terça-feira, 26 de abril de 2011

25 Abril e 1º Maio



Nestes dois meses, os acontecimentos precipitaram-se, numa vertigem que nos faz muito pensar e acima de tudo, relembrar os direitos conquistados com o 25 Abril e anunciados nos valores do 1º Maio. Nestes 37 anos da madrugada libertadora do 25 de Abril, estamos colocados perante desafios que tocam os seus fundamentos.

Têm sido assim os últimos meses, em Portugal, na Europa e no mundo. Quem pressentiria a tempestade, não de areia mas de liberdade, gerada nos desertos do Norte de África de onde sopra o familiar vento suão? E a onda não parou: apesar de o povo líbio estar encurralado entre os tanques de Kadhafi e os mísseis da NATO, ela expande-se até à Síria, Iémen e Arábia Saudita, governadas por reis e déspotas petrolíferos, todos “bons amigos do Ocidente”.

Recentes são as ondas sísmicas e o tsunami japonês que abalaram o mundo, sobretudo pela catástrofe nuclear de Fukushima, cujo alcance ninguém hoje consegue medir.

Também o velho continente foi abalado por tempestades de outro tipo, que já colheram a Islândia, a Grécia, Irlanda e agora nos batem à porta. Mas não vão ficar por aqui. Não se trata de catástrofes naturais, mas provocadas pela ganância financeira num mundo desgovernado pelo neoliberalismo. A bolha especulativa da economia de casino estava programada para rebentar, como alertavam há mais de uma década vários prémios Nobel da economia.

Desde finais de 2008, os Estados cuja intervenção nos mercados foi diabolizada ao longo de décadas, injectaram triliões para salvar bancos cujos activos estavam ao nível do lixo, apesar de receberem notas elevadas das agências de rating. As mesmas ratazanas e os mesmos bancos que, a partir de 2010, lançaram a gigantesca operação especulativa contra as dívidas soberanas dos Estados que os salvaram. Eis o capitalismo neoliberal em todo o seu esplendor!

Na política doméstica, desde as Presidenciais a vida política entrou em carrossel: há um mês tínhamos “A censura ou o pântano”, a propósito da moção apresentada pelo Bloco, em 10 de Março. Mas quem ainda se lembra disso? A 11 de Março foi anunciado o PEC 4, já chumbado pelo parlamento; dia 12 foi a manifestação das “gerações à rasca”; sobreveio a demissão do governo, a dissolução da Assembleia, as eleições marcadas para 5 de Junho.

Mas a dura realidade é que o FMI está aí! E, ao contrário do que nos querem fazer crer, nem todos perdem com a sua chegada: os bancos, por exemplo, já sonham com o seu quinhão de liquidez dos 80 mil milhões de euros a baixo juro para subirem as taxas que impõem à economia produtiva e a dezenas de milhares de cidadãos ameaçados de despejo por já não conseguirem pagar a prestação da casa.

A grande questão hoje é: quem ganha e quem perde com o FMI? Quem paga a dívida externa e a enorme dívida social aos trabalhadores e aos dois milhões abaixo do limiar da pobreza? A esta pergunta crucial, só há duas respostas: a do bloco FMI e a alternativa de esquerda.

O primeiro é formado por todos os partidos que aprovaram os PEC’s e, assim, estenderam a passadeira ao FMI. Neste bloco, a coerência não é moeda corrente: Cavaco, o padrinho, alertava nas presidenciais contra “os cortes cegos” do FMI. Passos Coelho recusou o PEC 4 no parlamento mas, com as orelhas a arder perante Merkel, jurou fidelidade a este e aos PEC que se seguirem. Sócrates, entronizado no Congresso como “o querido líder” do PS, jurava “fazer tudo para evitar a vinda do FMI”, hoje declara-se o mais competente para governar com ele. Em rodapé, o CDS de Paulo Portas a mendigar os lugarzinhos num governo bi ou tripartido.

Nas eleições de 5 de Junho, não vale a pena nenhum destes partidos apresentar programas nem gastarmos um segundo a ouvir as suas promessas: o programa comum de todos eles não foi redigido em Portugal e tem apenas três letras: FMI.

À esquerda, a boa notícia é o diálogo aberto entre o Bloco e o PCP que deverá estender-se a outros sectores e personalidades, para construir um programa de governo alternativo, se os portugueses assim votarem, ou uma plataforma de resistência e luta nos duros tempos que virão. Para vencer agora e, sobretudo, para abrir caminhos de futuro.

Há alternativas em Portugal e na Europa, indiciadas no processo judicial contra as agências de rating, interposto pelo grupo de economistas encabeçado pelo professor José Reis. Não é caso inédito: a Islândia varreu do poder os políticos responsáveis pela crise, elegeu uma nova Constituinte e meteu os banqueiros corruptos na prisão. Mais ainda: recusa pagar a dívida aos bancos ingleses e aos agiotas que especulam sobre a dívida soberana.

Nestes ásperos tempos que vivemos, Abril é tempo de resistência que se desenha em Maio. Não só no Dia do Trabalhador, mas quando os trabalhadores e as famílias mais pobres são os principais visados de uma conjuntura económica sem consciência social.



Luís Gomes

Vereador da Câmara Municipal

Precários lançam Lei contra a Precariedade



O movimento que organizou o protesto “Geração à Rasca”, os Precários Inflexíveis, FERVE e Intermitentes do Espectáculo, começaram esta terça-feira, em Lisboa, a recolha de assinaturas, no âmbito de uma Iniciativa Legislativa dos Cidadãos, para levar ao Parlamento a discussão sobre a “Lei contra a Precariedade”.

Segundo o texto de apresentação, a “Lei Contra a Precariedade” baseia-se nas “três vertentes mais comuns e injustas do mercado de trabalho: os falsos recibos verdes, a contratação a prazo e o trabalho temporário. A proposta de lei lançada pelos movimentos de precários contém medidas concretas para cada um dos pontos.

Paula Gil, uma das organizadoras do movimento “Geração à Rasca”, agora registado como Movimento 12 de Março, afirmou que o objectivo é criar uma iniciativa legislativa, que possa ser assinada por todos os cidadãos portugueses.

O local para a apresentação da iniciativa foi junto ao cinema S. Jorge, em Lisboa, o ponto de partida oficial da manifestação da “Geração à Rasca”, que levou centenas de milhares de pessoas à Avenida da Liberdade, no passado dia 12 de Março. Agora será “o ponto de partida para uma mobilização que exigirá um combate efectivo à precariedade.

