domingo, 23 de setembro de 2012

"Manifestação 15 Setembro"


Dia 15 de Setembro é um passo que se exige de concretização, abertura para escutar e conversar e muita perseverança.

A manifestação deixa à vista uma generalizada compreensão do resultado da política do memorando. A troika e a direita não têm outro plano: a destruição do contrato social, do salário e dos serviços públicos, é o único caminho que concebem. Por isso estas manifestações identificam tão espontaneamente o “Que se lixe a troika” com o “Passos rua!”. O governo perdeu o consenso. Que Seguro registe: não há conciliação possível entre a aplicação do memorando – a que o PS, mesmo votando contra o orçamento, continua amarrado - e qualquer rumo aceitável para o povo.
Esta manifestação não é um “grito de alma”. Ela assinala uma ampla disponibilidade para a luta, confirmando múltiplos sinais, localizados ou sectoriais (como a greve dos médicos), ao longo das últimas semanas. Mas quem luta quer resultados – e essa é uma interpelação a quem responde pelo movimento sindical e pela esquerda.
Dito isto, importa desafiar o PS a posicionar-se. Na verdade, por detrás da retórica agressiva, não há um único sinal de rutura com o memorando de entendimento, apenas uma rejeição – que todos apoiamos – da TSU. Nessas condições, é igualmente ilusório pensar que estão criadas as condições para um Governo de esquerda. Nós precisamos de uma alternativa – e depressa, tal o ritmo de destruição do país. Mas essa alternativa tem de ser um puro início e jamais pode ser um ramo outro, ainda que superficialmente mais benévolo, da árvore podre.
Na Praça de Espanha, o coletivo organizador apelou aos sindicatos para a marcação, no curto prazo, de uma greve geral. Têm razão: a greve geral é a única forma de combate conjunto ao governo da troika que pode desenvolver os patamares de mobilização ontem alcançados. Essa greve deve ser uma experiência nova para o movimento sindical, partindo da capacidade deindignação, da ocupação do espaço público e da criatividade popular demonstrada. Paralisar o país, desde ontem, pode significar outra coisa.
Esta manifestação é a primeira de muitas e a próxima greve geral também terá outras pela frente. Ora, esse combate prolongado, para ter convergência, precisa de objetivos claros. É a isso que o Bloco chama um governo de esquerda: um campo político de rutura com a troika e com a austeridade, um programa essencial para responder ao colapso do emprego (anulação da dívida ilegítima e renegociação; taxar o capital; controlo público da banca). A manifestação de ontem diz-nos que há um povo que já arrancou. E pode ir por aí.


Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 19 de Setembro de 2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Moção: Contra a retenção de 5% do IMI


Considerando que:

1. A Portaria n.º 106/2012, de 18 de Abril vem privar os municípios de 5% da coleta de IMI no ano de 2012 (reportado ao ano de 2011);

2. Tal retenção é arbitrária e não reflete os reais custos que a reavaliação dos prédios urbanos tem em cada concelho, criando desigualdades entre os Municípios quanto aos custos que cada um de facto implica;

3. A reavaliação dos prédios urbanos, para efeitos de IMI (apesar de prevista desde o Decreto-Lei 287/2003, de 12 de Novembro), foi implementada de forma atabalhoada e pouco credível, por obrigação do memorando de entendimento entre o Governo e a Troika UE/BCE/FMI, para o qual os Municípios não contribuíram e ao qual não se vincularam;

4. Se exige cada vez mais às autarquias (em virtude do poder central se demitir unilateralmente das suas funções de Estado), colocando simultaneamente cada vez maiores restrições ao respetivo financiamento;

5. Face às dificuldades financeiras dos municípios e sendo a reavaliação do valor patrimonial dos imóveis uma competência da administração fiscal no âmbito do CIMI, a retenção abusiva de 5% é mais uma pressão ilegítima para que os municípios apliquem as taxas máximas do IMI acabará por agravar a carga fiscal já insuportável para a grande maioria dos cidadãos;

6. O regime de finanças locais é da reserva relativa de competência legislativa da Assembleia da República, nos termos do artigo 165.º, n.º 1, alínea q) da Constituição da República Portuguesa, e consequentemente objeto de reserva de lei;

7. Apesar da Portaria n.º 106/2012, de 18 de Abril, se fundar em competência regulamentar estabelecida no artigo 15.º - M do CIMI, tal se traduz numa inadmissível determinação de matéria que deveria ser definida por lei, e não
por regulamento, pondo em crise o artigo 112.º, n.º 5 da Constituição da República Portuguesa, visto ser uma verdadeira alteração ao Código do IMI e à Lei das Finanças Locais.


A Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos reunida em sessão ordinária, a 10 de Setembro de 2012, delibera:


1- Manifestar a sua total discordância com a Portaria nº106/2012, de 18 de Abril;


2- Remeter com urgência a presente Moção a Suas Excelências o Primeiro- Ministro, o Ministro de Estado e das Finanças, o Ministro- Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, à Associação Nacional de Municípios Portugueses, Freguesias do Concelho e comunicação social.


Os deputados municipais, eleitos pelo Bloco de Esquerda


Salvaterra de Magos, 10 de Setembro de 2012

Presidente da Junta de Freguesia de Salvaterra de Magos, em discurso directo no congresso da ANAFRE em Matosinhos

SAUDAÇÃO
AO REFERENDO EM MILHEIRÓS DE POIARES
Realiza-se amanhã, 16 de Setembro de 2012, o referendo em Milheirós de Poiares, validado pelo Tribunal Constitucional, no qual o povo desta freguesia é chamado a pronunciar-se sobre se deseja permanecer no concelho de Santa Maria da Feira ou integrar o vizinho concelho de S. João da Madeira.
Independentemente da vitória do SIM ou do NÃO, este exercício exemplar de democracia participativa e de cidadania corresponde ao apelo fundador do 25 de Abril e do nosso poder local democrático: O POVO É QUEM MAIS ORDENA!
Já outros Acórdãos do Tribunal Constitucional, nomeadamente em relação a Barcelos e a Crestuma, embora chumbando a formulação das perguntas em concreto, deixaram claro que esta matéria é referendável. E a viabilização do referendo em Milheirós sublinha que qualquer reforma administrativa séria não pode visar apenas as freguesias e só será viável com o envolvimento direto das populações no processo de audição e decisão sobre o futuro das suas terras.
Como afirmou recentemente o presidente da ANAFRE, em entrevista ao JN de 29 de Agosto, “os referendos deveriam ser obrigatórios, pois as pessoas é que sabem o que melhor lhes serve”. António Rebordão Montalvo, perito português do Conselho da Europa, considerou que estamos perante uma violação clara da Carta Europeia da Autonomia Local, subscrita pelo Estado Português, pois as populações deveriam ter sido ouvidas em todo este processo.
Assim, o 2.º Encontro Nacional de Freguesias, reunido a 15/09/2012, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos:
1 – Saúda o povo e os eleitos da Assembleia e Junta de Freguesia de Milheirós de Poiares pela realização do referendo, desejando que a máxima participação neste ato democrático contribua para a defesa da integridade da sua freguesia.
2 – Repudia a Lei 22/2012 por violar a autonomia das freguesias e manifesta a sua determinação em prosseguir a resistência contra a extinção de freguesias, à revelia dos seus órgãos e da vontade das populações.

FREGUESIAS – UMA POR TODAS E TODAS POR UMA!

