segunda-feira, 24 de junho de 2013

Subsídio de férias

O governo, como é conhecido, decidiu ordenar aos serviços públicos que não paguem o subsídio de férias em junho, contra o que é estipulado na lei, atrasando-o para novembro e, em relação aos pensionistas, atrasou o pagamento do subsídio de férias para dezembro.
Porém, em relação às autarquias locais, o governo veio aceitar publicamente que elas têm autonomia própria para pagarem o subsídio de férias quando decidirem.
No que respeita às autarquias locais, não cabe ao Governo interferir nas decisões dos seus órgãos próprios. Nos termos da Constituição, cabe a cada autarquia local a responsabilidade administrativa de decidir sobre o processamento do pagamento dos subsídios aos respetivos trabalhadores.
Assegurado que as autarquias têm autonomia para pagarem o subsídio de férias aos seus funcionários no mês que a lei aponta, cada vez mais Câmaras, incluindo muitos executivos de maioria PSD, vêm decidindo cumprir a lei.
O governo regional dos Açores decidiu pagar o subsídio de férias em julho e todas as Câmaras da região, sejam de maioria PS ou PSD, pagam no mesmo mês.
Com base em dados referenciados apenas pela comunicação social nacional, estão listadas 74 Câmaras Municipais, que já decidiram pagar o subsídio de férias em junho (ou julho, no caso dos Açores). Certamente que muitas outras Câmaras decidirão no mesmo sentido.
Quero congratular a Srª Presidente e executivo pela decisão de procederem ao pagamento do subsídio de férias atempadamente, permitindo que todos os funcionários do nosso município possam organizar as suas vidas e respetivas férias, conforme é seu direito constitucional. O município demonstra através desta medida que têm todo o respeito pelos seus trabalhadores e está ao seu lado na luta contra os ataques constantes deste governo aos funcionários públicos.

Luís Gomes


Salvaterra de Magos, 19 de Junho de 2013

Professores em defesa dos alunos e da escola pública

Ministro da Educação tinha uma estratégia definida. Anunciar as medidas mais gravosas bem perto do fim do ano letivo. Se os professores reagissem a sua única oportunidade era a greve às avaliações e exames e aí a opção é atirá-los contra pais e estudantes.
Anunciou as medidas mais gravosas, despedimentos e aumento do horário, bem perto do fim do ano letivo. Se os professores se calassem, era anunciado o triunfo da paz social. Se reagissem a sua única oportunidade era a greve às avaliações e exames e aí a opção é atirá-los contra pais e estudantes. Esse foi o filme que passou nos últimos dias…
A decisão do tribunal arbitral sobre os serviços mínimos veio estragar-lhes a estratégia. A decisão não só dava razão aos professores, como claramente mostrava que se o Governo tivesse alguma preocupação com os alunos, tinha uma opção muito simples, o adiamento do exame para dia 20. Ficou claro que quem pretende sacrificar os alunos para atingir os seus objetivos políticos é o Governo.
Que aborrecimento para Crato. Ele já se julgava uma Margaret Thatcher a quebrar a espinha, não aos mineiros, mas aos professores, esses subversivos que têm de ser tratados a toque de requisição civil.
Crato é hoje o porta-voz de um violento ataque à Escola Pública. A sua atuação concretiza uma agenda ideológica que defende que os dinheiros do Estado devem servir para os grandes negócios privados e não para desenvolver os serviços públicos.
Os cortes cegos, os mega agrupamentos, o aumento do número de alunos por turma, a eliminação das Áreas de Projeto e Educação Cívica, o abandono das Áreas de Enriquecimento Curricular, tem como único objetivo eliminar milhares de postos de trabalho e reduzir o número de professores em funções.
O objetivo do executivo PSD/CDS-PP é degradar a qualidade que foi atingida nos últimos anos, na Escola Pública. Para isso instala um claro clima de insegurança nas escolas que constitui um verdadeiro atentado contra a qualidade do ensino.
Há uma opção ideológica do Governo que tem como objetivo a destruição de serviços públicos e a Escola Pública é claramente um alvo preferencial.
Há uma campanha clara para denegrir a escola pública e os seus profissionais.
Os professores dizem basta, na defesa dos seus alunos e da Escola Pública de qualidade.

