segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Moção

O direito à Saúde de todos os cidadãos, está consagrado na Constituição da República Portuguesa, através do seu artigo 64º, que confere a cada indivíduo o direito ao acesso de cuidados de saúde, independentemente do seu sexo, estado civil, condições demográficas ou económicas. É um claro direito, do qual os munícipes do concelho de Salvaterra de Magos e das suas 6 freguesias não abdicam e que lhes assiste com toda a legitimidade.

Considerando que:

- O ACES da Lezíria, entidade gestora da rede de cuidados de saúde públicos na região onde o concelho de Salvaterra de Magos se insere, procedeu ao encerramento provisório, há alguns meses atrás, das extensões de Saúde das freguesias de Muge e Granho, com a justificação de tal procedimento se dever à falta de médicos de família, que pudessem assegurar estes serviços à população das 2 freguesias;

- em reunião havida após este encerramento provisório das extensões de saúde, entre a Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos e a Directora do ACES da Lezíria, foi garantida pela Directora do ACES a vinda de 2 novos médicos de família para o concelho de Salvaterra de Magos, ao abrigo de um protocolo celebrado com os respectivos países, e que a vinda destes 2 profissionais de saúde iria garantidamente permitir a reabertura das extensões de saúde de Muge e Granho;

- na passada sexta-feira, 28/10/2011, contrariando a garantia dada, a Directora do ACES da Lezíria, informou a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, via fax, da decisão de encerramento definitivo das extensões de saúde de Muge e Granho, apesar de colocar os prometidos 2 novos médicos no concelho, prestando cuidados de saúde aos utentes das freguesias de Muge e do Granho, não os está a colocar nas respectivas freguesias, optando por concentra-los na freguesia de Glória do Ribatejo, ignorando ou dando pouca relevância aos custos, dificuldades e transtornos que a deslocação dos utentes de Muge e Granho até Glória do Ribatejo, forçosamente implicam.

- esta decisão de encerramento definitivo foi tomada , sem qualquer contacto ou tentativa de auscultação prévia por parte da Sra. Directora do ACES da Lezíria, com as comissões de utentes, autarcas ou população do concelho nem das freguesias afectadas;

- que em reunião havida no dia 03/11/2011 a Directora do ACES da Lezíria confirmou à Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos a manutenção da sua decisão de encerramento das duas extensões de saúde, justificando a decisão com limitações orçamentais que impossibilitam a reabertura das referidas unidades de saúde, contrariando o compromisso de reabertura anteriormente assumido;

- esta decisão terá impactos profundamente negativos no dia-a-dia dos utentes das 2 freguesias, que passam a estar obrigados a deslocações até Glória do Ribatejo, sem que existam redes de transportes públicos assegurados e as condições de mobilidade e custos afectos a esta

necessidade de deslocação são altamente prejudiciais a quem tem o direito de acesso a cuidados básicos de saúde;

- a população utente deste serviço público é maioritariamente idosa e como tal forçosamente mais dependente de transporte, acompanhamento e condições financeiras que permitam esta deslocação, com caracter regular na sua maioria;

- no fax enviado pela Directora do ACES à Câmara Municipal e com conhecimento às juntas de freguesia, era indicado que com esta restruturação passava a estar garantido a todos os utentes das freguesias de Muge, Granho e Glória do Ribatejo o acesso a consultas, nos dias úteis entre as 09h00 e as 17h00. No entanto nem esta situação se está a verificar, pois os médicos apresentam na extensão de saúde de Glória do Ribatejo cotas máximas diárias de consultas por freguesia, contrariando assim a informação de serem consultados todos os utentes: 3 adultos e 2 crianças diariamente para utentes de Muge e Granho.

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, reunida a 04 de Novembro de 2011, decide:

1- Que seja garantido pelas entidades públicas competentes, o cumprimento do direito consagrada na Constituição Portuguesa, de acesso aos cuidados de saúde em todo o concelho de Salvaterra de Magos;

2- Rejeitar o encerramento das extensões de saúde de Muge e Granho;

3- Requerer ao ACES da Lezíria, na pessoa da sua Directora, Dra. Luísa Portugal, o cumprimento do compromisso assumido para com a Câmara Municipal e a população das freguesias de Muge e Granho, reabrindo as extensões de saúde, dado já estarem colocados no concelho os médicos que permitem assegurar essa reabertura;

4- Rejeitar totalmente a concentração da prestação de cuidados de saúde em Glória do Ribatejo, às populações utentes de Muge, Granho e Glória do Ribatejo;


Propomos que esta moção seja enviada à Presidência da Assembleia da República, ao Sr. Primeiro Ministro, ao Sr. Ministro da Saúde, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, ao ACES da Lezíria, à Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos, às Freguesias do Concelho de Salvaterra de Magos e à Comunicação Social.

domingo, 6 de novembro de 2011

Bloco vai propor imposto sobre património de luxo, equivalente a cortes nos subsídios | Esquerda





O Bloco vai propor “um imposto sobre o património de luxo, que não paga qualquer contribuição em Portugal”, esse imposto é por si só suficiente para cobrir o corte nos subsídios e “tudo aquilo que querem tirar do bolso dos reformados”, anunciou Francisco Louçã no encerramento da Conferência Internacional “O euro e a crise da dívida”.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ENCONTRO DISTRITAL DE AUTARCAS ELEITOS PELO BLOCO DE ESQUERDA

A meio do nosso mandato autárquico, impõe-se reflectir sobre o nosso trabalho e discutir as profundas alterações à vida autárquica que o governo PSD/CDS se propõe introduzir.

O chamado “Livro Verde” para as autarquias enuncia um conjunto de transformações muito profundas que temos de conhecer, para melhor defendermos a democracia local. A Comissão Nacional Autárquica, já editou um memorando com uma primeira análise a este documento.