15 de Setembro de 2012, em Matosinhos

O Presidente da Junta de Freguesia de Salvaterra de Magos

 João Nunes da Silva Santos

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O Referendo Local quanto à RATA


Intervenção do vereador Luís Gomes na reunião de Câmara:     


Quanto ao Referendo Local à Reorganização Administrativa Territorial Autárquica (RATA), afinal, o Bloco de Esquerda tinha razão.
Em duas semanas, o Tribunal Constitucional proferiu dois acórdãos (Acórdãos n.º 384/2012 e n.º 388/2012) e que de forma clara afirmaram a possibilidade legal de referendos locais em matéria de criação, fusão, extinção e modificação territorial de autarquias locais, ao contrário do que alguns vão afirmando no concelho de Salvaterra de Magos.
O Bloco de Esquerda tinha proposto, ainda antes da apresentação do Governo da Proposta de Lei n.º 44/XII, que viria a originar a já célebre Lei da RATAo Projecto de Lei n.º 163/XII, numa iniciativa legislativa que visava tornar obrigatório o referendo local nesta matéria, bem como flexibilizar o exercício da iniciativa legislativa de cidadãos. Este Projecto de lei viria a ser prontamente reprovado por todas as bancadas, com exceção da do Bloco de Esquerda.
Já com a vigência da Lei da RATA, os autarcas do Bloco de Esquerda promoveram um projeto de deliberação para a realização de referendo local no município de Salvaterra de Magos sobre esta matéria, recusado pelo PS, contrariando tudo o que até aquela data, tinha sido assumido, pelos socialistas de Salvaterra de Magos.
Este projecto de referendo foi rejeitado, com o piedoso argumento da inconstitucionalidade e ilegalidade de tal referendo.
Ora, estes acórdãos do Tribunal Constitucional constituíram a resposta inequívoca a todos aqueles que se escudaram na pretensa inconstitucionalidade dos referendos locais sobre esta matéria para negarem tal prática democrática. Assim o fizeram, de forma maioritária pelo país os eleitos do PSD, do CDS, mas também os do PS e da CDU, no nosso concelho.
O Tribunal Constitucional aprovou, por maioria, a realização de um referendo local sobre a possível integração da freguesia de Milheirós de Poiares, atualmente ligada a Santa Maria da Feira, no município de S. João da Madeira.
O acórdão do Tribunal Constitucional “chumbou” a deliberação da Assembleia Municipal de Barcelos para um referendo local sobre a extinção de freguesias. Sendo certo que o “chumbo” incide sobre a forma e o conteúdo da pergunta a submeter a referendo, é de realçar que o Acórdão acolhe a questão de princípio defendida desde o início pelo Bloco de Esquerda.
A verdadeira fobia de todas as forças políticas, com exceção do Bloco de Esquerda, às consultas populares, não pode deixar de merecer reflexão e reparo.
A Lei da RATA entrega a competência para decidir sobre a extinção das freguesias às Assembleias Municipais, condicionando-as com a tática do pau e da cenoura na sua decisão. Assim, se existir pronuncia nos termos definidos na lei, poderão beneficiar de um “desconto” no número de freguesias a extinguir. Se não o fizerem, não terão direito a tal benefício, o que leva muitos autarcas conformados a uma atitude de “correr atrás do prejuízo”, como sucede no nosso concelho.
Ora, este mecanismo é uma inversão do que até aqui acontecia, até agora, a iniciativa legislativa era exercida, e as autarquias locais davam o seu parecer em concreto, e a Assembleia da República legislava.
Percebe-se esta alteração do regime, como o PSD e CDS têm consciência da impopularidade da medida, por passe de mágica, colocaram o carro à frente dos bois, e transferem desta forma o ónus da proposta para as Assembleias Municipais que, como vimos, ficam ainda com o ónus de uma maior redução do número de freguesias caso não se pronunciem.
Esta estratégia só pode ser ditada por pura cobardia política. E é essa mesma cobardia que dita a negação constante dos referendos locais.
A RATA acaba por ser uma reforma que não respeita as populações e, inequivocamente, é feita de cima para baixo e não ao contrário, como pretendia do Bloco com o seu Projecto de lei.
Interessante é registar as intervenções de José Seguro, líder do Partido Socialista, contra a extinção de freguesias. Ao contrário, o PS de Salvaterra de Magos é o primeiro partido no país a propor em Assembleia Municipal a aplicação da lei e extinção de uma freguesia.
A bota do discurso de Seguro não bate com a perdigota da prática do PS/Salvaterra. Será só porque o município de Salvaterra de Magos tem uma maioria eleita pelo Bloco de Esquerda e a freguesia que quer extinguir também tem presidência do Bloco? É o cúmulo de cegueira sectária, aproveitamento politico e tentativa de benefício eleitoral.
O líder nacional do PS proferiu durante uma sessão solene na Câmara de Reguengos de Monsaraz, e centrada nos problemas do interior do país, a propósito da reforma da administração local, que a “única ligação” das aldeias com os serviços públicos é feita através das juntas de freguesia e acrescentou, “Não tem sentido haver portugueses de primeira e portugueses de segunda. É necessário investir e criar emprego no interior do país e que as pessoas vivam lá”, disse António José Seguro, manifestando-se contra a extinção de freguesias e o fecho de serviços públicos, como tribunais, centros de saúde, estações dos correios e postos da GNR. Mas em Salvaterra de Magos, os Socialistas remam em sentido contrário.
Termino, afirmando, respeitamos a decisão do Tribunal Constitucional, mas não podemos deixar de retirar todas as consequências jurídicas e políticas da decisão:

1 – A legalidade do referendo local sobre a criação, modificação territorial, extinção e fusão de autarquias locais;

2 – A imposição do recurso ao referendo local nesta matéria, por força do artigo 5.º da Carta Europeia da Autonomia Local;

3 – A necessidade de reformular, nos termos do Acórdão, as perguntas a submeter a referendo nas assembleias municipais e nas assembleias de freguesia já agendadas e a realizar.

Como nota final, reafirmamos que esperamos pelo apuramento da legalidade da pronúncia apresentada e aprovada pelo PS na Assembleia Municipal, como todos sabem o BE defende que esta pronúncia não respeita a lei e contrariamente ao que têm sido afirmado, leva a uma consequência, a extinção de 3 freguesias no concelho de Salvaterra de Magos.

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 01 de Agosto de 2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A Lei Das Celuloses