A precariedade atinge hoje cerca de 2 milhões de trabalhadores em Portugal e o seu crescimento ameaça todos os outros. Com a situação actual, defrauda-se o presente, insulta-se o passado e hipoteca-se o futuro. Desperdiçam-se as aspirações de uma geração de novos trabalhadores, que não pode prosperar.
Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação das gerações anteriores, também elas cada vez mais afectadas pelo desemprego e pela precariedade. “É necessário desencadear uma mudança qualitativa do país. É urgente terminar com a situação precária para a qual estão a ser arrastados os trabalhadores, que legitimamente aspiram a um futuro digno, com direitos em todas as áreas da vida”, lê-se na introdução da proposta de lei.
Os quatro movimentos de precários esperam recolher as 35 mil assinaturas necessárias para levar ao Parlamento a proposta de uma Lei contra a Precariedade, sob a forma de uma Iniciativa Legislativa dos Cidadãos.
O FMI e os partidos que fingem negociar as soluções para o pagamento da divida externa não aplaudem estes movimentos, mas a liberdade tem destas coisas, os cidadãos podem e devem manifestar-se quando o seu futuro está em causa.


Luís Gomes

Vereador da Câmara Municipal

quinta-feira, 14 de abril de 2011


Com eleições à vista e apesar do mandato não ter chegado ao fim, o Bloco prestou contas do trabalho realizado pelo Deputado eleito por Santarém e pelo BE no seu conjunto, neste período que mediou as ultimas eleições legislativas e o actual momento. Conferência de imprensa realizou-se a 11 de Abril, em Santarém.


Soluções
Os Deputados eleitos por qualquer Distrito são deputados da nação. Mas respondem pelas cidadãs e cidadãos que os elegeram e têm deveres de representação na resolução dos problemas que se colocam especificamente na sua região e das soluções necessárias. Em 27 de Setembro de 2009, o Bloco obteve 11,91% dos votos, passando o Bloco a ser a terceira maior força política no Distrito. O Distrito de Santarém deu ao Bloco de Esquerda uma prova de confiança e uma enorme responsabilidade. Neste documento, respondemos por essa responsabilidade. O Bloco divulga junto de todas e de todos o trabalho que realizou no Parlamento e no Distrito. Para que sejamos julgados não apenas pelo que propomos e propusemos, mas também pelo que fizemos de concreto.
José Gusmão