ENCONTRO DISTRITAL DE AUTARCAS ELEITOS PELO BLOCO DE ESQUERDA*
CENTRO SOCIAL DA CARREGUEIRA – CHAMUSCA
SÁBADO, 12 DE NOVEMBRO, 14.45H

É tudo isto que iremos discutir, dia 12 de Novembro, de sábado a oito dias, neste encontro distrital de autarcas eleitos pelo Bloco de Esquerda.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

FUNDAMENTOS E OBJECTIVOS DA PROPOSTA DA 3ª ALTERAÇÃO AO PDM

À data da elaboração do Plano Director Municipal, foram regulamentados índices e parâmetros urbanísticos que se tem verificado serem desajustados com a realidade de então e com as transformações que entretanto se operaram. Este facto é a causa de problemas e dificuldades ao nível da gestão urbanística corrente, nomeadamente no controlo prévio de operações urbanísticas.
Actualmente, alguns artigos encontram-se claramente desajustados, sendo necessário tornar o articulado do regulamento mais consentâneo e claro, com a realidade do nosso município
Neste contexto, torna-se necessário:
1) Acolher permissões previstas no PROTOVT para solo rural, que não foram consideradas, aquando da proposta de alteração ao PDM, por adequação;
2) Actualizar índices, que a prática da gestão urbanística tem revelado desajustados para a consolidação e reabilitação do espaço urbano.
3) Estabelecer/reformular parâmetros qualitativos que, no âmbito das operações urbanísticas são mais adequados.
4) Revogar algumas disposições redundantes e/ou desactualizadas de modo a clarificar o regulamento e simplificar a sua leitura.
5) Proceder à inclusão de um novo artigo que promoverá uma alteração do PDM nas áreas onde vigoram outros instrumentos de gestão territorial, aprovados posteriormente ao PDM. Esta alteração pretende dar cumprimento a um dever legal, adaptando o PDM aos restantes IGT- Instrumentos de Gestão Territorial, assim como muni-lo com mecanismos que permitam efectuar, na área permutada com Benavente de uma gestão urbanística própria.
6) Pretende-se também permitir a viabilização de pretensões que possam ocorrer e outras que já existem, para investimentos turísticos no quadro da candidatura da cultura avieira a património nacional.
7) Pretende-se com esta alteração desonerar o investimento na actividade industrial e turística. Esta alteração tem como objectivo, em articulação com o regulamento municipal de urbanização, dispensar os usos em causa de compensações em numerário pela eventual não cedência de áreas para espaços verdes e equipamentos de utilização colectiva, com vista a incentivar o investimento.
Em suma pretende-se com esta alteração, contribuir, de forma ordenada para a resolução de algumas situações criadas pelo PDM em vigor, que em sede de revisão seriam de menos célere resolução.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Moção

A reforma da administração local, apresentada, em traços gerais, pelo Governo no “Documento Verde da Reforma da Administração Local” tem sido, nos últimos tempos, motivo de grande discussão política, nomeadamente no que se refere à reconversão e redimensionamento do mapa das freguesias.

Considerando que:

As freguesias são co-responsáveis pela democratização do país, contribuindo com o seu trabalho para a coesão social, para o desenvolvimento económico, para a sustentabilidade do território e para a dinamização e participação cívica dos cidadãos, e que as freguesias participam, somente, em cerca de 0,10% do Orçamento do Estado, sem quaisquer responsabilidades no endividamento público.

As freguesias desempenham um importante papel de proximidade com as populações, sobretudo nas regiões de baixa densidade demográfica e em muitas periferias urbanas. Frequentemente, depois da saída do posto de saúde, da escola e dos correios, o único "serviço público" que resta é o prestado pelas freguesias.

O trabalho dos seus eleitos é desenvolvido em regime de quase voluntariado, pois, a 90% destes autarcas é atribuída, apenas, uma pequena comparticipação para despesas e encargos da sua actividade e só 10% das freguesias mais populosas têm um administrador político com remuneração mensal.

Uma reforma administrativa do país que tenha por base exclusivamente as freguesias, será redutora e não dará resposta aos desafios de ganhos de eficiência e eficácia da máquina da administração pública.

Qualquer modelo de reorganização administrativa deve assegurar a participação das populações, ir ao encontro das suas necessidades e expectativas, assentar na consulta popular, recusando decisões que não envolvam as freguesias, através de consulta popular.

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, reunida no dia 19 de Outubro de 2011, decide:


1. Afirmar o cumprimento do preceito constitucional da regionalização como a prioridade de uma reforma administrativa que promova a descentralização e reforce a democracia local;


2. Aceitar o princípio do estímulo à associação voluntária de freguesias, mediante a instituição de mecanismos compensadores;


3. Rejeitar a extinção, fusão ou agregação de freguesias, sem que estejam asseguradas a participação das populações e o respeito pela consulta popular.


4. Total rejeição da extinção da freguesia de Marinhais, prevista pela mera aplicação dos critérios do “Documento Verde”, a mais populosa freguesia do concelho de Salvaterra de Magos, criada em 1927 e vila desde 1985, com uma forte identidade própria e papel decisivo no desenvolvimento do concelho de Salvaterra de Magos.


O Grupo Municipal do Bloco de Esquerda propõe que esta moção seja enviada à Comunicação Social, Freguesias do Concelho de Salvaterra de Magos, Presidência da Assembleia da República, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República e Primeiro Ministro.


Luís Gomes


Salvaterra de Magos, 19 de Outubro de 2011

Declaração Politica

“Nós somos os 99%”, escrito e cantado em diversos idiomas, e “A rua é nossa” foram lemas que ecoaram pelas manifestações do 15 de Outubro, um pouco por todo o mundo. Centenas de milhares participaram neste protesto global, nomeadamente em muitos países da Europa e nos Estados Unidos, mas ecoou também em alguns países da Ásia. Em Portugal dezenas de milhares de pessoas participaram nas manifestações realizadas neste 15 de Outubro em 9 cidades Portuguesas.

O melhor e o mais excitante neste movimento é a confluência de muitos movimentos sociais, com gente da classe média e da classe trabalhadora que chegou à Wall Street ou à Rua Principal de alguma outra grande ou pequena cidade para dizer “estamos fartos”.

Estas manifestações tiveram como pano de fundo a passada quinta-feira, quando país estremeceu, fomos vítimas de uma declaração do primeiro-ministro e das principais medidas do Orçamento de Estado para 2012.

Sobre a assinatura do Memorando com a Troika, o país viveu uma campanha eleitoral onde PSD e CDS garantiram que os sacrifícios eram necessários, mas suficientes para vencer a crise. As vozes que se levantaram dizendo que o acordo com a troika só traria mais dificuldades e que a espiral da recessão só traria mais austeridade foram acusadas de irresponsáveis.