O Governo prepara-se para aprovar um decreto-lei que liberaliza a plantação do eucalipto e de outras espécies de crescimento rápido. É um verdadeiro favor à indústria da pasta de papel e um atentado à floresta e ao ambiente.
Vinda de uma ministra que acumula as pastas da Agricultura, do Ambiente e do Ordenamento do Território, a proposta faz o pleno nas consequências negativas para todas essas áreas.
Caso o decreto-lei venha a ser aprovado, deixa de carecer de qualquer autorização a arborização e a rearborização, com alteração das espécies preexistentes, em áreas inferiores a 5 hectares e até 10 hectares, respetivamente. Ora, nas regiões Norte e Centro a estrutura fundiária florestal está centrada no minifúndio. Mesmo no Sul, mais de metade do pinheiro bravo está em propriedades de dimensão inferior a 10 hectares.
Ou seja, a plantação de espécies de crescimento rápido como o eucalipto ficaria liberalizada na maior parte do território. Nas áreas que ultrapassem aqueles limites, a autorização passaria a ser tácita volvidos 30 dias. Para as médias e grandes propriedades, a burocracia encarregar-se-ia de encontrar essa solução.
As consequências são dramáticas em termos ambientais. A diversidade da floresta diminuiria, com acrescidos riscos para os ecossistemas. O eucalipto já é a segunda espécie com maior presença na floresta, logo a seguir ao pinheiro bravo.
Para o ordenamento da floresta e do território, o incentivo descontrolado à monocultura de espécies de crescimento rápido aumentaria o risco dos fogos florestais, a eucaliptização de terras de regadio aptas para a produção
agroalimentar, a separação entre agricultura e floresta e a desertificação demográfica. Tudo o que se torna necessário combater.
Na economia, trata-se de uma verdadeira ratoeira lançada pelas celuloses aos produtores e operadores florestais, com a colaboração do governo. O aumento da oferta de madeira levaria imediatamente a indústria a baixar os preços à produção. Aquilo que pode ser visto pelo pequeno produtor florestal como uma possibilidade de maior rendimento pela ampliação da área arborizada com eucalipto, vai acabar por redundar no esmagamento das margens de comercialização em benefício dos lucros dos grupos da celulose.
Até agora, os industriais pediam ao Governo para autorizar o alargamento da mancha de eucalipto o que, em geral, vinha a ser concedido. Porém, a partir da aprovação do decreto-lei nem precisam de pedir. A desregulação beneficia-os. Quando o preço da madeira baixar, os produtores florestais não terão recursos para a reconversão. O destino dessas parcelas será o abandono ou a sua entrega às explorações florestais das próprias empresas da celulose.
A floresta portuguesa constitui uma grande riqueza estratégica nacional. É inegável a sua importância económica e não menos importante a manutenção de ecossistemas florestais. A sua entrega à cupidez do lucro e ao mercado levará à destruição da floresta complexa e saudável. Este é o destino que o Governo lhe está a traçar, contra a economia da floresta, o ambiente e o interesse público.

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 20 de Julho de 2012

Os Professores


Eliminação de horários vai deixar milhares de professores sem colocação, o alerta vem da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), destacando que "a situação nas escolas é gravíssima e muito preocupante" devido à eliminação de horários, medida que vai deixar milhares de professores, contratados e efetivos, sem colocação ou desempregados.
De acordo com um comunicado da FENPROF, a eliminação de horários está a deixar milhares de professores sem componente letiva atribuída (horário-zero). A situação nas escolas é gravíssima e muito preocupante, alertando para o desemprego de milhares de professores contratados.
Os professores efetivos que ficam sem horário atribuído vão ter de concorrer a outras escolas ao abrigo do 'Destacamento por Ausência de Componente Letiva'. Os contratados também têm de concorrer, mas, segundo a FENPROF, correm o risco de ficar desempregados.
A estrutura sindical considera que "a confirmação deste problema" reforça as razões que a levaram a decidir várias ações que tem em curso.
O Bloco de Esquerda está atento à evolução da desregulamentação contratual e despedimento de professores no nosso concelho, manifestando toda a solidariedade com a comunidade educativa, em particular os professores, na defesa do ensino público e de qualidade.
Termino, informando das preocupações existentes no ensino profissional, na dificuldade de aprovação de cursos a tempo e horas e com critérios reconhecidos e identificados, por parte do Ministério da Educação. A Escola Profissional de Salvaterra de Magos (EPSM) não está alheia a este desnorte dos responsáveis educativos. A direção da EPSM está a desencadear um conjunto de iniciativas no sentido de ultrapassar estas medidas incompreensíveis deste governo, informando oportunamente dos resultados destas diligências e a respetiva leitura politica. Adiantando que o encerramento do Centro de Novas Oportunidades, no mês de Agosto, afecta cinco trabalhadores e as respectivas dificuldades de resposta aos seus docentes.

Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 20 de Julho de 2012

domingo, 15 de julho de 2012

Estado contrata enfermeiros a menos de quatro euros por hora


Os enfermeiros que começaram a trabalhar, a partir da segunda-feira passada, nos centros de saúde da região, subcontratados por empresas de prestação de serviços, vão receber quatro euros por hora, adiantou o Diário de Notícias. Por mês, receberão apenas cerca de 300 euros líquidos.
Até agora estes profissionais de saúde recebiam cerca de seis euros por hora, mas as novas regras do Estado para contratação de colaboradores em regime de prestação de serviços reduziram os valores a pagar às empresas e estabeleceram o preço mais baixo como critério dominante.
Segundo as contas feitas pelo DN, estes enfermeiros vão receber no máximo cerca de 300 euros mensais por cada 140 horas de trabalho, depois de descontados os impostos.
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses explicou ao DN que, em muitos casos, trata-se de enfermeiros que já trabalhavam nos centros de saúde para outras empresas, ou até para a mesma, e que veem o valor pago por hora baixar para os 3,96 euros. O sindicato vai por isso reunir-se na próxima segunda-feira com a Administração Regional de Saúde para fazer uma exposição sobre a situação.
Em comunicado, o sindicato explica as contas da "roubalheira" da subcontratação: "em concreto o valor hora proposto para pagar o trabalho qualificado de um enfermeiro é de 3,96€, o que corresponde a 554,40€/mês. (...) Contudo, a ARS de Lisboa e Vale do Tejo, pagará à empresa Sy-Care e Medical Search, por cada um destes enfermeiros, 1,151€".
João Vilaça, administrador da Medical Search, uma das empresas vencedoras, citada pelo DN, lamenta que para o Estado apenas conte o valor a pagar e não a qualidade dos enfermeiros contratados. E explica que “os preços desceram 45 por cento em relação ao caderno de encargos do concurso anterior”, já que a ARS estabeleceu como preço máximo o que era pago (seis euros) e como mínimo um valor 50 por cento inferior, sendo obrigada a escolher as propostas mais económicas.
Já o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, diz não conhecer os valores pagos, justificando que não contratam enfermeiros mas sim serviços de enfermagem.
Na semana passada, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses já tinha anunciado que vai exigir ao Ministério da Saúde que cerca de 3000 enfermeiros com vínculo precário sejam admitidos na função pública, num regime de exceção semelhante ao encontrado para os médicos. Em causa estão profissionais que estão há vários anos no Serviço Nacional de Saúde a cobrir necessidades permanentes.
Consideramos inaceitável a forma como este governo trata estes profissionais de saúde, indispensáveis ao garante da qualidade prestada pelo SNS, como estaremos todos atentos, nas consequências que estas medidas terão, nos possíveis cortes e na qualidade da prestação deste serviço, no nosso concelho.


Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 06 de Julho de 2012

10 mil falências nos primeiros seis meses do ano


A cada dia que passa, 53 pessoas e empresas declararam falência. São 10 mil insolvências nos primeiros seis meses do ano, das quais, quase dois terços, dizem respeito a particulares. Os números dispararam 83 por cento quando comparados com igual período de 2011, no maior aumento dos últimos cinco anos.
Os números, compilados pelo Instituto do Informador Comercial a partir dos anúncios publicados em Diário da República, e dados publicados pelo jornal Público, revelam o crescimento abrutam das dificuldades financeiras sentidas pelos cidadãos.
Dos 9637 processos de insolvência que deram entrada nos tribunais, dois terços são relativos a famílias (6228). São 34 famílias que, a cada dia que passa, declaram em tribunal não ter condições para fazer face às suas contas.
O número contrasta com os 3102 processos registados em idêntico período do ano passado. O crescimento das dificuldades financeiras torna-se ainda mais notório quando se constata que, há apenas quatro anos, faliram apenas 408 famílias - um número que, na altura, não abrangia mais de 23 por cento do universo das insolvências que davam entrada na justiça.
O aumento das falências particulares é uma tendência que se tem acentuado nos últimos anos. Nos primeiros seis meses de 2011 já representavam 58 por cento dos processos, atingindo agora 64 por cento. A crise é um dos principais fatores associados a este fenómeno, nomeadamente através do aumento do desemprego e da diminuição acentuada de rendimentos, mas os dados indicam também um maior conhecimento das potencialidades deste mecanismo legal.
A legislação em vigor permite, em alguns casos, um perdão da dívida e a lei das insolvências possibilita, através da exoneração do passivo, que os devedores possam começar do zero ao fim de um período de cinco anos.
Estes números demonstram que a politica levada a cabo pela Troika/PSD/CDS e com o apoio empenhado do PS é um autêntico falhanço.


Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 06 de Julho de 2012

terça-feira, 3 de julho de 2012

Têm muito medo de saber qual a vontade do povo

Têm muito medo de saber qual a vontade do povo

"Presidente da Câmara falta a compromisso aprovado

A proposta para a pronúncia sobre a extinção das freguesias de Carvalhal de Vermilhas e de Fornelo do Monte foi apresentada pelo presidente da Junta de Figueiredo das Donas (PSD) no período antes da ordem do dia o que é manifestamente ilegal, já que não existia qualquer ponto específico na ordem de trabalhos para esse efeito.

O PSD conseguiu impor o voto secreto como forma de decisão, o que revela uma enorme falta de coragem em assumir esta proposta. Contudo, saiu-lhe furada a intenção de fazer com que a responsabilidade pela aprovação da extinção daquelas freguesias saísse diluída. De facto, os deputados do Partido Socialista declaram que eram contra a proposta, que recusavam o voto secreto e que, para que ficasse claro quem eram os responsáveis pela aprovação da proposta de extinção das freguesias, abandonaram a sala no momento da votação.

O que se passou nesta Assembleia foi um golpe rasteiro que pretendeu esvaziar, de forma ilegal, a discussão e aprovação de um referendo local, cuja discussão fazia parte da ordem de trabalhos desta Assembleia por proposta da Câmara, evitando assim envolver os munícipes neste debate e dar ao povo a capacidade de decidir sobre o sentido do parecer a dar pela AM sobre a reforma administrativa.

Falhou também o presidente da Câmara Municipal que não cumpriu uma decisão tomada por unanimidade pelo executivo camarário de levar à Assembleia a proposta de referendo com pergunta concreta a ser feita pelo Gabinete Jurídico da CM. O presidente da Câmara escusou-se a fazê-lo e não apresentou a proposta de pergunta. Percebe-se, agora, qual foi a intenção de não aprovar a pergunta na reunião de Câmara. O presidente não cumpriu os seus compromissos e tomou uma atitude desleal e anti-democrática.

Este processo de atropelo à democracia foi um golpe rasteiro, uma tremenda falta de solidariedade entre freguesias e uma ilegalidade que será objecto de impugnação.

Golpe rasteiro porque não houve discussão prévia junto das populações atingidas nem entre os autarcas das respectivas Assembleias de Freguesia, tendo esta manobra do PSD procurado condicionar a AM, os vereadores e os deputados municipais.

Falta de solidariedade porque foi proposto por um presidente de Junta que julga poder salvar a sua freguesia à custa da extinção das outras que, por serem as mais afastadas da sede do concelho e com piores acessibilidades, até serão as que mais se justifica serem freguesias.

Atropelo à democracia porque tudo foi feito nas costas das populações atingidas sem que estas fossem consultadas. O PSD nunca colocou a extinção de freguesias no seu programa eleitoral, nem alguma vez expôs esta sua proposta aos munícipes. Será que as populações de Carvalhal de Vermilhas e de Fornelo do Monte teriam votado no PSD se soubessem que queriam a liquidação das suas freguesias?

Vouzela, 29 de Junho de 2012
Maria do Carmo Bica
(vereadora independente eleita pelo Partido Socialista)"- in Facebook

quarta-feira, 27 de junho de 2012

RELATÓRIO DE ATIVIDADES - Escola Profissional de Salvaterra de Magos

RELATÓRIO DE ATIVIDADES   
Faço nota deste relatório de atividades da Escola Profissional de Salvaterra de Magos, agora terminado o ano lectivo, destacando o esforço e empenho de toda a comunidade educativa, especialmente dos professores e alunos, que de uma forma exemplar se dedicaram, elevando bem alto o nome da EPSM e do nosso concelho.
Durante o corrente ano letivo a EPSM assinalou com diversas atividades, algumas datas relevantes:
- São Martinho
- Halloween
- Natal (encerramento do 1º período)
- Carnaval (cobertura media do Carnaval de Marinhais 2012)
- Páscoa (encerramento do 2º período)
- Dia Mundial dos Direitos do Consumidor
- Dia do Não Fumador
Decorreram ainda, durante o ano letivo 2011/2012, diversos concursos e projetos em que os alunos da escola estiveram envolvidos:
- Programa Leonardo da Vinci – Parcerias (intercâmbio de alunos e professores do Curso de Hotelaria e Restauração entre diversas escolas da UE com o objetivo de elaborar um projeto alusivo ao tema: “Food habits change – WHY?”, tendo a EPSM alcançado o 1º lugar num Concurso Europeu de Degustação, na Turquia)
- A nível do Desporto Escolar, a EPSM participou em vários campeonatos (corta-mato, futsal masculino e feminino e compal air), tendo conseguido o o 2º lugar no Compal Air e o 3º no Futsal Masculino.
- As turmas de 12º ano de Contabilidade, Informática e Eletrónica estiveram empenhadas no Projeto Inova – Jovens Criativos, empreendedores para o séc. XXI, com o qual se pretendia desenvolver um ambiente propício à inovação e à criatividade; fomentar, nos jovens, a capacidade analítica e o espírito crítico em contexto de deteção de oportunidades de negócio; incentivar os jovens para a assunção do risco; proporcionar a experiência de participação num concurso/competição e premiar e divulgar as ideias mais inovadoras.
- As turmas de Eletrónica da escola participaram durante todo o ano no Projeto Fundação Ilídio Pinho “Ciência na Escola”, no qual serão premiados os projetos que integrem uma visão multidisciplinar e que valorizem os recursos naturais e locais para solução de problemas concretos, encontrando-se a aguardar a decisão do júri.
- Durante o 2º e 3º períodos, o 11º ano de Comunicação – Marketing, Relações Públicas e Publicidade participou no Concurso para elaboração da bandeira do “Escolas amigas da água”, projeto desenvolvido em parceria com a Águas do Algarve, a Águas de Coimbra, a Águas do Ribatejo e a Quercus, arrecadando o 1º prémio. Neste projeto, participaram 1150 alunos de 24 estabelecimentos de ensino. A cerimónia de premiação realizar-se-á dia 14 de junho no Auditório da EPSM.
- A escola participou no Projeto “Ruas da Lezíria”, tendo alcançado o 1º prémio, num concurso em que se pretendia fomentar a cidadania ativa através da participação no conhecimento e compreensão da realidade mais próxima; conhecer e valorizar aspetos históricos, patrimoniais, económicos e sociais do local onde residem; reconhecer e reforçar a capacidade interventiva individual e coletiva dos jovens; incentivar a partilha e a troca de experiências entre alunos e escolas da Lezíria do Tejo e promover a identidade cultural no âmbito do território da Lezíria do Tejo.
- Em abril, as turmas de Eletrónica, Automação e Comando participaram no Projeto Nacional de Robots “Robotop 2012”, elaborando protótipos específicos de busca e salvamento e seguimento de linha junior.
- Em junho de 2012, os alunos de Eletrónica, Automação e Comando participaram com 3 projetos no 20º concurso de jovens cientistas e investigadores, organizado pela Fundação da Juventude com o objetivo de promover os ideais da cooperação e do intercâmbio entre jovens cientistas e investigadores e estimular o aparecimento de jovens talentos nas áreas da Ciência, Tecnologia, Investigação e Inovação.
- A EPSM esteve também presente na Feira Nacional da Agricultura 2012, apresentando diversos trabalhos, desde a Hotelaria à Eletrónica.
Foram também diversas as atividades organizadas pelos alunos e professores da EPSM:
- No mês de dezembro, os 10º anos da EPSM realizaram uma atividade subordinada ao tema “Os jovens e a sexualidade”
- Em março os 11º anos comemoraram o dia do π
- Em abril decorreram as Jornadas de Formação, que envolveram toda a comunidade escolar numa semana de atividades multidisciplinares
- Em abril teve ainda lugar o Colóquio “Uso racional da água”, organizado pelas turmas de 11º ano
- Durante o ano letivo decorreram ainda diversas visitas de estudo integradas nos programas disciplinares.