Saúde
A Saúde tem sido uma das áreas prioritárias do trabalho político do Bloco. O Bloco de Esquerda reuniu com todos os coordenadores dos quatro Agrupamentos de Centros de Saúde que abrangem o Distrito e realizou visitas aos Centros de Saúde de Rio Maior, Almeirim, Abrantes e Torres Novas. O objectivo foi fazer um levantamento das situações mais graves do distrito sobre as quais o Bloco tem tido intervenção. O Bloco denunciou irregularidades e má gestão no Centro Hospitalar do Médio Tejo e as longas listas de espera no Hospital de Tomar. Questionou o Governo sobre os atrasos na transferência para novas instalações da unidade de urgência básica de Coruche e das Unidades de Saúde Familiar do Planalto e São Domingos (Santarém), na atribuição de novas viaturas às unidades de cuidados continuados de Santarém e do Cartaxo e no funcionamento da Unidade de Cuidados Continuados da Chamusca. Exigiu também a construção de uma nova extensão de centro de saúde em Foros de Salvaterra e bateu-se contra a política de sistemáticos encerramentos de outras extensões em vários pontos do Distrito.
As últimas Jornadas Parlamentares do Bloco de Esquerda realizaram-se no Distrito de Santarém e tiveram como ponto mais importante a Saúde, com a apresentação de um Pacote de Medidas para garantir o acesso a médico de família a toda a população. Esta proposta tem um enorme significado para o Distrito de Santarém onde as carências ao nível de médicos de família são particularmente graves, nomeadamente em Abrantes, Torres Novas, Sardoal, Chamusca ou Coruche.
Trabalho e Segurança Social
O Distrito de Santarém enfrenta uma situação difícil no plano económico e social. A política económica da crise provocou uma vaga de dificuldades em centenas de empresas com falências e processos de despedimento colectivo. O Bloco interveio no sentido de uma política pró-activa do Estado na minimização desses problemas, nomeadamente na Fleximol (Cartaxo), na Companhia de Fiação de Torres Novas ou na Manuel Freitas Lopes. O Bloco bateu-se contra o encerramento da delegação da Segurança Social em Marinhais e visitou o Centro Social da Carregueira.
O Bloco interveio ainda na defesa dos direitos trabalhadores da EMEF e da CP que foram alvo de processos disciplinares por lutarem pelos seus direitos e realizou um levantamento da situação em Tomar, um dos concelhos em que o aumento do desemprego é mais importante. O Bloco defendeu a reabilitação urbana como forma de valorizar o património imobiliário e a criação de emprego e reuniu com agricultores e empresas do sector agro-pecuário, apresentando propostas para a política de preços ao produtor e combate ao absentismo neste sector, estratégico para o país.
Ambiente
O ambiente, a qualidade do ar e da água tem sido uma das áreas críticas para a qualidade de vida de um distrito marcado por recursos naturais valiosíssimos, mas também por gravíssimas agressões ao ambiente, que são agressões às pessoas. O Bloco participou ou promoveu várias acções sobre a poluição no Rio Tejo e vários dos seus afluentes, batendo-se com muitos outros activistas e organizações por políticas que protejam a bacia hidrográfica do Tejo, que constitui um dos elementos centrais do nosso património natural.
Assim, o Bloco tomou já inúmeras iniciativas para que seja resolvido de forma definitiva o problema do funcionamento da ETAR de Alcanena, com prioridade para a substituição da rede de colectores, avaliação da qualidade do ar e suas consequências para a saúde pública e resolução do problema dos resíduos no Covão do Coelho, problema que se arrasta há vários anos. Outro caso grave que o Bloco denunciou é o do funcionamento da Central de Compostagem em Torres Novas. O Bloco reuniu com a Resitejo sobre a saúde pública e resíduos urbanos e com a Quercus sobre o funcionamento e a segurança ambiental dos CIRVER na Chamusca.
O Bloco tem-se batido também pela modernização das explorações agro-pecuárias, com destaque para os casos das Suiniculturas da Ribeira de São João (Rio Maior) e do Aviário das Várzeas (Cartaxo). Finalmente, o Bloco já exigiu intervenção do Governo no apoio à resolução do problema do abastecimento de água na freguesia da Marmeleira (Rio Maior). O Bloco defendeu o princípio de precaução, impedindo com as populações a instalação de uma antena de telecomunicações na Meia Via.
Transportes e Acessibilidades
A área das acessibilidades tem sido uma das áreas em que a política da recessão teve impactos mais negativos, nomeadamente ao nível de investimentos públicos estruturantes como os troços IC3 e IC9 há muito prometidos e outros investimentos na reabilitação de infra-estruturas fundamentais, como a Linha do Norte de Mato de Miranda a Entroncamento ou a EN361 entre alcanede e alcanena. O Bloco tem-se batido contra a introdução de portagens na A23 e desafiou todos os partidos do Distrito a associarem-se a esse esforço não apenas em palavras, mas também em actos, tendo apresentado uma resolução na Assembleia, chumbada por PS, PSD e CDS. Defendeu ainda o alargamento do Passe Social até ao Entroncamento, como parte de uma estratégia de aposta na ferrovia.
O Bloco empenhou-se a fundo na busca da solução para o problema da Ponte de Constância, no sentido da sua reabilitação e rápida reabertura e dos apoios necessários ao município de Constância para assegurar a mobilidade dos munícipes, enquanto essa abertura não se verificou. O Bloco interveio também na questão do encerramento da Ponte Dom Luís e bateu-se pela viabilização, felizmente conseguida, da Linha das Vendas Novas, que serve os concelhos de Coruche, Salvaterra de Magos e Cartaxo. O Bloco realizou uma acção e apresentou propostas sobre as barreiras arquitectónicas à mobilidade dos cidadãos com deficiência em Benavente e Samora Correia.
Educação e Cultura
O Bloco interveio no sentido da requalificação de várias escolas com problemas logísticos como a Escola Básica 2+3 Chora Barroso (Riachos, Torres Novas), a escola Maria Lamas, (Torres Novas) a Escola Dr. Ruy de Andrade (Entroncamento) ou o Centro Escolar de Alcobertas (Rio Maior). O Bloco interveio em defesa de uma política de limitação à obsessão concentradora do Governo, em respeito pelos projectos educativos, nomeadamente no caso da extinção do agrupamento de Escolas de Minde.
O Bloco interveio ainda no sentido da resolução dos problemas que afectavam o trabalho de muitos estudantes do Instituto Politécnico de Tomar e em defesa de um maior investimento no Ensino Superior Politécnico. O Bloco promoveu acções de auscultação dos agentes culturais do Distrito, e promoveu debates em que apresentou propostas sobre a rede de cineteatros.
Segurança e Protecção Civil
Com o desinvestimento nos serviços públicos, um dos problemas que se coloca de forma mais aguda é o da capacidade de resposta a situações de emergência relacionadas com as intempéries. O Bloco acompanhou e vai continuar a acompanhar todo o processo que se seguiu ao tornado que afectou os concelhos de Tomar e Ferreira do Zêzere. Tendo estado presente nos dois concelhos na própria noite do dia em que o tornado ocorreu, o Bloco promoveu depois reuniões com as respectivas Câmaras Municipais e serviços de protecção civil, endereçou perguntas ao Governo e apresentou uma resolução exigindo a rápida intervenção do Governo. O bloco continuará a acompanhar este dossier para impedir que os apoios aos cidadãos individuais afectados não sejam eternamente adiados, como aconteceu no caso das intempéries de Abril de 2008, que afectou os Concelhos de Santarém, Alcanena e Torres Novas, caso esse sobre o qual o Bloco também interveio logo no início do mandato.
Um outro dossier que o Bloco acompanhou de perto éo que diz respeito à estabilização das Barreiras de Santarém, um problema que se arrasta há décadas e cuja urgência tem vindo a aumentar. O Bloco promoveu várias diligências junto do Governo e visitas aos locais críticos no sentido da resolução deste problema, tendo apresentado com outros Partidos uma resolução na Assembleia sobre esta matéria. O Bloco interveio ainda em torno de outro problema antigo, que é o da segurança na Estação Ferroviária do Entroncamento, uma das maiores do país, onde se prolonga uma situação de enorme risco há já muitos anos. O Bloco defendeu a resolução deste problema, nomeadamente através da construção de um atravessamento desnivelado que permita um acesso em segurança dos utentes às linhas e a supressão da passagem de nível na linha da Beira Baixa.
O Bloco bateu-se por uma nova Esquadra da PSP no Entroncamento, substituindo a que se mantém em instalações totalmente desadequadas. O Bloco promoveu ainda uma reunião com a Governadora Civil de Santarém sobre as questões da Segurança Rodoviária no Distrito, da qual resultou a apresentação de um conjunto de propostas e a exigência da reactivação do veículo descaracterizado da GNR no Distrito, no sentido de uma maior prevenção das infracções rodoviárias.
Continuar o Trabalho, Mudar de Futuro
Durante este mandato, tudo fizemos para estar à altura da responsabilidade que recebemos em 2009. Em muitos casos, os problemas sobre os quais interviemos ficaram resolvidos e em outros é necessário continuar a trabalhar. Em todos, fica claro que a democracia é feita de escolhas. O apelo que fazemos a cada cidadã e cada cidadão é de que comparem os programas de todos os Partidos e as suas soluções, e comparem também o que cada um dos seus representantes fez pelo Distrito ao longo dos últimos dois anos. O Bloco responde pela sua responsabilidade, pelo seu trabalho e pelas suas soluções. De consciência tranquila e confiança no futuro.

25 de Abril em festa e em luta
Vamos comemorar o 25 de Abril em festa e em luta.
Vamos à manifestação de Lisboa, todos de autocarro.
O Bloco está a organizar uma ida a Lisboa, no dia 25 de Abril para participarmos nas comemorações do 37º aniversário da revolução.
Para que isto possa acontecer temos de nos inscrever quanto antes para podermos saber quantos estão disponíveis e se alugar um autocarro é viável.
Preço: 5 euros, famílias com mais de 2 pessoas 11 euros.
Por isso inscreve-te já, para o mail meiavia1@sapo.pt ou para o 962333743.