Passaram apenas 4 meses e austeridade soma mais austeridade e não se vislumbra uma saída da crise, caso se persista nas mesmas soluções. Quando foi anunciado o corte no subsídio de Natal deste ano, muita gente disse que entendia, que era preciso e que se aguentava. Ainda esse corte não foi

efectuado e já sabemos que serão cortados os dois subsídios (natal e férias) até 2013 aos trabalhadores e trabalhadoras da administração pública. Buracos atrás de buracos orçamentais são a única justificação que Passos Coelho dá aos portugueses e portuguesas.

Aumenta-se o horário de trabalho, satisfazendo assim uma reivindicação do patronato, depois de já lhes ter sido dado aquilo que tanto ambicionam – facilitar os despedimentos e reduzir as indemnizações devidas aos trabalhadores e trabalhadoras.

Não há nenhuma reivindicação dos trabalhadores, dos reformados e pensionistas, dos desempregados e desempregadas, dos precários e precárias que seja atendida pelo Governo. Nem sequer o anunciado “descongelamento” das pensões mínimas poderá ocultar esta realidade. O descongelamento não é mais que uns insignificantes euros num rendimento de pura miséria. Os aumentos que abrangem todos os serviços são colossais. O empobrecimento crescente será o nosso futuro próximo.

Mas a semana foi de reacção. Levantaram-se vozes indignadas. O Bispo Januário Torgal Ferreira fez ouvir a sua voz com uma clarividência absoluta.

As duas centrais sindicais decidiram convocar uma greve geral para dia 24 de Novembro contra as medidas de austeridade inscritas pelo Governo no Orçamento de Estado para 2012. Numa declaração conjunta, CGTP e UGT anunciaram que greve será uma luta pela indignação e contra a destruição do país, porque a resposta à indignação de um povo, a inevitabilidade da austeridade não vale nada.

No passado sábado, milhares e milhares saíram à rua em todo o Mundo e também em Portugal. Soltou-se a voz do povo que exige justiça social e mudança de rumo, quebram-se amarras e receios: temos que lutar, todos e todas, na mesma luta.


Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 19 de Outubro de 2011

Declaração Politica

Assinalar o Dia Internacional para Erradicação da Pobreza é relembrar, nestes dias difíceis, todos e todas aquelas que têm condições de vida indignas, no quadro dos Direitos Humanos, mas acima de tudo na dignificação do ser humano.

A pobreza é uma violação dos direitos humanos. Todas as crianças, jovens, homens e mulheres têm o direito humano a um nível de vida adequado à sua saúde e bem-estar, a comida, roupa, alojamento, tratamento médico e serviços sociais. Estes direitos fundamentais são definidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos e outras declarações e tratados internacionais de direitos humanos. A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o dia 17 de Outubro como o Dia Internacional para Erradicação da Pobreza e convidou todos os países a dedicar o Dia Internacional à apresentação e promoção, de modo apropriado e no contexto nacional, de actividades concretas no âmbito da erradicação da pobreza e indigência.


Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 19 de Outubro de 2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Com o Passos passamos as passinhas…

O Senhor Primeiro – Ministro, Dr. Pedro Passos Coelho

Na passada quinta-feira, dia 13 de Outubro, pela hora de jantar, o senhor 1.º Ministro assaltou (roubou) os portugueses, percorrendo Portugal de lés a lés, sem esquecer as ilhas.

Após o monumental roubo (digo roubo, porque o que fez implica violência extrema) não foi detido pelas autoridades policiais, antes pelo contrário, foi para casa e descansou…

A crise da dívida, Portugal e o futuro

Os consecutivos governos PS, PSD e CDS-PP conduziram-no ao actual estado de coisas, bem se podem culpar uns aos outros, mas a verdade é que todos são responsáveis. São 37 anos de políticas erradas, a intentar contra os portugueses, contra os trabalhadores, destruindo a classe média, diminuindo o direito à saúde, à justiça e à educação.

Como farão as famílias face às despesas com menos rendimentos e mais impostos?

Como podem os portugueses pagar mais pela saúde e pelos medicamentos, mais pela educação, mais pela Luz e pela água, recebendo menos dinheiro?

Como podem os portugueses pagar mais IRS, mais IVA e mais IMI? Se os cortes se sucedem?

Para onde caminhamos?

1974 – 2011

A alternância ao centro (PS e PSD) está a conduzir Portugal à ruína e os portugueses ao limite das suas possibilidades.

A diminuição, congelamento de salários é inadmissível, a supressão/anulação dos subsídios de férias e de natal é um atentado imperdoável.

O aumento brutal dos impostos levarão ao desaparecimento da classe média, ao decréscimo do consumo, como pensam alavancar a economia reduzindo, congelando e anulando rendimentos do trabalho?

A coligação maioritária (PSD, CDS – PP) bem pode dizer que a culpa é do Sócrates, que a culpa é do PS e, que eles apenas herdaram a divida, mas a verdade é que a responsabilidade pelo actual momento de PORTUGAL e dos portugueses, deve-se aos irresponsáveis e sucessivos governos do PS, do PSD e do CDS – PP, a pessoas como Cavaco Silva, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, António Guterres, José Sócrates, Mário Soares, Paulo Portas, entre outros.

A obsessão pelo défice e o desemprego

O PSD e o CDS – PP muito se preocupam em cortar, em aumentar os impostos, em congelar salários, em anular rendimentos do trabalho, em colocar os portugueses a trabalhar (no privado) mais meia – hora sem qualquer compensação, mas quais são as medidas para reduzir o desemprego? Quais são as medidas para aqueles que não têm posses, que perdem as suas casas, que não conseguem “aguentar os filhos” na escola, que não têm dinheiro para pagar os manuais escolares?

E aos licenciados, senhor Primeiro – Ministro, que futuro lhes reserva?

Os jovens, a precarização do emprego e o envelhecimento da população

As consecutivas e erradas políticas dos governos PS, PSD e CDS – PP conduziram a um País cada vez mais envelhecido, onde a taxa de natalidade baixa a cada ano que passa.

Onde os jovens ficam cada vez até mais tarde em casa dos pais, sem possibilidades de adquirir habitação, ter filhos e ainda fazer face às despesas do mês.

Para onde caminhamos?

A reestruturação da divida, até quando vamos adiar?

Os portugueses não aguentam mais austeridade, mais impostos e mais penalizações sobre os rendimentos do seu trabalho.

