Governo para 2011, estas significam o agravamento da austeridade social sobre trabalhadores, pensionistas, desempregados e pobres.
A novidade está na profunda dureza das medidas propostas: agravamento na redução dos salários reais e do poder de compra, maior corte das prestações sociais e piores serviços públicos. Com este PEC e o próximo Orçamento, sem investimento público e baixo consumo, teremos recessão da economia, crescimento do desemprego e mais pobreza.

O Governo omite quando refere que os sacrifícios são repartidos por todos. As famílias, no que apenas diz respeito a impostos, pagarão 15 a 20 vezes mais do que a banca – o sector mais lucrativo e aquele que teve maior responsabilidade na situação em que se encontram as nossas contas públicas e a nossa economia.
O Governo não reconhece que vai lançar o país na recessão. A principal consequência de um processo recessivo é um aumento do desemprego e uma ainda maior compressão dos rendimentos do trabalho.

O Governo reduz nos rendimentos disponíveis para o consumo, através dos cortes salariais, no abono de família, no rendimento social de inserção, na redução cega das deduções do IRS, entre outras. Estas medidas irão atacar decisivamente o consumo privado, que suportou em grande medida os poucos sinais de recuperação económica a que assistimos no primeiro semestre deste ano.

O Governo agrava o IVA através do aumento da taxa normal e da reclassificação de produtos. Este aumento da carga fiscal sobre o consumo irá ter um impacto repartido entre as empresas, (nomeadamente no comércio) e sobretudo nos consumidores. Conjugado com a redução do rendimento disponível das famílias, irá deprimir ainda mais a procura, provocando uma aceleração do ciclo vicioso de falências de empresas, aumento do desemprego e redução do rendimento disponível.

O Governo congela o Investimento Público em 2010 e reduz em 2011, este factor, conjugado com a redução das transferências para as autarquias e sector empresarial do Estado, irá repercutir-se na redução das despesas de investimento, que são as que mais facilmente podem ser comprimidas nas autarquias e empresas públicas. Esta dinâmica conjugar-se-á com uma redução do investimento no sector privado.

É por isso que o dia 24 de Novembro será um dia decisivo para a luta por uma alternativa política em Portugal. É uma Greve para todos os trabalhadores do país, pelos direitos de todos, contra a política da austeridade. Do sucesso e do impacto desta Greve dependerá decisivamente a capacidade para inverter a lógica insana da política da recessão.

Nestas circunstâncias e na defesa dos interesses dos seus munícipes, a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, reunida no dia 20 de Outubro de 2010, decide repudiar as medidas fundamentais que foram apresentadas no PEC III e confirmadas no orçamento do Governo para 2011, que significam, o agravamento da austeridade social sobre trabalhadores, pensionistas, desempregados e pobres residentes no concelho de Salvaterra de Magos.

O Grupo do Bloco de Esquerda propõe que esta moção seja enviada à Comunicação Social, Freguesias do Concelho de Salvaterra de Magos, Grupos Parlamentares da Assembleia da República, Primeiro-ministro e Presidente da República.
Grupo do Bloco de Esquerda

Salvaterra de Magos, 20 de Outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010