New York Times: Resgate a Portugal era “desnecessário” | Esquerda

New York Times: Resgate a Portugal era “desnecessário” Esquerda

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Moção (Temática da Saúde no Distrito)

As Comissões de Utentes de Saúde do Distrito de Santarém decidiram convocar e apelar à participação das populações nas concentrações, no dia 16 de Abril, frente aos Centos de Saúde de Almeirim, Constância e Torres Novas, sedes dos ACES. A sua luta regista um direito constitucional, o direito à saúde. Numa luta por mais médicos e enfermeiros, medicamentos mais acessíveis, transporte de doentes, contra o encerramento de serviços e unidades de saúde e reabertura das unidades encerradas. Neste propósito constitucional defendem que a saúde é o bem mais precioso do ser humano. É fundamental facilitar o acesso aos cuidados de saúde de qualidade e proximidade. Afirmam que a saúde, o plano social e a situação no distrito caracteriza-se pela falta de médicos, de enfermeiros e outros profissionais; ruptura de fornecimento de materiais e produtos de manutenção; redução no apoio a transporte de doentes; aumento das taxas moderadoras e dos medicamentos; funcionamento irregular dos SAP e de Serviços de Urgência Básica; descoordenação entre cuidados primários e cuidados hospitalares; aumento dos preços dos bens de primeira necessidade, de impostos e juros; a redução de salários e prestações sociais, o aumento do desemprego; encerramento de serviços públicos de proximidade; por tudo isto há fortes razões para que haja indignação e se clame por justiça e dignidade. As comissões de utentes reunidas em Almeirim no passado dia 22 de Março decidiram, promover acções de denúncia e proposta junto das instituições, convocar e apelar à participação das populações nas concentrações, no dia 16 de Abril frente aos Centos de Saúde e (sedes dos ACES) de Almeirim, Constância e Torres Novas. A população do Concelho de Salvaterra de Magos tem muitos motivos para participar nesta luta, pelo direito a este serviço público essencial às nossas populações, a saúde. Temos presente as situações graves que particularmente atingem as populações e prejudicam as extensões dos centros de saúde das freguesias de Foros de Salvaterra, Muge e Granho. A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, reunida no dia 06 de Abril de 2011, decide: Saudar as Comissões de Utentes de Saúde do Distrito de Santarém, designadamente as do Concelho de Salvaterra de Magos, nesta luta pelo direito ao serviço de saúde e apelar à participação na concentração no dia 16 de Abril às 15h.30, frente ao Cento de Saúde de Almeirim (sede do ACES).

O Grupo do Bloco de Esquerda propõe que esta moção seja enviada à Comunicação Social e Freguesias do Concelho de Salvaterra de Magos e ACES II/Lezíria.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Saudação

Os eleitos do Bloco de Esquerda da Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos, saúdam os Povos Afro - Arabes e todos os outros na sua luta pela liberdade.

Quando os ventos da libertação, começaram a soprar sobre as caducas ditaduras do Egipto, da Tunísia, da Líbia e do Yemen, etc. Logo o seu Povo, algum dele, há várias décadas oprimido saiu à rua num grito que jamais se calará, enquanto o direito à dignificação do ser humano não for respeitado.

Lamentamos a perda de vidas humanas que se tem registado, mas nem isso tem conseguido, desmobilizar o desejo e a motivação dos Povos, que fartos da tirania dos senhores, que se perpetuaram no poder, sem qualquer respeito pelo ser humano ou pelas convenções internacionais, apenas se preocupando em amealhar fabulosas fortunas, enquanto o Povo morre de fome e miséria.

Estranho também é a atitude dos governos ocidentais, que em regra têm optado por um silêncio cúmplice, mesmo perante as atrocidades criminosas que diariamente nos vão chegando, quando aquilo que todos esperávamos, era uma veemente condenação, mas provavelmente valores mais altos se levantam, e sabem que as suas políticas neo-liberais capitalistas, se não tiverem uma oposição forte do Povo, mais cedo ou mais tarde haverão de produzir resultados semelhantes.

Afinal, ditadores, são todos, aqueles que se julgam legitimados, para impor a sua vontade, sem ouvir o seu semelhante e sem se importarem com o seu sofrimento.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Um médico de família para cada cidadão

O SNS atravessa o período mais difícil da sua existência. Ao sub-financiamento dos últimos anos e às restrições orçamentais impostas em 2010 e 2011, acrescenta-se a saída de milhares de médicos, nuns casos por terem atingido a idade da reforma, noutros casos por antecipação da mesma. Em cinco anos, o SNS perde quase 3.000 médicos, um número muito acima das previsões oficiais. E, nos próximos 10 anos, podem ser mais 7.500 os que abandonam por idade o SNS, de acordo com as mesmas previsões. A debandada de médicos do SNS agravou de forma particularmente aguda as carências do SNS, sobretudo em médicos de família. Hoje a promessa eleitoral do PS – “Um médico de família para cada português” – não passa disso mesmo, uma promessa, que o governo não consegue cumprir. Aliás, o governo é o grande responsável por esta situação. As alterações introduzidas pelo governo no regime de aposentações, foram um convite aos médicos para que saíssem do SNS. A excepção criada pelo governo para “emendar a mão”, não só não travou a corrida às reformas – em Janeiro e Fevereiro deste ano reformaram-se mais 103 médicos de família - como se revelou incapaz de fazer voltar ao SNS os médicos reformados - dos 322 médicos de família reformados em 2010, apenas 36 aceitaram aderir ao regime de excepção criado pelo governo. A falta de médicos de família está a desmembrar o SNS. A actual situação é de verdadeira emergência. Não se sabe quantos são os portugueses sem médico de família. O Tribunal de Contas diz que são um milhão e meio, o governo admite que sejam metade. Para situações de emergência exigem-se soluções excepcionais. É o que o Bloco de Esquerda propôs nas suas Jornadas Parlamentares: - a consagração na lei do direito a ter médico de família e à sua livre escolha, no quadro das disponibilidades existentes. - a realização de um recenseamento nacional que permita apurar com rigor o número de portugueses sem médico de família e identificar os que pretendem ter assistência prestada por médico de família. - um plano de emergência que permita atribuir médico de família a todos os portugueses que o pretendam, num período de tempo não superior a um ano, a partir da regularização dos inscritos nos centros de saúde e da aplicação de novas regras para a inscrição, actualização e alargamento das listas de utentes de médicos de família, sem prejuízo dos direitos dos utentes e das condições de trabalho e remuneração dos médicos de família. - a contratação pelos hospitais e centros de saúde dos médicos que se reformaram, através de contrato individual de trabalho e sem prejuízo do valor da reforma que recebem, regime que deve vigorar por três anos. Em defesa do SNS, o Bloco responde com novas propostas ao cruzar de braços do governo perante o desmembramento do SNS.