A solução é reestruturar a divida. Cortar, aumentar impostos, reduzir salários, deixando de fora (constantemente) os rendimentos do capital, tem um limite. E os portugueses atingiram o seu, vivendo pior, tendo dificuldades reais em encarar a vida, no seu dia-a-dia.

As políticas levadas a cabo por este governo (reflexo das politicas erradas seguidas pelos partidos do eixo do poder) estão a destruir a economia nacional.

Com menos dinheiro, com mais impostos e com o nível de vida mais caro, como é que irá dinamizar a economia deste País?

Quando for necessário no próximo ano, baixar ainda mais o défice, quais serão as medidas a anunciar? Porque é que adia até à exaustão dos portugueses e do próprio País, a reestruturação a divida da República portuguesa, fragilizando a nossa posição a cada dia que passa?

Reflexões

Chega de governos PS, PSD, CDS – PP, os resultados deste trio está à vista de todos.

Os responsáveis têm rosto, representam as políticas e os ideais desses partidos.

Porque é que temos de seguir a linha da senhora Merkel e do senhor Sarkozy, que nos estão a levar à bancarrota?

Os partidos do eixo do poder (PS, PSD e CDS – PP) conseguiram em 37 anos de democracia que, a Troika viesse a Portugal por 3 vezes, como é possível continuar a acreditar nestes partidos e nas suas políticas?


Pedro Oliveira

Membro da Coordenadora e do Secretariado Concelhio do Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Intervenção, da Sr.ª Presidente da Câmara, Ana Cristina Ribeiro, realizada na última reunião ordinária de Câmara


A senhora Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, interveio na última reunião de Câmara, focando os seguintes pontos:



2ª Reunião da Comissão de Acompanhamento da Revisão do PDM


Realizou-se, na manhã do dia 23 de Setembro, no Auditório do Centro de Interpretação, a 2ª reunião plenária da Comissão de Acompanhamento da Revisão do PDM de Salvaterra de Magos, na qual estiveram presentes 13 entidades.


Na reunião foram apresentados os estudos de caracterização do nosso território, que tiveram como base um profundo trabalho realizado pelos nossos serviços, em colaboração com a equipa encarregue da revisão, tendo o gabinete responsável pela Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), apresentado o relatório de factores críticos que corresponde à primeira fase da AAE.


Após estas apresentações foram entregues às entidades presentes os documentos para emissão dos pareceres, tendo sido também apresentado a expressão do modelo territorial que espelha a pretensão da Câmara Municipal para o desenvolvimento económico e sustentável do Município.


Ficou definido o prazo máximo de 4 de Novembro de 2011, como limite para emissão do respectivo parecer/contributo, por parte das entidades que integram a comissão de acompanhamento.


Como anteriormente referido, pensamos ter condies para durante a 2ª quinzena de Janeiro e durante o mês de Fevereiro podermos realizar reuniões com os Srs. Presidentes de Junta, com os Srs. Vereadores, com os Srs. eleitos da Assembleia Municipal e também com a população das várias freguesias e lugares. Pretendemos ouvir a nossa população já nesta fase, recolhendo contributos e opiniões, para que a proposta que a Câmara Municipal irá apresentar possa reflectir o máximo de contributo da nossa população e não ouvindo a população apenas na fase da discussão pública.



3ª Alteração do PDM


Esta a decorrer a 3ª alteração ao PDM, que se refere a algumas alterações a alguns artigos que estão no PDM, uma alteração que desde o início deste trabalho, que foi desenvolvido pela Câmara, quisemos ter como nosso parceiro e ouvindo quase semanalmente os técnicos da CCDR, uma vez que é esta entidade que tem que aprovar numa 1ª fase este documento, pensando com base no que nos tinha sido dito que não haveria necessidade de parecer escrito por parte da CCDR, ouvimos os Srs. Vereadores da oposição e tínhamos convocada uma reunião extraordinária da Câmara Municipal para o passado dia 29 de Setembro, com um ponto único, para a apreciação desta alteração.


Após esta convocatória, que é efectuada com 5 dias de antecedência, recebemos um parecer escrito da CCDR, dando alguns contributos e informando inclusivamente das suas opiniões relativamente a alguns artigos ou conteúdos de alteração de artigos. Com este parecer, entendemos não manter a referida reunião extraordinária, dado que existe todo um trabalho a realizar pelos nossos serviços na análise desse mesmo parecer.


Existe agora a adequação do parecer da CCDR à nossa proposta, existem alguns conteúdos com os quais a CCDR não está de acordo mas que nós iremos manter e iremos defender a nossa posição, um trabalho que está a ser elaborado e que será remetido aos Srs. Vereadores da oposição, para que na próxima 2ª feira de manhã se possa realizar uma reunião de trabalho, para que a matéria possa ser incluída na próxima reunião da Câmara Municipal.



Linha Coruche/Setil


No passado dia 22 de Setembro, a pedido da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos e da Sr. Presidente da Câmara Municipal de Coruche, realizou-se em Lisboa, uma reunião com o Sr. Secretário de Estado dos Transportes relativamente à decisão de encerramento da Linha Setil/Coruche, decidida unilateralmente pela CP. Apesar dos contactos e esforços havidos junto da CP para alteração desta decisão, a empresa entendeu manter a decisão de encerramento, tínhamos alguma expectativa nesta reunião, mas concluímos que esta se realizou apenas por uma questão de simpatia por ter sido pedida pelas 2 Câmaras, pois nada foi alterado e o Sr. Secretário de Estado apenas confirmou o encerramento da Linha, dando ainda plenos poderes ao Conselho de Administração da CP para gerir este processo da melhor forma que entendesse.


Foi assim encerrado no final de Setembro esta linha e este projecto iniciado à 2 anos atrás, no qual as Câmaras Municipais se envolveram desde o primeiro momento e, concretamente a nossa Câmara, fizemos alguns sacrifícios no sentido de conseguirmos manter esta linha em funcionamento, beneficiando as dezenas de passageiros que utilizavam regularmente este serviço, mas apesar de todos os esforços que desenvolvemos não foi possível a continuidade desta linha.


Terminou assim o sonho das Câmara Municipais de reactivar esta linha de transporte público, económico e amigo do ambiente. Assim decidiram quer a Administração da CP quer a Secretaria de Estado dos Transportes.


Relembrar apenas que no plano de actividades da CP para 2011 estava já previsto o encerramento desta linha durante o corrente ano, como uma das linhas a encerrar.