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 22 de Junho de 2012

Declaração politica

Intervenção do vereador Luís Gomes na reunião de Câmara.

O PS de Salvaterra de Magos tem afirmado que está contra a lei de extinção de freguesias aprovada pelo PSD/CDS e considera-a antidemocrática. Porém, foi o primeiro em todo o país a apresentar numa Assembleia Municipal uma proposta para aplicação da mesma lei.
Está contra a lei e considera-a antidemocrática, mas quer ser o primeiro a comprometer um município a aplicá-la, procurando minar a unidade e a solidariedade do município na defesa de todas as freguesias.
Recusou que a população do concelho de Salvaterra de Magos se pronunciasse sobre o assunto, votou contra uma proposta de realização de um referendo local e adiantou já que quer a extinção da freguesia do Granho, uma das mais afastadas da sede do município, com mais características rurais e com menos serviços públicos, precisamente uma das que mais se justifica ser freguesia.
Para além de ser uma espécie de batedor do ministro Miguel Relvas para a aplicação no concelho da lei de extinção de freguesias, aliás, fomos motivo de destaque esta semana na Assembleia da República, pelo referido ministro, ter destacado o nosso concelho como o primeiro a aplicar a lei, ficamos todos gratos ao PS, que, demonstra uma total falta coerência.
Na assembleia da república o PS, PCP e BLOCO de ESQUERDA recusaram participar na comissão liquidatária das freguesias (Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa, junto da Assembleia a República). PSD e CDS serão os únicos partidos a integrar a unidade técnica que avaliará as propostas dos municípios quanto à anunciada extinção de freguesias, em Salvaterra de Magos o PS aplica a lei.
Tal como a própria Associação Nacional de Freguesias – Anafre, fizera, PS, PCP e Bloco recusaram participar no processo. Carlos Zorrinho, líder do grupo parlamentar socialista, refere que "o processo de constituição da referida Unidade Técnica está inquinado, assegurando que os socialistas não indicarão qualquer nome por discordar da metodologia e da solução adotada”. Luís Fazenda, do BE, alegou "coerência" e a "rejeição do processo liquidatário de freguesias" para negar a participação, no entanto, em Salvaterra de Magos temos um PS a aplicar a lei.
Mais grave, é um PS, que não sabe, ou finge não saber, aplicar a lei e quer impô-la contra a vontade das populações.
A proposta que o PS apresentou na Assembleia Municipal é ilegal, tecnicamente errada e não tem qualquer viabilidade. Procura convencer as populações que é possível aplicar a lei sacrificando uma freguesia, a do Granho, para salvar as restantes, mas trata-se de uma aplicação da lei completamente falsa. Intencionalmente ou por incompetência, o PS está a vender uma ilusão, um verdadeiro embuste, e as razões são as seguintes:

a)    Os lugares contíguos que abrangem mais do que uma freguesia estão definidos na lei (Anexo II) que não permite que freguesias passem a não urbanas por descontinuidade geográfica entre os lugares urbanos. Só é permitida essa passagem se fundamentada nos critérios do nº 4 do art.º 5º que não inclui a descontinuidade geográfica. Portanto, dizer que Marinhais e Glória do Ribatejo podem ser consideradas como não situadas em lugar urbano “pois não existe contiguidade entre eles” é um erro e uma falsidade.

b)    A lei exige que a proposta de passagem de freguesia urbana a não urbana seja fundamentada nos termos do nº 4 do art.º 5º. Ora, a proposta do PS não indica um único fundamento para esse efeito, tornando-a absolutamente ilegal e não credível. Mais uma vez o PS mente e cria uma autêntica mistificação sobre a possibilidade das freguesias de Foros de Salvaterra e de Glória do Ribatejo não serem consideradas urbanas.

c)    De acordo com as alíneas anteriores, dizer como o PS diz que no concelho poderão ser consideradas 5 freguesias não urbanas e apenas uma urbana, deduzindo-se daí que “bastaria extinguir uma para salvar as restantes”, não tem qualquer sustentação numa análise minimamente atenta da lei. Não é verdade e só pode ter como objetivo desmobilizar a luta de todos contra a extinção de qualquer uma das nossas freguesias, procurando obter ganhos partidários.

d)    É preciso ser verdadeiro e falar claro à população do concelho de Salvaterra de Magos: quem estiver de acordo com a aplicação da lei terá de indicar pelo menos 2 freguesias a abater. O PS já indicou a freguesia do Granho, terá agora de dizer qual a segunda freguesia que vai querer eliminar.
O Bloco comprometeu-se a lutar até ao fim por todas as freguesias, sem ceder às chantagens que o governo colocou na lei para obrigar os municípios a fazer o trabalho sujo de indicar as freguesias para extinção. O governo que o faça, sabendo-se agora que em Salvaterra terá a colaboração de um PS rendido à aplicação da lei de extinção de freguesias, à politiquice e aos meros interesses partidários.
Há ainda muito tempo, até 14 de Outubro, para que a Assembleia Municipal se pronuncie sobre se está de acordo ou não com a aplicação da lei, mas o PS é “mais papista que o Papa” e quis comprometer já o município, na última assembleia Municipal, com a extinção da freguesia do Granho.
Não quer ouvir as populações das várias freguesias, não quer contribuir para a defesa solidária de todas as freguesias e não tem qualquer pudor em atacar a população do Granho e a sua freguesia. É uma manobra partidária lamentável e mesquinha que tem como único objetivo tentar ficar com o maior número de presidências de freguesias no município de Salvaterra de Magos.
Levou, inclusivamente, os presidentes de Junta de Freguesia do PS a contradizerem-se publicamente. Todos subscreveram e foram entregar na Assembleia da República uma Petição com perto de cinco mil assinaturas para que sejam mantidas as seis freguesias. Passadas algumas semanas dessa iniciativa tiveram de votar, na última Assembleia Municipal, a favor da proposta do PS para a extinção da freguesia do Granho, toda ela baseada em erros técnicos e falsidades.
Aprovou diversas moções apresentadas pelo Bloco de Esquerda em Assembleia Municipal, Câmara Municipal e Assembleias de Freguesia, na defesa do referendo local, que permitisse a legitimidade politica e desse voz à população, e na hora decisiva recusa o referendo.
O Bloco de Esquerda considera que a população do nosso concelho merece todo o respeito e lealdade e condena o Partido Socialista por faltar à verdade e não cumprir a sua palavra na consulta da vontade da população.
O Partido Socialista demonstrou mais uma vez a falta de lealdade e honestidade politica ao não aceitar analisar as propostas das restantes forças políticas no seu devido tempo.
O Bloco de Esquerda reforça a sua intenção de apresentar uma solução de pronúncia, dando resposta à lei 22/2012 de extinção/fusão de freguesias, respeitando o seu compromisso com a população do concelho de Salvaterra de Magos.