João Semedo Deputado, dirigente do Bloco de Esquerda, médico.

Bloco reúne com Agricultores


Os deputados do Bloco de Esquerda, Pedro Soares, Presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura, e José Gusmão, eleito pelo distrito de Santarém, estiveram no concelho de Salvaterra de Magos numa jornada dedicada à Agricultura. A visita decorreu na tarde do dia 28 de Março e os deputados foram acompanhados por eleitos do Bloco na Câmara e Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos. A comitiva esteve em Muge e Foros de Salvaterra, onde reuniu com representantes da Sociedade Agrícola Casa Cadaval e Cooperativa Orivárzea, respectivamente. Os deputados seguiram depois para Salvaterra de Magos para um debate com os agricultores da região. Foi feito um ponto de situação sobre a agricultura no concelho de Salvaterra de Magos e no distrito de Santarém e foi abordado o projecto de lei do Bloco de Esquerda, actualmente em discussão na comissão parlamentar da especialidade, sobre o Banco Público de Terras.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Jornadas Parlamentares no Distrito de Santarém

Nos próximos dias 21 e 22 de Março irão decorrer as jornadas parlamentares do Bloco de Esquerda no distrito de Santarém.
Teremos no nosso distrito, todos os deputados da bancada parlamentar do BE, num total de 16, envolvidos em visitas a diversos concelhos, para junto das pessoas, das associações, das colectividades, etc..., ouvirem os seus problemas empenhando-se numa luta que é de todos e por todos.
A deputada Ana Drago fará no dia 21 de Março (2.ª feira) uma visita à escola profissional de Salvaterra de Magos, a partir das 10:30, tal visita será seguida de um debate, no auditório da escola.
Aproveitamos assim, para promover, divulgar e apelar à participação da sociedade civil.
Na próxima 2.ª feira, decorrerá no restaurante " Ponte da Chamusca" pelas 21:00 horas, um jantar com a presença dos deputados, onde serás bem-vindo e, onde os teus problemas serão ouvidos.
Para participar no jantar é necessário informar a estrutura local do BE.

Combate à Precariedade


Na passada reunião de câmara, datada de 02 Março, fomos contemplados com uma ingerência do vereador Hélder Esménio, fazendo uma intervenção intitulada “Inaceitável aproveitamento político”, a pretexto da colocação por parte do Bloco de Esquerda de estruturas com mensagens politicas em todo o concelho, sobretudo na freguesia de Marinhais.

Afirmava o Vereador que esta colocação de estruturas em Marinhais presumia uma clara utilização política da quadra carnavalesca que se avizinhava. Tendo como base esta suposta autoridade, o Vereador tentou condicionar a liberdade de expressão, definir regras e impor actuações ao Bloco de Esquerda.

Esta intervenção acompanhada de divulgação escrita no seu blog deu claros sinais de uma autoridade superior, ao que parece acima da lei. De tal forma que essas estruturas foram vandalizadas.

Gostaria de afirmar, que a resposta do Bloco foi, é, e será sempre, pela defesa intransigente das nossas convicções, gostem ou não. Invocando sempre Abril e as suas conquistas.

A este episódio de desespero gostaria de fazer alguns comentários, ao Senhor Vereador Hélder Esménio, aos Senhores Vereadores eleitos pelo Partido Socialista e ao próprio Partido Socialista; as dúvidas estão sempre presentes, em nome de quem foram proferidas tais palavras? 1º a colocação das estruturas respeitam escrupulosamente a lei, 2º as respectivas estruturas foram colocadas onde sempre estiveram em períodos anteriores, 3º não reconhecemos aos Senhores Vereadores eleitos pelo Partido Socialista ou ao próprio Partido Socialista, qualquer legitimidade, para receber lições de comportamento cívico e político, pois o passado fala por si, 4º é óbvio, para todos, que o incómodo foi a mensagem política subjacente à campanha do Bloco de Esquerda, combate à precariedade.

Nesse sentido, gostaria de afirmar que o Bloco de Esquerda irá sempre, defender as suas convicções, o seu programa político e cumprir com as suas promessas, gostem ou não. Os Senhores Vereadores e o Partido Socialista terão sempre no Bloco de Esquerda a denúncia das políticas deste governo, que se aliou à direita, para hipotecar o futuro dos portugueses, à Rasca.

Os Senhores Vereadores e o Partido Socialista serão confrontados pelo Bloco de Esquerda sempre que a sua política passe por alianças que têm como objectivo provocar a recessão e remediar a economia pela via do desemprego e destruição do salário e pensões, uma política pantanosa que dia após dia envergonha Portugal. O país não confia nesta política de recessão e de sacrifícios.

Os Senhores Vereadores e o Partido Socialista serão confrontados pelo Bloco de Esquerda, na defesa da responsabilidade, pelo país e por todos, mas antes de mais pelas gerações mais sacrificadas, os desempregados de longa duração e os jovens precários. Esses dois milhões de pessoas são os que cá dentro estão a ser expulsos de Portugal. Nenhum país sobrevive a este sectarismo social e a esta perseguição económica contra o seu povo.

Os Senhores Vereadores e o Partido Socialista serão confrontados pelo Bloco de Esquerda, no combate à economia cruel que destrói a vida dos que procuram emprego e encontram um governo obcecado com a facilitação dos despedimentos. A economia cruel que despreza os jovens qualificados, cientistas e técnicos, a quem oferece recibos verdes a 500 euros.

Os Senhores Vereadores e o Partido Socialista serão confrontados pelo Bloco de Esquerda, declarando que não podemos ficar indiferentes nem silenciosos perante o rompimento do contrato social, o apodrecimento da política, a incapacidade de governar, o desprezo pelos compromissos eleitorais.

Os Senhores Vereadores e o Partido Socialista serão confrontados pelo Bloco de Esquerda, enquanto o resultado desta economia cruel for a recessão: este ano regressamos ao PIB de há cinco anos atrás. Este ano, teremos mais de 800 mil desempregados, poucos deles com subsídio. Precários são 1,9 milhões, a recibo verde, trabalho temporário e contrato a prazo: 9 em cada 10 novos trabalhos são precários. Nenhum jovem, por mais qualificado que seja, tem hoje emprego em Portugal, mas o governo apresenta a sua solução: um fundo para financiar os despedimentos.