Serviço Urgências de Benavente



No passado dia 29 de Setembro, tivemos informalmente conhecimento do possível encerramento do Serviço de Urgências de Benavente, no período compreendido entre as 08h00 e as 20h00, pela não renovação do contrato de prestação de serviços, que permitia o seu normal funcionamento, por parte do Ministério da Saúde.


No seguimento desta noticia desenvolvemos as diligências que considerámos adequadas, e foi com natural satisfação que no dia 30 de Setembro, obtivemos a confirmação da renovação do referido contrato .


Deste modo e com esta renovação, o Serviço de Urgências de Benavente, que serve as populações do concelho de Salvaterra de Magos e de Benavente, continuará a prestar os cuidados de saúde de modo permanente, a uma população global que ultrapassa as 55 mil pessoas.


Congratulamo-nos pelo desfecho desta situação, que permite a continuidade deste importante serviço, tendo desenvolvido todos os esforços e procedimentos na defesa dos interesses da nossa população.



Rota do Coração juntou 158 caminhantes



Realizou-se no Domingo, 25 de Setembro, em Marinhais, uma Caminhada denominada “Rota do Coração”, com partida no Complexo Desportivo Municipal.
Esta foi a 6ª de 9 Caminhadas que fazem parte do Projecto “Rotas Pedestres 2011”, que juntou 158 participantes, numa iniciativa que a cada novo percurso vai juntando mais participantes, de diferentes faixas etárias, promovendo o convívio e a prática desportiva.
Por ocasião do Dia Mundial do Coração, no final da Caminhada que teve um percurso delineado de 8 Km, foram realizados alguns rastreios ao nível da tensão arterial e de Obesidade, realizado pelas Técnicas do Projecto “Por Nós”, que conjuntamente com os Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos e os Escuteiros de Marinhais, colaboraram na concretização desta Actividade.


No final da Caminhada os participantes elaboraram um coração humano, como forma de simbolizar este dia.


O projecto "Rotas Pedestres 2011" prossegue o seu calendário, sendo a próxima caminhada a “Rota do Outono”, a 23 de Outubro, em Glória do Ribatejo. Inscrições já estão disponíveis nos locais habituais.



Bolsas de Estudo Ensino Superior



No cumprimento da nossa estratégia de apoio às famílias e jovens do nosso concelho, a Câmara Municipal irá atribuir Bolsas de Estudo a alunos que pretendam iniciar ou prosseguir os seus estudos no Ensino Superior neste novo ano lectivo.



O prazo de apresentação de candidaturas termina a 31 de Outubro, pelo que os alunos interessados deverão formalizar as respectivas candidaturas dentro do prazo limite, utilizando para o efeito o Boletim de Inscrição disponível no site da Câmara Municipal, acompanhado da seguinte documentação solicitada.


Relembrar que no ano lectivo de 2010/2011 foram concedidas pela Câmara Municipal 24 bolsas, num apoio mensal de 125 euros, que se traduziu num apoio total de 30.000 euros às famílias do nosso concelho para a prossecução de formação superior.


Toda a informação sobre requisitos e documentação necessária a estas candidaturas está disponível no nosso site para consulta.



Felicitações:



Rancho Folclórico Regional Infantil dos Foros de Salvaterra



Pela realização do seu 3º Festival de Folclore, no passado dia 8 de Outubro, tendo recebido 3 ranchos, numa tarde e noite de muito convívio.



Encontro da Família Vicentina



Realizado no passado dia 5 de Outubro, no Celeiro da Vala, em Salvaterra de Magos, uma celebração habitualmente realizada em Fátima, tendo por motivo de obras sido realizada este ano em duas zonas, tendo na zona de Santarém sido seleccionado o nosso concelho para acolher este encontro.



Academia de Música de Salvaterra



Esta nova associação cultural do concelho, promoveu na tarde do dia Mundial da Música um concerto em Salvaterra de Magos, na Praça da República, e também à noite, em Marinhais, junto à Escola EB 2,3.



Estando esta associação a desenvolver no dia de hoje uma acção de sensibilização para a promoção da música e da cultura, no agrupamento de escolas de Marinhais. Uma acção que está a decorrer apenas nas escolas do agrupamento de Marinhais, dado que a associação não obteve a resposta por parte do agrupamento de escolas de Salvaterra de Magos para a realização desta iniciativa. Esperamos que surja da parte deste agrupamento também abertura para que estas acções possam ser desenvolvidas também nas escolas e jardins-de-infância do agrupamento.

Actividades Desenvolvidas pela Divisão de Acção Social e Escolar

Na última reunião de Câmara Municipal, apesar da ausência da Vereadora Margarida Pombeiro, por motivos pessoais, foi dado conhecimento aos municípes, à comunicação social presente e aos restantes vereadores, das actividades desenvolvidos pela DASC:

Quinzena Sénior


No seguimento do trabalho que a Câmara Municipal tem vindo a desenvolver junto da população sénior do nosso Concelho, irá ser promovida a “Quinzena Sénior”, que decorrerá no período de 17 a 28 de Outubro e durante a qual serão realizadas diversas actividades de carácter cultural, lúdico e desportivo, direccionadas para esta faixa etária.

O programa a iniciar a 17 de Outubro, com a sessão solene de abertura do ano lectivo 2011/2012 da Universidade Sénior, contará ainda com actividades desportivas, encontro de ginástica sénior e uma caminhada, com o Baile dos avós a decorrer nos pavilhões das comissões de festas de foros de Salvaterra e de marinhais, nos dias 20 e 26 de Outubro respectivamente, com visitas guiadas à falcoaria real, apresentação de uma peça de teatro e danças de salão, actividades estas que serão dinamizadas pelos alunos da Universidade Sénior e com o atelier “Ler Amália” a cargo do actor e encenador Paulo Lages, a decorrer na Biblioteca Municipal.

Biblioteca Municipal

“Caixas de Música- do Fonógrafo ao Ipod" No âmbito do dia mundial da música que se comemorou no dia 1 de Outubro, está patente ao público, no átrio da Biblioteca Municipal de 3 a 30 de Outubro, a exposição intitulada “Caixas de Música”. Estão expostos diversos suportes musicais e respectivos difusores, desde a época do vinil à era moderna do ipod.