Luís Gomes


Salvaterra de Magos, 19 de Junho de 2013

Escola Profissional de Salvaterra de Magos (EPSM)

A candidatura que formalizamos à PROALV, no âmbito do programa Leo Da Vinci – Mobilidades, foi aprovada com 89 pontos.(0-100).
A proposta de candidatura apresentada pela EPSM, destina-se a promover a mobilidade e intercâmbio de alunos finalistas dos cursos profissionais, nas áreas de Eletrónica, Hotelaria e Comunicação.

(Profissionalização) Na sequência da reunião de escolas profissionais realizada na última sexta-feira (ANESPO), alguns escolas expressaram a sua preocupação, tendo em conta que o Despacho n.º 10811/2011 de 1 de Setembro estabelece que a aquisição de profissionalização dos docentes das componentes científica e sociocultural deverá ocorrer até ao final do presente ano letivo.
Cientes de que nos últimos dois anos não foi possível criar condições para que todos os professores abrangidos pudessem realizar a sua profissionalização, quer por escassez de oferta, quer pelo facto de, como no caso dos psicólogos, a respetiva área de formação não estar integrada em grupo disciplinar, a direção da ANESPO solicitará uma reunião ao Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar com vista a definir uma metodologia de trabalho que permita resolver esta questão de forma clara e definitiva.

Continuamos sem qualquer informação da parte do Ministério da Educação sobre a oferta dos cursos para o próximo ano lectivo. Constatou-se que circula um conjunto de informações muito díspares relacionadas com as ações em curso em cada Direção de Serviços Regional, tendo em vista o planeamento e articulação da rede de oferta de cursos profissionais e cursos vocacionais e de educação e formação de jovens.

Luís Gomes
 Salvaterra de Magos, 19 de Junho de 2013


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Catarina Martins visita Escola Profissional de Salvaterra de Magos


No próximo dia 19 de Junho, quarta-feira, a coordenadora do Bloco de Esquerda e deputada, Catarina Martins estará de visita à escola profissional de Salvaterra de Magos no âmbito do plano de emergência social.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Declaração Política

Após a última reunião de câmara, tudo indica que haverá quem tenha entrado decididamente em campanha eleitoral neste órgão autárquico.

Os equívocos e contradições são frequentemente vindos das bancadas da oposição. Nas lutas político-partidárias sérias não são admissíveis todas as formas e posturas! Acima de tudo tem que prevalecer aquilo em que se acredita, o rumo! As agressões e demagogia enganadora são o último refúgio dos incompetentes!

É lamentável que continuemos a ter políticos que não consigam elevar a nobre função que ocupam, na representação de quem os elegeu.

Assistimos na última reunião a um ataque ao executivo de câmara sobre a inexistência de apoio aos atletas Márcio Neves e Valdo Neves, com um claro objetivo de aproveitamento politico. No entanto, de uma forma elevada e digna, a família do vice-presidente assumiu que enquanto tiver estas funções não queria qualquer apoio da câmara. Mais interessante é perceber, quando se refere à junta de freguesia de Marinhais, eu nada tem a dizer sobre a falta de reconhecimento e apoio aos atletas filhos da terra.

Continuamos a assistir ao vereador/candidato em permanentes comentários de maledicência e mentiras sobre a vida interna do Bloco de Esquerda e da sua candidatura, com os muitos independentes que fazem deste projeto ganhador e decisivo para a transformação do concelho. Demonstra mais uma vez não estar à altura das responsabilidades, mas, mais grave, é durante estes 4 anos de mandato não ter apresentado qualquer projeto para o concelho, a não ser o de ocupar o poder.