Os Senhores Vereadores e o Partido Socialista serão confrontados pelo Bloco de Esquerda, pela política que desbarata os recursos públicos sem outro sucesso que não seja alimentar privilégios e incompetência. O governo é hoje a comissão liquidatária do Estado social: 509 mil famílias perderam o abono de família, 30 mil estudantes a bolsa para estudarem, milhares de desempregados o apoio mínimo para sobreviverem.

Os Senhores Vereadores e o Partido Socialista serão confrontados pelo Bloco de Esquerda, quando o governo aplaude o sucesso dos quatro maiores bancos que se vangloriam de ter pago menos de 10% de IRC.

Os Senhores Vereadores e o Partido Socialista serão confrontados pelo Bloco de Esquerda, nas anunciadas medidas de austeridade propostas pelo governo no PEC 4 que levam a economia portuguesa para um abismo, com a certeza que apresentaremos alternativas de crescimento, alternativas de emprego, alternativas de justiça.


Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 16 de Março de 2011

"Geração à Rasca"


No passado sábado, por todo o país, foram centenas de milhares de pessoas que marcaram presença, nas 10 manifestações da Geração à Rasca. 200.000 em Lisboa, 80.000no Porto, e outros tantos, nas restantes demonstrações que brotaram por todo o Portugal.
Uma avalanche cidadã de precários, trabalhadores, estudantes, desempregados e pensionistas invadiu as ruas do país para afirmarem que não serão mais cúmplices silenciosos da coligação dos PEC’s e da sua economia do desastre.
Foi com cor e alegria que uma geração mobilizou um país cansado da austeridade e farto das falsas promessas, de uma elite dirigente, órfã de um projecto de futuro para a sociedade portuguesa.
Quem esteve presente neste dia, sabe que o descontentamento se dirigiu ao PS e PSD - por mais que se tenham feito desentendidos - e percebeu que o preço a ser pago por quem governa contra os seus cidadãos, será elevado.
A voz activa, de todos os que estiveram no passado sábado na rua, deixou uma mensagem clara: são mais que um recibo, que um número estatístico, que um processo na Segurança-Social, nos Serviços de Acção Social ou nas Finanças e acima de tudo, bem mais que uma despesa corrente do aparelho de Estado.
Foi assim que todos se apresentaram no passado sábado, dispostos a fazer parte de uma história de um país que tem, como o deles um futuro que se escreve no presente, e que não esperarão por começar a viver no aparente e localizado fim da crise, pois, “amanhã é sempre longe demais”. E se a apresentação pública da geração à rasca foi memorável, o futuro será ainda mais.
Entre todas as reivindicações ficou patente um “basta!”. Basta de desemprego, basta de cortes nos apoios sociais, basta de privatizações, basta de precariedade, basta de brincar com as nossas vidas. Outros valores se terão que levantar, só a pequenez e o cinismo se ficam pela governação da inevitabilidade, por não procurarem soluções para além das fronteiras do status quo. E este amplo movimento que se constituiu, sabe que é pouco, e é por isso que se continuará a levantar por uma economia que os inclua para além da despesa e da factura.
A 19 de Março estaremos de novo em Lisboa. A agenda é por enquanto incerta, mas estamos conscientes, que esta geração, este povo, não ficará mais sentada na passividade e que entre ontem e hoje acordamos para o primeiro dia da nossa vida.


Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 16 de Março de 2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

Situação Politica - Moção de Censura


Nas vésperas do debate, na Assembleia da Republica, sobre a moção de censura ao Governo, realizou-se no passado dia 03-03-2011, quinta-feira, pelas 21h, no salão nobre da Junta de Freguesia de Salvaterra de Magos, uma sessão sobre a situação politica - moção de censura. Esta iniciativa contou com a presença do deputado e líder da bancada parlamentar do Bloco de Esquerda, na Assembleia da Republica, José Manuel Pureza.
A Moção de censura (http://esquerda.net/sites/default/files/files/mo%C3%A7%C3%A3o%20de%20censura%202011f%282%29.pdf) refere que "o emprego e o salário têm sido destruídos pela cruel insensibilidade social que corrói a economia em nome da ganância financeira".
Considerando qua a politica do Governo "agrava as desigualdades na sociedade portuguesa", a moção de censura conclui que é "imperativo, em nome de uma politica que se comprometa com a defesa das gerações sacrificadas, derrotar as medidas que promovem o desemprego e a precariedade e convocar a democracia para que decida as soluções para o país".

sexta-feira, 4 de março de 2011

“Inaceitável Aproveitamento Político”


Os eleitos pelo PS na Câmara Municipal de Salvaterra de Magos acusam o Bloco de Esquerda de aproveitamento político (de “inaceitável aproveitamento político”).
Realmente não é, apenas, “inaceitável” é simplesmente inacreditável que o PS (os vendedores de sonhos e fantasias) ou os eleitos por tal partido (pessoas que acreditam ou acreditaram no projecto) possam fazer esse tipo de acusações.
O Eng. José Sócrates, secretário-geral do PS, 1.º Ministro Português, lidera uma máquina de propaganda política, com a inacreditável e “inaceitável” contratação de uma empresa de comunicação (paga por todos nós), para continuar a “mandar areia para os olhos dos portugueses”.
Será possível, acreditar que, o Bloco de Esquerda se tenta promover com a colocação de mupis? Claro que não! Então o que pretende o bloco? Apenas, constatar um facto, a precariedade laboral! Inventámos alguma coisa? Quanto muito, inventou o senhor Eng. José Sócrates, o seu partido e seguidores. Faz parte da função, de um partido responsável que se “bate” pelas pessoas e pelos seus direitos, alertar e informar os Portugueses, sobre a política seguida e os seus efeitos futuros.
O Bloco está sempre na primeira linha de combate à precariedade, que coloca gerações em situação muito difícil, sem direitos ou garantias sociais, sem perspectivas de futuro. Combate o desemprego, os cortes sociais, a destruição dos serviços públicos, os cortes no abono de família, o que incomoda (e muito) o Partido Socialista.
O Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos colocou mupis por todo o concelho de Salvaterra de Magos, onde sempre tiveram nos dois últimos anos, e, não apenas na freguesia de Marinhais. Os outros estão escondidos? Ou, é por não haver carnaval nessas freguesias que, não interessa mencionar?!
Para o bem de todas as famílias que atravessam grandes dificuldades, por culpa deste governo PS, seria desejável ver cumpridas, as promessas do programa eleitoral.