Hora do Conto

Com o objectivo de promover nas crianças o gosto pelo livro e pela leitura, a Biblioteca Municipal de Salvaterra de Magos está a dinamizar desde o dia 10 de Outubro, o projecto “Hora do Conto” para os alunos do ensino pré escolar e 1º ciclo do ensino básico. A actividade retrata a história do livro de José Fanha - "O dia em que o mar desapareceu", com ilustrações de Maria João Gromicho.

De uma forma interactiva, os alunos serão convidados a envolver-se na história, que apela para as questões relacionadas com o ambiente, concretamente a poluição dos mares. Esta actividade, está a decorrer, na Biblioteca Municipal, respectivos Pólos e estabelecimentos de ensino, às segundas, quartas e sextas-feiras no período da manhã (10h45 às 11h45) e no período da tarde (14h às 15h),

Intervenção, Vereador Manuel Neves

O vereador Manuel Neves, interveio na ultima reunião de Câmara, onde destacou os trabalhos desenvolvidos pela divisão de obras municipais e serviços urbanos (DOMSU), discriminando por freguesia (Salvaterra de Magos, Marinhais, Glória do Ribatejo, Foros de Salvaterra, Muge e Granho), os trabalhos realizados.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Privatização das Águas



Interevenção do vereador Luís Gomes, na reunião de câmara.




Em Portugal foram eliminadas barreiras constitucionais e legais de forma a permitir a espoliação de todas as pessoas dos seus direitos à água.



Está em curso a privatização em várias frentes simultâneas, a água da natureza, as margens e os leitos, os rios e os recursos pesqueiros marinhos, as infra-estruturas públicas como portos e barragens e os serviços públicos de abastecimento de água e saneamento de águas residuais.



A aceleração da política de privatização anunciada pelo actual Governo, com ênfase para a privatização do Grupo Águas de Portugal S.A., operação iniciada em 2008 com a venda da empresa Aquapor, que controla já as origens e captação de água da maior parte do País e numerosos sistemas completos de abastecimento de água e saneamento, é muito agravada pela aplicação das políticas do FMI/UE/BCE que causam o empobrecimento generalizado da população e protegem o lucro das grandes empresas do sector, conduzindo a aumentos brutais da factura da água e dos impostos, à eliminação de alternativas como fontanários ou captações próprias e à extremamente onerosa reversibilidade das concessões.


Coisa pública e bem essencial, a água, é um debate crucial e de extrema importância para o futuro próximo, já que estamos a tratar de um bem fundamental que deve continuar público, preservando-o a todo o custo dos interesses privados que apenas visam o lucro. É necessário alargar este debate a toda a população de Salvaterra de Magos, pois estamos a falar de uma região naturalmente rica em água, mal era, que deixássemos o nosso bem mais precioso cair em mãos erradas e termos depois de pagá-la a peso de ouro!


O Bloco de Esquerda considera o acesso universal aos serviços da água, um direito inalienável de todos os cidadãos e cidadãs, e defende que a administração e a gestão dos serviços de abastecimento de água e de saneamento devem ser realizadas exclusivamente por entidades públicas, visto que a água não deve ser tratada como uma mercadoria ou um negócio.


No entanto, no seu Programa, o XIX Governo Constitucional exprime a deliberação próxima da privatização da empresa pública Águas de Portugal, através de expectável acto legislativo, o qual, a nosso ver, deve ser antecedido da pronúncia das portuguesas e dos portugueses.


Nos seus Cadernos de Lanzarote, José Saramago dá a melhor resposta a estes políticos público-privados do rotativismo que nos governa: «Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo… e, já agora, privatize-se também...», e mais não digo.




Luís Gomes




Salvaterra de Magos, 12 de Outubro de 2011




Reforma da Administração Local




Intervenção do vereador Luís Gomes, na reunião de câmara:



O primeiro-ministro apresentou, na semana passada, um estudo para a reforma da administração local que recebeu de imediato elogios do PS. Nada de estranho aconteceu.



Discordamos da orientação geral desse documento, mas não está em causa a necessidade de debate e de alterações profundas na organização e na administração do território. São necessárias mudanças, tanto no território como na legislação relativa às autarquias. Contudo, perante a importância e magnitude da tarefa, faz algum sentido colocar a extinção/fusão de freguesias no centro dessa reforma?


As freguesias são a autarquia com menor peso em termos orçamentais e de despesa (0,13% do OE – 6 cêntimos por cidadão), apesar de serem 4259 em todo o país. Desempenham um importante papel de proximidade com as populações, sobretudo nas regiões de baixa densidade demográfica e em muitas periferias urbanas.


Frequentemente, depois da saída do posto de saúde, da segurança social e dos correios, o único "serviço público" que resta é o prestado pela junta de freguesia.


Há quem diga que se tem de começar por algum lado, é verdade. Contudo, reorganizar o território sem mexer na administração desconcentrada e na municipal, onde estão instalados milhares de quadros dos partidos do bloco central, não é sério e faz perceber os reais objectivos desta reforma.


O PSD está obrigado a mostrar trabalho à troika, mas quer mexer apenas com o "elo mais fraco" - as freguesias. Ao nível municipal, o documento do governo prevê que qualquer alteração na configuração dos concelhos é “voluntária”, são os vereadores que não têm pelouro nem vencimento (os da oposição) que levam o maior desbaste e até reforça os poderes dos presidentes de câmara.


A lei eleitoral será mudada para que os executivos passem a ser "homogéneos" e escolhidos discricionariamente pelos respectivos presidentes. As oposições serão residuais, perdem capacidade efectiva de fiscalização e as câmaras ficam em verdadeira "roda livre", sem qualquer possibilidade de travão face a todo o tipo de desmandos e habilidades.


Porém, a concentração de poderes não fica por aqui. As Comunidades Intermunicipais (CIM) que ninguém conhece nem sabe para que servem, compostas por presidentes de câmara de vários municípios agregados, reforçam-se com novas competências e atribuições, mas não se reforçam em termos democráticos, permanecendo sem órgãos directamente eleitos. Passam a ser uma espécie de novos governos civis e constituem um retorno à ideia das fracassadas leis 10 e 11 de 2003, do então Secretário de Estado, Miguel Relvas.


Em vez de democracia e de participação local, o PSD quer excluir a regionalização democrática e promover o caciquismo autoritário. Não se pode acreditar que seja uma reforma nem corajosa nem para aumentar a eficiência da administração local, acabar com o despesismo e o compadrio. Pelo contrário, com mais caciquismo só se poderá esperar maior opacidade autárquica e mais corrupção.