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 22 de Junho de 2012

Declaração politica - Grécia

Intervenção do vereador Luis Gomes na reunião de camara. 

As eleições Gregas deram a vitória à Nova Democracia, que ganhou as eleições com 29,7% dos votos, seguida da Syriza com 26,9%, do PASOK com 12,3%, dos Gregos Independentes com 7,5%, da Aurora Dourada (neonazis) com 6,9%, da Esquerda Democrática com 6,2% e do Partido Comunista (KKE) com 4,5%.
O Syriza publicou uma curta declaração, afirmando: “Centenas de milhares de pessoas hoje quebraram o medo. A Syriza enviou ao mundo uma forte mensagem contra a política do memorando. A Syriza garante uma forte oposição contra um governo fraco. Não trairemos a confiança do povo grego”, afirma o Syriza.
Syriza insistiu que a única maneira de sair da crise é reverter as medidas de austeridade. E garantiu que se oporá a uma aliança dos poderes do passado, dentro e fora do país. “Começámos a luta para acabar com o plano de resgate.
“Estaremos presentes na oposição, representaremos aqueles que estão contra o memorando” e as políticas de austeridade da União Europeia e do FMI, prometeu Tsipras aquando das suas declarações após saber-se o resultado das eleições.
Os resultados do Syriza “quebram o dogma de que não existe alternativa. Estes resultados foram uma grande vitória da esquerda, o resultado que a Coligação da Esquerda Radical - Syriza obteve nas eleições na Grécia, demonstram um voto de resistência contra a austeridade.
A Europa aproxima-se da hora das grandes decisões. Ou se afunda numa espiral de austeridade, recessão e pobreza que mina (como na década de 1930) os fundamentos da própria democracia. Ou inverte o rumo suicidário e abre um novo ciclo de resgate social, de combate às desigualdades e de desenvolvimento sustentado.
Parabéns, Syriza, pelo teu contributo.                               
Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 22 de Junho de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

PS quer enganar população do Concelho de Salvaterra de Magos e defende a extinção da Freguesia do Granho


O PS de Salvaterra de Magos tem-se afirmado contra a lei de extinção de freguesias aprovada pelo PSD/CDS, considerando-a antidemocrática. Porém, foi o primeiro em todo o país a apresentar numa Assembleia Municipal uma proposta para aplicação daquela mesma lei.

Diz ser contra a lei e considera-a antidemocrática, mas quer ser o primeiro a comprometer um município a aplicá-la, procurando minar a unidade e a solidariedade do município na defesa de todas as freguesias.

O PS recusou que a população do concelho de Salvaterra de Magos se pronunciasse sobre o assunto e votou contra uma proposta de realização de um referendo local. Mas defendeu logo a extinção da freguesia do Granho, uma das mais afastadas da sede do município, com mais características rurais e com menos serviços públicos, precisamente uma das que mais se justifica ser freguesia.

Para além de ser uma espécie de batedor do ministro Miguel Relvas para a aplicação no concelho da lei PSD de extinção de freguesias, o PS não sabe, ou finge não saber, aplicar o que a lei quer impor contra as populações.

A proposta que o PS apresentou na Assembleia Municipal é ilegal, tecnicamente errada e não tem qualquer viabilidade. Procura convencer as populações que é possível aplicar a lei sacrificando uma freguesia, a do Granho, para salvar as restantes, mas trata-se de uma aplicação da lei completamente falsa. Intencionalmente ou por incompetência, o PS está a vender uma ilusão, um verdadeiro embuste, por várias razões.

Os lugares contíguos que abrangem mais do que uma freguesia estão definidos na lei, que não permite que freguesias passem a não urbanas por alegada descontinuidade geográfica entre os lugares urbanos. Só é permitida essa passagem se fundamentada em critérios precisos também indicados na lei --- que não incluem a descontinuidade geográfica. Portanto, dizer que Marinhais e Glória do Ribatejo podem ser consideradas como não situadas em lugar urbano “pois não existe contiguidade entre eles” é um erro e uma falsidade.

A lei exige que a proposta de passagem de freguesia urbana a não urbana seja fundamentada em termos muito precisos. Ora, a proposta do PS não indica um único fundamento para esse efeito, tornando-a absolutamente ilegal e não credível. Mais uma vez o PS mente e cria uma autêntica mistificação sobre a possibilidade das freguesias de Foros de Salvaterra e de Glória do Ribatejo não serem consideradas urbanas.

Portanto, dizer como o PS diz que no concelho poderão ser consideradas 5 freguesias não urbanas e apenas uma urbana, deduzindo-se daí que “bastaria extinguir uma para salvar as restantes”, não tem qualquer sustentação numa análise minimamente atenta da lei. Não é verdade e só pode ter como objetivo desmobilizar a luta de todos contra a extinção de qualquer uma das nossas freguesias, procurando obter ganhos partidários.

É preciso ser verdadeiro e falar claro à população do concelho de Salvaterra de Magos: quem estiver de acordo com a aplicação da lei terá de indicar pelo menos 2 freguesias a abater. O PS já indicou a freguesia do Granho, terá agora de dizer qual a segunda freguesia que vai querer eliminar.

O Bloco comprometeu-se a lutar até ao fim por todas as freguesias, sem ceder às chantagens que o governo do PSD colocou na lei, para obrigar os municípios a fazer o trabalho sujo de indicar as freguesias para extinção. O governo que o faça, sabendo-se agora que em Salvaterra terá a colaboração de um PS rendido à aplicação da lei de extinção de freguesias, à politiquice rasteira e aos meros interesses partidários.

Há ainda muito tempo, até meados de Outubro, para que a Assembleia Municipal se pronuncie sobre se está de acordo ou não com a aplicação da lei. Mas o PS é “mais papista que o Papa” e quis comprometer já o município, na última Assembleia Municipal, com a extinção da freguesia do Granho.

O PS não quer ouvir as populações das várias freguesias, não quer contribuir para a defesa solidária de todas as freguesias e não tem qualquer pudor em atacar a população do Granho e a sua freguesia. É uma manobra partidária lamentável e mesquinha, um golpe com o único objetivo de tentar ficar com o maior número de presidências de freguesias no município de Salvaterra de Magos.

Levou, inclusivamente, os presidentes de Junta de Freguesia do PS a contradizerem-se publicamente. Primeiro, todos subscreveram e entregaram na Assembleia da República uma Petição com perto de cinco mil assinaturas, em defesa da manutenção de todas as seis freguesias do concelho. Poucas semanas depois, na última Assembleia Municipal, votaram a proposta PS de extinção da freguesia do Granho, uma proposta toda ela baseada em erros técnicos e falsidades.