04 de Março de 2011

Secretariado Concelhio do Bloco de Esquerda

quarta-feira, 2 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER



Intervenção na reunião de câmara do vereador do Bloco de Esquerda, Luís Gomes, sobre:

Comemora-se, no próximo dia 8 de Março, um século sobre a celebração do Dia Internacional da Mulher, proclamado em 1911, como homenagem às 129 grevistas da fábrica Cotton, em Nova Iorque, assassinadas durante um ataque incendiário da polícia, em 8 de Março de 1857.

O 8 de Março tornou-se um símbolo da luta pela emancipação cívica e social da mulher, pelo direito de voto e por uma democracia sem discriminações, por melhores condições de vida e de trabalho, pela paz e contra as guerras que têm consumido milhões de vidas humanas.

Apesar dos avanços registados no último século e do papel ocupado, por direito próprio, na sociedade, a luta pela afirmação da especificidade da condição feminina e por direitos iguais coloca novos desafios no mundo do trabalho, da política e na vida doméstica e familiar. As mulheres continuam a ser as primeiras vítimas do desemprego e de violência, a todos os níveis.

Assim, a celebração do 8 de Março permanece um marco na luta pela emancipação integral da mulher, ou seja, de toda a humanidade.

Neste início da primeira década do século XXI, alguns problemas que sempre afectaram as mulheres ganharam maior visibilidade. Entre estes, destacamos o assédio sexual nos locais de trabalho e a violência conjugal, que mantêm uma incidência inaceitável: em Portugal, no ano de 2010, 43 mulheres foram assassinadas pelos respectivos maridos ou companheiros.

A luta contra a violência sobre as mulheres teve avanços nos últimos anos, ao nível do estudo e da extensão do fenómeno, das suas consequências pessoais e sociais, avanços a nível legislativo e no apoio às vítimas. Mas não nos podemos conformar nem resignar com a situação actual. A violência de género tem que ser encarada como um problema político, um problema de direitos humanos e um problema de cidadania, do qual as autarquias não se podem alhear.
Entre os instrumentos mais relevantes da intervenção autárquica contam-se a elaboração de diagnósticos municipais da igualdade de género e de Planos Municipais para a Igualdade de Género, os quais até beneficiam de apoios financeiras do QREN (eixo prioritário 7 do POPH).
Saúdo o centenário do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, com a convicção que o Executivo Municipal tudo fará para conjugar esforços e junto das organizações da rede social e outras que trabalham nesta área, elaborar um Plano Municipal para a Igualdade de Género que contemple, entre outros aspectos, o combate eficaz à violência conjugal e ao assédio sexual nos locais de trabalho.


Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 02 de Março de 2011

MOÇÃO - Por uma Reforma Administrativa coerente


Nas últimas semanas, tomando como ponto de partida propostas de fusão das 53 freguesias do concelho de Lisboa, algumas das quais parecem traçadas “a régua e esquadro” para erradicar outras forças políticas e concentrar o poder num “bloco central” bipolar, têm vindo a generalizar-se os apelos à redução cega do número de freguesias e até municípios daquela parte do país que alguns teimam em considerar como “paisagem”…
Grande parte destes apelos vem envolvida em argumentos economicistas e utiliza uma lógica populista que encara os custos da democracia, neste caso a nível local, como um desperdício e não como investimento essencial para um desenvolvimento equilibrado e sustentável.
O pior é que a retórica centralista que está por trás destes ataques ao poder local democrático tem correspondência prática na política governamental e nas administrações de empresas ainda públicas: encerramento cego de escolas, serviços de saúde, postos de correios, linhas e ramais ferroviários, etc.
As autarquias locais têm vindo a recusar, com razão, uma Reforma Administrativa imposta de cima para baixo. Em reuniões convocadas pela ANAFRE, recusaram unanimemente a liquidação de freguesias, a não ser por vontade expressa das populações, bem como alterações à Lei Eleitoral Autárquica no sentido de impor executivos monocolores, o que se traduziria num empobrecimento da democracia. Ao mesmo tempo, defenderam o reforço da autonomia financeira (que, em 2011, sofreu um corte de 8,6%) e das competências próprias das freguesias, actualmente delegadas pelos municípios.
A discussão séria de um processo participado de Reforma Administrativa tem de colocar como primeira prioridade a regionalização, o elo essencial que falta concretizar no edifício democrático desenhado pela Constituição de Abril. Urge desmantelar um centralismo absurdo que consome mais de 90% dos recursos orçamentais do Estado e promover, em simultâneo, a descentralização efectiva de competências e meios para os municípios e destes para as freguesias.
Uma Reforma Administra global e coerente não pode confundir-se com a extinção avulsa de freguesias e municípios; tem de colocar em cima da mesa todos os vectores: regionalização, leis das finanças regionais e locais descentralizadoras, leis eleitorais que garantam o pluralismo.
A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, reunida no dia 02 de Março de 2011, decide:

1 – Afirmar o cumprimento do preceito constitucional da regionalização como a prioridade de uma Reforma Administrativa que promova a descentralização e reforce o poder local democrático;

2 – Recusar qualquer extinção ou fusão avulsa de freguesias e municípios.


O Grupo do Bloco de Esquerda propõe que esta moção seja enviada à Comunicação Social, Freguesias do Concelho de Salvaterra de Magos, Grupos Parlamentares da Assembleia da República, ANAFRE e ANMP.


Grupo do Bloco de Esquerda

Salvaterra de Magos, 02 de Março de 2011

Moção aprovada pelo Bloco de Esquerda e Vereador independente e com duas abstenções do Partido Socialista

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Acção nacional contra o desemprego e a precariedade

Deputados e dirigentes do Bloco de Esquerda estarão nos centros de emprego do distrito de Santarém
Segunda-feira, 28 de Fevereiro, às 8h30

Na sequência da apresentação da moção de censura ao Governo, o Bloco de Esquerda promove na próxima Segunda-feira, dia 28 de Fevereiro, uma acção a nível nacional pela defesa do emprego e contra as medidas do actual Governo que têm vindo a agravar os números do desemprego no nosso país.

Esta acção consiste na presença dos deputados e militantes do Bloco, junto de cerca de 80 Centros de Emprego de Norte a Sul do país, e na distribuição do novo jornal gratuito do Bloco que tem por tema a luta contra o desemprego e a precariedade e a Moção de Censura do BE ao Governo (tiragem de 350 mil exemplares).