O "Documento Verde da Reforma da Administração Local" traduz a aliança entre PSD e PS para matar a regionalização e diminuir a democracia local. O caminho tem de ser o inverso: mais descentralização, mais democracia e mais participação, para se conseguirem melhores equilíbrios territoriais e melhores serviços públicos. O debate está aí e as propostas alternativas surgirão. Porém, o caminho indiciado pelo governo PSD/CDS não se trata de uma reforma, mas de um verdadeiro retrocesso.



Luís Gomes



Salvaterra de Magos, 12 de Outubro de 2011




sábado, 8 de outubro de 2011

Intervenção do Bloco de Esquerda nas comemorações do 101 aniversário do 5 de Outubro, promovida pela Assembleia Municipal de Salvaterra




A República, implantada pela revolução popular de 5 de Outubro de 1910, constituiu a primeira tentativa histórica de democratização e de modernização da sociedade portuguesa no século passado.
Apesar de todos os progressos e retrocessos, a 1ª República é, sem dúvida, um património da luta emancipatória do povo e da esquerda portuguesa pela democracia, pelo progresso e pela justiça social.

A 1ª República trouxe-nos, talvez, a mais importante reforma civilista das instituições do século XX: a separação do Estado e das igrejas, a laicidade do Estado e da escola pública, o casamento civil e o divórcio, o registo civil.

O regime monárquico, que tinha deixado subjugar os interesses do País aos da coroa britânica, que gastava mais do que o País lhe podia proporcionar, que se mostrava incapaz de responder à instabilidade política e social, havia de cair. E caiu.

A ditadura se seguiu à 1ª República encerrou Portugal entre as linhas de fronteira, enxovalhou a nossa dignidade, oprimiu-nos com brutalidade.
Abril devolveu-nos a esperança e a redefinição dos ideais e valores que devem sustentar as comunidades humanas. É História, é a nossa História.

E História não é Passado. É Presente.
E neste Presente em que temos uma oportunidade única de relançar o futuro dos nossos legatários, o cenário é transtornante.

Proliferam mudanças profundas do ponto de vista geoestratégico e económico.
Os mercados especulativos não regulados estão a atacar os Estados soberanos. Esses Estados (Portugal incluído) estão fragilizados. Assim como as pessoas.
As regras de jogo, impostas pela força do Capital, subjugam as pessoas em vez de as dignificar.

Aqui, na terra que nos viu nascer, no momento em que encerram centros de saúde e estações de correios, escasseiam médicos e cuidados de saúde, e nos querem fazer crer que tudo isto é absolutamente admissível e deve ser respeitado em nome do desígnio troikiano, somos, pois, chamados a um exercício de lucidez que reclama acções corajosas que passem pela preservação do essencial da nossa identidade e soberania.

Que no que compete a esta Assembleia Municipal sejamos capazes de defender os direitos daqueles que nos elegeram. Pede-se uma união convergente de esforços para uma reacção enérgica e decidida contra os ventos que sopram de Belém e São Bento, sob a égide do FMI.

É sob os interesses das populações que devemos agir e reagir. E sob o espírito da República que nos devemos mostrar rebeldes e revolucionários contra a asfixia e austeridade financeira.

Viva o 5 de Outubro! Viva a República! Viva Portugal!

(Discurso proferido pela Bancada do Bloco de Esquerda na sessão de evocação do 101º aniversário da implantação da República em Portugal)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011




Intervenção, Vereador Manuel Neves:


O vereador Manuel Neves, interveio na ultima reunião de Câmara, onde destacou os trabalhos desenvolvidos pela divisão de obras municipais e serviços urbanos (DOMSU), discriminando por freguesia (Salvaterra de Magos, Marinhais, Glória do Ribatejo, Foros de Salvaterra, Muge e Granho), os trabalhos realizados.


E, salientou o empenho da Câmara Municipal na regularização dos problemas associados às linhas de água, anunciando que todos os proprietários cujo os terrenos confinem com essas serão notificados para proceder à sua limpeza e desobstrução.


  • Intervenção, Vereadora Margarida Pombeiro:

  • Coube à Vereadora Margarida Pombeiro, na ultima reunião de Câmara, informar acerca das actividades desenvolvidas pela divisão de acção social e cultural (DASC) do município, onde destacou: A exposição de pintura a óleo do artista João Pires, na biblioteca municipal de Salvaterra de Magos; E, o passeio de idosos e reformados do concelho, durante os meses de Julho, Agosto e Setembro;
    Quanto à acção social escolar, transportes escolares e prolongamento de horário, destacou em relação à primeira a atribuição do valor total dos manuais escolares para os alunos com escalão A e de 50% desse valor para os alunos com escalão B, relativamente à segunda, que são cerca de 110 os alunos do ensino pré-escolar e do ensino básico, transportados em viaturas municipais. Tendo por último salientado que 35 crianças dos vários jardins-de-infância do Concelho frequentam o prolongamento de horário.







Intervenção, da Sr.ª Presidente da Câmara, Ana Cristina Ribeiro, realizada na última reunião ordinária de Câmara:




Comissão de Acompanhamento da Revisão do PDM



Realizou-se uma reunião de acompanhamento sobre a revisão do PDM de Salvaterra de Magos, onde foram apresentados os estudos sectoriais e do modelo territorial sucedendo-se a apresentação às entidades que fazem parte desta comissão de acompanhamento. Estas terão 30 dias para emitir parecer, de forma a podermos avançar com trabalhos noutros campos, sendo que a equipa que está a elaborar a avaliação ambiental estratégica vai apresentar igualmente o relatório de factores críticos (1ª fase).



Este momento será extensivo aos Srs. Vereadores da oposição, com a equipa que está a desenvolver este processo de revisão, para que possam apresentar as suas propostas.



Em Janeiro iremos poder apresentar este documento, chamando a população a participar na revisão do PDM, desde a primeira hora. Ocorrerão assim reuniões com os Srs. Presidentes de Junta, já ouvidos numa primeira fase pela equipa que está a proceder a esta revisão, em reunião da Câmara Municipal e também com os eleitos na Assembleia Municipal, bem como, nesta fase, serão promovidas reuniões em todas as freguesias, incluindo a Várzea Fresca que apesar de não ser freguesia possui um número de habitantes justificativo.