Sr. Vereador candidato, a democracia local teria muito a ganhar se procurasse contribuir com elevação para o debate e se colocasse à altura da posição que vai ter neste ato eleitoral.

Temos um candidato vereador que entrou na última reunião pelo campo dos ataques pessoais demonstrando não ter mais argumentos, mas o perigoso é saber se algum dia tivesse poder o que não seria? Ao ponto de necessitar da presença permanente de um deputado municipal que aproveita o espaço destinado ao público para colocar perguntas ao executivo para vir na defesa do seu vereador. Interessante registar que na assembleia municipal este mesmo PS impediu um vereador do BE de intervir a pretexto de não ser o seu espaço institucional… afinal, que democracia defende este PS?

Sobre a principal questão, a das freguesias, tenho a comunicar a este órgão executivo que, a intervenção produzida na última reunião de câmara pelo senhor vereador e candidato do PS é falha de verdade e procura ser manipuladora da opinião pública.
 
Tecnicamente mau, não consegue ler corretamente a lei, pelo contrário, distorce uma lei que já é má para a tentar moldar aos seus próprios interesses. Tenta aproveitar as diferenças entre concelhos, ignorando que a Lei é geral e abstrata e não é diferente de concelho para concelho.

O critério desta lei “mata freguesias”, do famigerado ex-ministro Relvas, foi dividir os concelhos portugueses em três níveis, desenhando critérios por níveis.
 
Ora o concelho de Salvaterra de Magos, de nível 3 e com 6 freguesias, tal como outros municípios em situação equivalente, apresentados anteriormente pelo Bloco, tiveram resultados idênticos fruto da aplicação da lei
 
A Lei de redução de freguesias, teve 3 propostas anteriores. A primeira, apresentada no chamado documento verde, a segunda, onde os municípios com menos de 3 freguesias não teriam de efetuar qualquer redução e, a última versão, curiosamente após a grande manifestação das freguesias portuguesas, que alterou de 3 para 4 a obrigação de reduzir freguesias, deixando fora da redução cerca de 1000 freguesias das 4000 existentes.
 
Em Salvaterra de Magos, temos um Vereador com a cobertura do Partido Socialista que assenta a suas convicções numa base da mentira e manipulação da opinião pública. Assim, vamos num mau caminho, senhor Vereador!
Mas os eleitores do nosso concelho estão atentos e saberão julgar os factos na altura exata, reconhecendo quem falou verdade e defendeu todas as freguesias do concelho sem qualquer distinção entre elas.
Diz o vereador candidato que são concelhos diferentes e o referendo é inconstitucional. São muitos os constitucionalistas que têm opinião diferente, nomeadamente o Prof. Jorge Miranda, com pode ser visto no recente livro editado pela ANAFRE, “A Reforma do Estado e as Freguesias”.
O PS de Salvaterra foi o primeiro e um dos poucos no País, sim, em todo o território nacional, que se bateu pela extinção de freguesias do seu próprio concelho. Assistimos a um partido político que, a nível nacional, é contra a Lei e se opõe à sua aplicação, mas, em Salvaterra, apressa-se a aplicá-la e a querer a redução de freguesias. O PS de Salvaterra de Magos acabou com a freguesia e da Glória do Ribatejo e Granho e foi decisivo para extinguir a dos Foros de Salvaterra e Salvaterra de Magos e esse facto histórico ninguém lhe pode tirar. Salvaram uma freguesia!? Não, mataram quatro!
Sr. Vereador o Direito era antes de Bolonha um curso de 5 anos, passando a 3 após Bolonha, no entanto em tempo algum ficou esse curso incluído no de Engenharia Civil. Pelo que, deixe lá a LEI que parece não entender, até porque o Direito é muito mais que a Lei e dedique-se à Engenharia, onde se espera para o bem comum que tenha mais capacidades, das reveladas em matéria de interpretação legislativa.
Os referendos locais são constitucionais, e o Tribunal Constitucional aprecia as perguntas que podem ou não ser constitucionais. É que os referendos locais são uma faculdade conferida pela Constituição da República Portuguesa e pela Lei dos Referendos, pelo que não podem ser, obviamente, Inconstitucionais!