O Bloco de Esquerda considera que a população do nosso concelho merece todo o respeito e lealdade e condena o Partido Socialista por faltar à verdade e não cumprir a sua palavra na consulta da vontade da população.

O Partido Socialista demonstrou mais uma vez a falta de lealdade e honestidade politica ao não aceitar analisar as propostas das restantes forças políticas, no seu devido tempo.

O Bloco de Esquerda reforça a sua intenção de apresentar uma solução de pronúncia, dando resposta à lei 22/2012 de extinção/fusão de freguesias, respeitando o seu compromisso com a população do concelho de Salvaterra de Magos.

Salvaterra de Magos, 18 de Junho de 2012      
                                                                 Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos         

domingo, 17 de junho de 2012

conferência de imprensa - reorganização administrativa territorial autárquica (Lei 22/2012)


O Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos vai organizar na próxima segunda feira (18 de junho / 18h30m), uma conferência de imprensa para abordar os recentes desenvolvimentos sobre o processo da reorganização administrativa territorial autárquica (Lei 22/2012) - que exige a redução do número das freguesias.
Por iniciativa do Partido Socialista, a Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos foi das primeiras a nível nacional a acatar a reorganização administrativa territorial autárquica, tendo como consequência a indicação de que a freguesia menos populosa do concelho de Salvaterra de Magos, o Granho, seja reagrupada a uma das seguintes freguesias: Marinhais Muge, ou Glória do Ribatejo.

Assim, o Bloco de Esquerda promove esta conferência de imprensa no Salão da Junta de Freguesia do Granho, com a presença de Presidentes de Junta, Presidente do Município e líder da Bancada do BE na Assembleia Municipal.             

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Recordar a luta do proletariado agrícola pelas 8 horas

Comemora-se este ano o 50º aniversário da conquista da jornada de trabalho de 8 horas, pelos trabalhadores agrícolas.
Foi no mês de Maio de 1962 que mais de cem mil trabalhadores rurais do Alentejo e do Ribatejo, depois de terem recorrido à greve, puseram fim ao horário de trabalho medieval de “sol a sol” que vigorava nos campos.
Enquanto os trabalhadores da indústria e do comércio tinham conquistado o horário de trabalho de 8 horas em Maio de 1919, na I República, os trabalhadores do campo só em 1962, durante o regime fascista, alcançaram esse objetivo.
Essa vitória histórica do proletariado alentejano e ribatejano está estritamente ligada às jornadas comemorativas do 1º Maio, Dia Mundial do Trabalhador, que no ano de 1962 atingiram um dos pontos mais altos na luta contra o fascismo.
A limitação legal da jornada de trabalho foi considerada, desde 1886, como a condição preliminar para o êxito de todos os outros esforços visando a emancipação dos trabalhadores. E essa luta foi, juntamente com a luta pelo salário, o objetivo principal das lutas operárias dos últimos 120 anos. Aliás, a luta pelo salário e pelo horário acompanham os sindicatos desde o seu nascimento. Esse objetivo mantém ainda hoje toda a sua atualidade, assim dita a politica deste governo e da troika.

Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 13 de Junho de 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