José Gusmão estará nesse dia no Centro de Emprego de Santarém, Carlos Matias, vereador no Entroncamento estará em Torres Novas, Sara Cura da Coordenadora Distrital bloquista estará em Abrantes, Luis Gomes, vereador em S. Magos, estará no Centro de Emprego de Salvaterra de Magos, Antonio Gomes da Coordenadora Distrital do BE, visitará o Centro de Emprego de Tomar.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Professores e comunidade educativa convocam lutas



Intervenção na reunião de câmara do vereador do Bloco de Esquerda, Luís Gomes, sobre:

Representantes da comunidade educativa anunciaram a convocação de acções de luta em defesa da escola pública: Encontro de professores a 12 de Março no Campo Pequeno; Marcha pela Educação a 2 de Abril com professores, estudantes, trabalhadores não docentes e inspectores de educação.
O secretário-geral da Fenprof anunciou em conferência de imprensa a constituição de uma Plataforma da Educação e apresentou o Manifesto 'Investir na educação, defender a escola pública!'. O manifesto é subscrito por 16 organizações da comunidade educativa, envolve professores, encarregados de educação, estudantes, auxiliares de educação e psicólogos e visa defender a educação, a escola pública e combater o corte de 800 milhões de euros no orçamento da educação, que porá em risco o emprego de cerca de 40 mil professores.
Com esta iniciativa nasceu uma nova plataforma de educação que irá alargar-se, como explicou Mário Nogueira, “O que nos juntou foi a grande preocupação com os fortíssimos cortes orçamentais e políticas muito negativas que terão um forte impacto na organização das escolas e seu funcionamento”.
Ao assinalar esta iniciativa, na defesa da escola pública, estou convicto que estamos perante um contributo fundamental na protecção do serviço público, da garantia do emprego e na defesa do nosso futuro comum.

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 16 de Fevereiro de 2011

Carta Mundial dos Migrantes



Intervenção na reunião de câmara do vereador do Bloco de Esquerda, Luís Gomes, sobre:

Numa das iniciativas mais importantes que antecederam o Fórum Social Mundial, centenas de imigrantes concluíram o processo iniciado há cinco anos e aprovaram um documento histórico, a Carta Mundial dos Migrantes.
Este documento histórico, proclamado em Gorée a 4 de Fevereiro de 2011, resulta de uma primeira proposta escrita em Marselha que foi apresentada no segundo Fórum Social Mundial das Migrações realizado em Junho de 2006, em Rivas/Madrid e na primeira Cimeira Mundial dos Migrantes Latino-Americanos em Morelia (México), em Maio de 2007.
Muito rapidamente se foram associando centenas de migrantes, para a redacção de uma carta de princípios à imagem da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
O entusiasmo que se foi manifestando permitiu construir durante dois anos uma coordenação internacional que permitiu a emergência de outras propostas de Carta vindas de África, Ásia e América-Latina.
A coordenação de migrantes consolida-se e permite a constituição de 4 coordenações continentais: Europeia, Africana, Asiática e Latino-Americana.
Não se trata de apenas de mais um projecto a acrescentar a tantas convenções e textos sobre o fluxo de migrantes. Este projecto foi um trabalho colectivo à escala planetária e isso foi uma inovação, pois até ao momento nenhum dos textos tinha sido escrito pelos próprios migrantes.
Esta tarefa foi um verdadeiro desafio que importa realçar: permitir que todas e todos aqueles que conheceram quaisquer formas de deslocação, tenha ela sido por questões económicas, ambientais, de guerras, perseguições políticas ou escolha pessoal, pudessem elaborar uma carta de princípios que relembrasse toda uma série de direitos fundamentais.
1 - a livre circulação sobre o nosso planeta e o direito de se instalar tal como acontece com a livre circulação de mercadorias e capitais;
2 - a igualdade de direitos em todos os domínios da vida entre migrantes e nacionais nos países de acolhimento;
3 - o direito para todas e todas a uma plena cidadania baseada na residência e não na nacionalidade.
Entende-se perfeitamente que, através deste documento, as e os migrantes queiram colocar na ordem do dia a questão da livre circulação e instalação para todas e todos no Planeta.
Foi para aprovar este documento que centenas de migrantes de todo o lado ficaram mandatados na Ilha de Gorée, local simbólico e com uma carga histórica enorme: neste local foi retirada toda a humanidade a milhões de seres humanos durante centenas de anos. Nada melhor que este local para a restituição dessa humanidade antes confiscada!
Tal como é afirmado no final da Carta, no qual o nosso concelho deve espelhar-se - "Nós, pessoas migrantes empenhamo-nos em respeitar e promover os valores e princípios exprimidos nesta Carta e contribuir assim para o desaparecimento de todo o sistema de exploração segregacionista e para a construção de um mundo plural, responsável e solidário".

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 16 de Fevereiro de 2011

PELA DEMOCRACIA NO MUNDO



Intervenção na reunião de câmara do vereador do Bloco de Esquerda, Luís Gomes, sobre:

2011 começou com o vento forte da liberdade. Depois da queda da ditadura na Tunísia e de fortes mobilizações em favor da democracia em vários países árabes, foi a vez da ditadura no Egipto chegar ao fim. Depois de consecutivas e gigantescas mobilizações plurais no Cairo e em várias outras cidades do país do Nilo e ao fim de 18 dias de mobilização, o povo egípcio pôs fim ao regime de Hosni Mubarak, há três décadas no poder.

A perpetuação desta como de outras ditaduras só foi possível graças a cumplicidade de outros Estados que ajudaram a impedir a expressão livre do povo egípcio em nome dos seus interesses de circunstância e da sua agenda de poder. É, por isso, da maior importância que a comunidade internacional exprima a sua solidariedade pela garantia da liberdade e democracia dos homens e mulheres do Egipto, assente em alicerces de eleições livres e democráticas e torne claro o seu repúdio pela actividade dos protagonistas de todas as ditaduras.

Esta insurreição atingiu o mundo e foi possível que nos identificássemos de imediato com esta revolta. Foi possível perceber prontamente o que estava em causa. No Egipto clama-se por justiça e liberdade num contexto inequivocamente secular e universal. E muito provavelmente dará o sinal para a queda de outras ditaduras no mundo árabe.

Os egípcios entrevistados nas ruas do Cairo afirmam que, pela primeira vez nas suas vidas, se sentem vivos. Aconteça o que acontecer, é muito importante que esta sensação de “estar vivo” não venha a ser sepultada sob as lápides dos cínicos interesses dos “donos do mundo”.

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 16 de Fevereiro de 2011