Queremos ouvir de viva voz todas as opiniões e contributos neste importante documento.





Linha Setil/Coruche



Como temos vindo a dar conhecimento público, a CP unilateralmente decidiu-se pelo encerramento desta linha, não procedendo à renovação do protocolo de cooperação até então em vigor, após termos voltado a contactar a CP esta entidade voltou a confirmar a sua decisão de encerramento da linha, solicitámos com carácter de urgência uma reunião ao Sr. Secretário de Estado dos Transportes, esta reunião está agendada para amanhã às 18h00.





Centro de Bem-Estar Social dos Foros de Salvaterra



Está a passar por alguma dificuldades financeiras, nomeadamente na sua valência de Centro de Dia, tendo solicitado apoio ao Centro Distrital de Solidariedade Social de Santarém e ao Ministério da Solidariedade Social e da Segurança Social, sem que até ao momento tenha recebido a sua Direcção, qualquer resposta destas entidades ao pedido que lhe foi efectuado.



Nós iremos reunir com a Direcção do Centro de Bem-Estar Social dos Foros de Salvaterra, no sentido de nos disponibilizarmos para junto do Centro Distrital de Solidariedade Social e do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social, desenvolvermos todos os esforços no sentido de que exista um apoio para esta valência de Centro de Dia possa continuar a prestar o Serviço Social tão importante aos idosos de Foros de Salvaterra.



Uma situação que estamos a acompanhar.





Felicitações:



Soulfly Motards de Salvaterra de Magos, pela sua V concentração, realizada nos dias 10 e 11 de Setembro, no Cais da Vala em Salvaterra de Magos, espaço cedido pela Câmara Municipal que deu vários apoios a este evento, que juntou muitos amigos e adeptos dos motociclos.






CCD do Município de Salvaterra de Magos, felicitou pela realização do seu 11º convívio de Pesca, que juntou cerca de 100 trabalhadores de 14 municípios, de Beja a Maia, numa animada jornada de convívio e confraternização.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Intervenção do vereador Luís Gomes na reunião de câmara do dia 21 de Setembro de 2011.


Declaração Politica


O inicio do ano lectivo ficou marcado pelo total desrespeito pelos professores e pela estabilidade educativa, necessária para o garante de um sector fundamental e decisivo para o futuro das novas gerações.


Na sequência do encontro promovido este sábado no auditório da Escola Secundária Camões em Lisboa, os professores desempregados e contratados aprovaram uma resolução na qual pedem o fim da injustiça e afirmam que “irão prosseguir a luta pelos seus direitos e por uma escola pública de qualidade”.


Na resolução aprovada no encontro de professores desempregados e contratados de 17 de Setembro, é manifestada a total indignação destes docentes perante o despedimento de milhares de professores necessários às escolas e as novas e abusivas formas de contratação que o Ministério da Educação tem tentado impor.


No documento, os professores exigem a reposição do direito à compensação pela caducidade do contrato e a vinculação ao fim de três anos de serviço, tal como manda a Lei Geral do Trabalho.


Acusando o Ministério de Nuno Crato de estar a “destroçar a Escola Pública e a lançar o país no atraso, na miséria e no obscurantismo” e o governo de estar a atropelar os professores com desemprego e precariedade, a atacar a generalidade dos trabalhadores e a cortar nos sectores sociais.


Os docentes decidiram solicitar uma reunião à Provedoria de Justiça e accionar a Procuradoria-geral da República, para dar nota do incumprimento pelo Governo das recomendações recentes do senhor Provedor de Justiça, para que os professores possam ter direito à compensação pela caducidade do contrato.


Como forma de protesto, estes profissionais tencionam “manter a regularidade das acções de rua que juntem os professores contratados e desempregados para defender os seus direitos e organizar a resistência aos novos ataques à escola pública e aos seus docentes mais precários, e participar nas manifestações contra as medidas de austeridade e por justiça social que se realizam nos dias 1 de Outubro (promovida pela CGTP) e 15 de Outubro (iniciativa internacional promovida por diversos movimentos).


Termino, solidarizando-me em nome do Bloco de Esquerda com toda a comunidade educativa do nosso concelho, desejando um ano lectivo de sucesso e manifestar toda a solidariedade com todos os docentes desempregados e contratados.


Luís Gomes


Salvaterra de Magos, 21 de Setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Acreditamos nas pessoas

Acreditamos nas pessoas, na estratégia de desenvolvimento do concelho, seja em termos culturais, turísticos, de emprego ou outros. Temos uma ideia, escolhemos um caminho e vamos percorre-lo convictos que esse é o melhor para Salvaterra e para cada uma das freguesias (Foros, Marinhais, Glória, Granho e Muge). Nesse trajecto todos são bem-vindos, podem e devem participar, onde há liberdade para a discussão de ideias, partilha de experiências, etc. …

Olhamos para os nossos jovens como o presente e o futuro, recebemo-los e aprendemos com eles. Queremos ajudar a potenciar a mais-valia e as competências das nossas “gentes”.

Temos o maior grau de jovens licenciados de sempre. Muitos na casa dos 30 anos (outros ainda mais novos) com experiências distintas em diversos ramos de actividade, muitos até com visões diferentes (fruto das suas vivências), outros que pedem uma oportunidade (não directa nem de forma explicita mas pelo trabalho por eles desenvolvido) para ajudar o Concelho a desenvolver-se cada vez mais.

Um Concelho que aposte na cultura, no desporto, no turismo e no emprego e ainda que, acolha e valorize os seus e os outros que tenham competências para ajudar (ideias novas / novas perspectivas) e participar de forma activa, com capacidade crítica e construtiva.
No Bloco de Esquerda prezamos a liberdade, e as capacidades mais diversas mas com respeito por todos e por cada um, apesar das diferenças. E independentemente das escolhas de cada um, todos devem ser respeitados, apesar do caminho escolhido, dos ideais, das crenças, o resultado será, pelo menos na perspectiva do Bloco de Esquerda (na nossa), sempre o mesmo, ou seja o melhor para o Concelho de Salvaterra de Magos.

Somos diferentes, somos o Bloco de Esquerda e acreditamos nas pessoas!

Pedro Oliveira

Membro da Coordenadora e do Secretariado Concelhio de Salvaterra de Magos