EM DEFESA DE TODAS AS FREGUESIAS – CONSULTAR AS POPULAÇÕES

Intervenção do vereador Luís Gomes, realizada na reunião de Câmara de dia 13 de Junho
A determinação do Bloco é a de lutar pelas freguesias do município de Salvaterra de Magos e pela atual configuração da divisão administrativa do território, considerada por todas as forças políticas representadas na autarquia como ajustada à presente realidade geográfica e a mais equilibrada.
Perante a publicação da Lei 22/2012 de extinção/fusão de freguesias, com cujos critérios discordamos abertamente, consideramos que só a consulta às populações poderá conferir legitimidade política para que os órgãos autárquicos se pronunciem em definitivo sobre a chamada “reorganização administrativa”.
A população deve ser consultada por dois motivos principais. Primeiro, porque os cidadãos não podem deixar de ser envolvidos num debate que os afeta diretamente. E segundo, porque nenhuma das forças políticas com assento na Câmara e na Assembleia Municipal tinham nos seus programas eleitorais qualquer proposta que levasse à extinção de freguesias.
Assim, face às imposições da lei, é preciso que esse debate se faça agora, através do instrumento legal de consulta popular que é a Referendo Local, já que não foi feito nas eleições autárquicas. Nós não fugimos desse debate, antes pelo contrário, temos vindo a promovê-lo. Esperamos que as restantes forças políticas tenham a mesma atitude de querer ouvir as populações, responsabilizarem-se perante elas e sujeitarem as suas propostas ao voto dos eleitores do município de Salvaterra de Magos.
Os nossos desígnios são muito claros:
Primeiro, fazer o referendo local e conhecer o veredicto dos cidadãos sobre se concordam ou não com a agregação, extinção ou fusão de qualquer uma das freguesias.
Segundo, na sequência do referendo e dentro dos prazos permitidos pela lei, promover na Assembleia Municipal o debate entre as várias propostas para as freguesias e elaborar uma pronúncia a enviar à Assembleia da República.
Há tempo para estes dois momentos, não precisamos de precipitações em matéria tão sensível e que mexe tão profundamente com a identidade e os interesses das populações de cada uma  e de todas as freguesias.
Confrontados com diversas e discordantes posições do PS, nomeadamente do PS Nacional, do PS local, do Vereador Hélder Esménio e do Vereador Rui Simões, temos assistido essencialmente a um mau serviço prestado ao nosso concelho, especialmente porque estamos a tratar de uma matéria crucial para o garante de um pilar fundamental da nossa sociedade, a defesa da democracia local.
Colocar em causa a bondade da realização de um referendo local em Salvaterra de Magos quanto à extinção e fusão de freguesias quando, até à presente data, sempre se pronunciaram a favor da consulta das populações, é no mínimo, nocivo para a democracia local.
Por questões de justiça é sempre bom relembrar que o Bloco de Esquerda está desde o primeiro segundo, na unidade e longe de querelas partidárias, empenhado na defesa de todas as freguesias! Através da apresentação de diversas moções na AM e CM, propostas de iniciativas na AM com a presença de todos os partidos, sessões públicas em todas as freguesias, concentrações populares, petição unitária de todas as freguesias que permitiu reunir mais de 4.000 assinaturas, suficientes para submeter a debate na AR, carta com posição conjunta de todos os presidentes de Junta de Freguesia e, conforme defendemos desde o inicio, a realização de um referendo local, sempre com o mesmo lema: todos juntos pela defesa de todas as freguesias!
A pergunta necessária é óbvia: o que foi promovido pelas restantes forças políticas do nosso concelho para a defesa das nossas freguesias?
Antes de mais, há que esclarecer os munícipes de Salvaterra de Magos sobre a postura do PS nesta matéria:
1 – Ainda no Governo liderado por José Sócrates, e muito antes de se pensar em recorrer à ajuda externa, José Junqueiro, empossado de Secretário de Estado da Administração Local, já vinha anunciando publicamente um plano para uma grande redução do número de freguesias.
2 – Foi o Partido Socialista que na negociação do memorando de entendimento com a troika consentiu que se colocasse como objectivo a atingir no cumprimento do mesmo, a redução substancial do número de autarquias locais.
3 – No âmbito do processo legislativo que originou a Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio, o Partido Socialista não apresentou qualquer iniciativa alternativa, nem uma única proposta de alteração na especialidade à Proposta de Lei do Governo.
4 – Diga-se claramente e sem distorções que, o único partido que esboçou uma solução alternativa foi o Bloco de Esquerda, com a apresentação da iniciativa legislativa que visava a realização de referendos locais obrigatórios e vinculativos para a criação, extinção e fusão de autarquias locais. E o Partido Socialista, o que fez? Prontamente votaram contra esta iniciativa ao lado do PSD e do CDS.
5 – Assim, o Partido Socialista não só é desprovido de soluções, como também, mais que parte do problema, faz parte da origem do problema!
Dito isto, vejamos a problemática de Salvaterra de Magos, em concreto:
Com atrevimento, o Vereador Hélder Esménio veio insinuar que com este referendo local o Bloco de Esquerda pretende afinal, evitar qualquer pronúncia da Assembleia Municipal e, com isso, sugerir que o BE pretende reduzir ao máximo o número de freguesias em Salvaterra de Magos! Que desfaçatez Sr. Vereador, em política não vale tudo!
E mais, face à pergunta para o referendo local, sugerida pelo Bloco de Esquerda, aponta, três erros:
“Erro 1 do BE) A Lei fala em pronúncia da Assembleia Municipal, não há pronúncias a favor ou contra. Ou os deputados se pronunciam ou os deputados não se pronunciam.”
Este é um argumento falacioso: nos termos da lei, a Assembleia Municipal pode não se pronunciar - artigo 14.º, n.º 1, alínea b) da Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio -, ou a Assembleia Municipal pode pronunciar-se contra a extinção de qualquer freguesia, nos termos do artigo 14.º, n.º 2 da Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio (o que sucederá é que a pronúncia será desconforme, nos termos do artigo 15.º, n.º 1 da Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio.
De qualquer modo, o Bloco defenderá que a Assembleia se pronuncie, nos termos que entender mais convenientes, depois da realização do referendo.
 “Erro 2 do BE) Não são os deputados municipais que promovem a agregação ou a extinção de freguesias nos seus concelhos. É a Lei 22/2012 que o promove, que o exige. Tanto é assim que pronunciem-se ou não os deputados municipais as freguesias serão unidas por decisão da Assembleia da República. O que se quer dos nossos representantes na Assembleia Municipal é que eles indiquem uma solução que permita manter 4 freguesias.”
Mais um engano falacioso, pois o artigo 11.º, n.º 1 da Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio, prevê a competência das Assembleias Municipais: a assembleia municipal delibera sobre a reorganização administrativa do território das freguesias”.
A lei exige a extinção de freguesias, mas não obriga, porque não pode, tendo em conta a autonomia do poder local, a que a autarquia se envolva no processo. Realmente é a AR que decidirá. Contudo, caberá à autarquia, querendo, pronunciar-se, apenas, se essa pronúncia é ou não favorável a uma reorganização segundo os critérios da lei. Sobre essa decisão acerca do sentido da pronúncia, nós vamos chamar as populações a decidirem em referendo.
“Erro 3 do BE) O BE, com esta questão, nem sequer cumpre o nº 2 do artº 7º da Lei Orgânica 4/2000 (lei dos referendos locais).
A pergunta do BE – ao contrário do que diz aquele artigo - não é formulada com precisão como evidenciámos com os erros que lhe apontamos. A pergunta do BE sugere indiretamente – e não devia – o sentido da resposta – votem NÃO - quando responsabiliza as Assembleias Municipais que se pronunciem pela promoção da agregação, da fusão ou da extinção de freguesias.”
Como diz o nosso Povo, “pior que o cego, é aquele que não quer ver”.
A pergunta é clara, objetiva e cumpre os preceitos constitucionais e legais. Mas nós estamos abertos a que o PS formule uma pergunta para o referendo ainda mais clara e objetiva. Aguardaremos até à próxima AM por essa proposta do PS.
Sobre o sentido da pronúncia da AM que o PS precipita agora, tomamos nota e vamos querer debatê-la, mas entendemos que é extemporâneo sem que a população se tivesse podido pronunciar através do referendo local. Nesta AM votamos o referendo e chamamos a população a debater e a pronunciar-se. A seguir discutiremos todas as propostas de pronúncia que surgirem - o Bloco terá a sua - e votaremos. A lei prevê para esse efeito 90 dias. Se lhes juntarmos as férias judiciais que interrompem os prazos, temos até meados de Outubro para emitir a pronúncia. Por que razão vamos precipitar essa decisão a 15 dias da publicação da lei? Vamos fazer esse debate com todos e não deixaremos de ter tempo para que a AM volte a reunir e a tomar posição sobre a pronúncia, de forma ponderada e sem precipitações.
O Bloco de Esquerda afirma com clareza:
1 – Se os cidadãos quiserem que a Assembleia Municipal se pronuncie no sentido previsto na lei, tem uma boa solução: votar sim no referendo, sendo o Partido Socialista livre de fazer tal apelo à população.
2 – Nenhuma força política na Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos está politicamente legitimada para se pronunciar sobre a extinção ou fusão de qualquer freguesia, pois nenhuma o afirmou na campanha eleitoral. Por isso, e consciente da limitação política do mandato representativo, e da necessidade de se devolver a voz ao Povo, o Bloco de Esquerda, com humildade democrática e respeito pelas populações, lhes devolve por esta via, a decisão.
3 – O Bloco de Esquerda, em consequência, recusa tomar qualquer decisão sem a legitimidade política, que será definida pelo resultado do referendo local.
E agora, o Bloco de Esquerda questiona: admitindo que o Partido Socialista pretende levar a cabo uma pronúncia de acordo com os critérios da lei, quais são as freguesias que pretende extinguir? Já foi informar ou já consultou a população dessas freguesias disso? É que, nesta matéria, devemos todos ser transparentes.
Por fim, reitero:
·         O Bloco é contra a extinção de qualquer uma das freguesias do concelho de Salvaterra de Magos;
·         A nossa proposta de referendo não coloca em causa a nossa posição, que defendemos caso o referendo seja convocado: somos contra, mas somos contra a extinção de qualquer uma das freguesias em Salvaterra e não de apenas algumas, como o PS tem vindo a sugerir.
·         Quem parece estar com graves dúvidas existenciais é o PS de Salvaterra e não o Bloco que, muito antes do PS acordar para o problema, já estava a fazer plenários em todas as freguesias a alertar as populações contra a extinção/fusão de freguesias.
·         O BE quer consultar as populações por considerar que nenhuma força política concelhia tem legitimidade para defender que a freguesia A ou B seja extinta, e obviamente, respeitará escrupulosamente o resultado desse referendo.
·         Neste referendo o que se está a tratar é da decisão sobre a pronúncia da AM, ou seja, se a autarquia concorda ou não com a extinção/fusão de freguesias. E para mais a autarquia não tem competências, porque a lei não lhas quis dar. Quanto ao resto, a jusante, será da estrita responsabilidade do governo e dos partidos maioritários na AR.
·         Na próxima AM, já amanhã, é chegado o momento da defesa da audição das populações sobre a modificação, extinção, fusão e alteração territorial das autarquias locais, através de referendo, chegou o momento das decisões, vamos aguardar pela responsabilidade e coerência de todas e todos.
Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 13 de Junho de 2012