Sr. Vereador, mais o informo que a Carta Europeia da Autonomia Local, tratado internacional ao qual Portugal aderiu e se encontra vinculado, e que exige, no seu artigo 5.º: "As autarquias locais interessadas devem ser consultadas previamente relativamente a qualquer alteração dos limites territoriais locais, eventualmente por via de referendo, nos casos em que a lei o permita.” E em Portugal existe uma lei precisamente para ornar os referendos locais possíveis.
Não se esqueça que, houve antes da manifestação das freguesias uma proposta de Lei de agregação das freguesias e depois outra que veio a entrar em vigor (ainda que, com a mesma designação). A diferença é simples. Na primeira e se fosse aplicada (mas nunca entrou em vigor) perdíamos como os outros concelhos nas mesmas condições do nosso 3 freguesias, na que entrou em vigor perdíamos e perdemos 2!
Em Salvaterra de Magos dizemos não à mentira e à manipulação da população.
Quanto ao Bloco estamos com consciência tranquila, lutámos contra a extinção de todas as freguesias e pela unidade de todos os munícipes, independentemente da sua freguesia, e apelámos à participação conjunta de todas e todos pela unidade que esta luta exigia. Foi assim quando lutámos numa primeira fase (documento verde) contra a extinção da freguesia de Marinhais, quando propusemos uma posição conjunta de todas as freguesias, quando propusemos um abaixo-assinado conjunto de todas as freguesias e recolheu assinaturas suficientes que obrigou a assembleia da república a debater a extinção das freguesias no nosso concelho.
Estivemos junto das populações quando fizemos sessões públicas em todas as freguesias e ouvimos a população e na concentração de protesto pela aprovação da lei. Cumprimos a promessa de apresentar a proposta de consulta da população sobre a alteração do mapa de freguesias e não desistimos pela defesa de todas as freguesias, com moções, propostas e intervenções na assembleia de república e nos órgãos do nosso concelho.
Mas a luta continua e num novo quadro legislativo a população do concelho de Salvaterra de Magos pode contar com a proposta e luta pela reposição das freguesias extintas, é esta a nossa promessa e todas e todos sabem que podem contar connosco.

Luís Gomes


Salvaterra de Magos, 05 de Junho de 2013

Protesto contra a austeridade juntou mais de cem cidades na Europa

Milhares de pessoas participaram nas manifestações "Povos Unidos Contra a Troika", a primeira iniciativa de convergência nas ruas do protesto europeu contra a austeridade. Em Portugal, a demissão do Governo foi outra das reivindicações dos manifestantes.
Lisboa, Madrid, Barcelona e Frankfurt foram as cidades onde o protesto se ouviu com mais força. Milhares de pessoas saíram às ruas para reclamar o fim da política de austeridade na Europa e da chantagem financeira sobre os cidadãos e exigindo mais democracia contra a ditadura dos mercados. Na cidade que acolhe a sede do Banco Central Europeu, a polícia atacou o cortejo da manifestação, dividindo-o e cercando uma parte dos manifestantes, o que deu origem a confrontos e detenções. Uma exceção à regra das mais de cem cidades onde o protesto decorreu de forma pacífica.
Madrid e Barcelona também juntaram milhares de pessoas nas manifestações "Povos Unidos Contra a Troika", um protesto que teve lugar noutras cidades do Estado espanhol. As críticas desta "Maré Cidadã" aos cortes da austeridade e ao resgate dos bancos juntaram sindicatos, associações e coletivos de luta contra os despejos ou de cidadãos burlados pelos bancos agora resgatados com dinheiros públicos. Em Madrid, os manifestantes cantaram a Grândola Vila Morena junto à representação da Comissão Europeia, uma música também entoada no protesto em Paris, convocado por iniciativa das delegações do Bloco de Esquerda, Syriza e Juventud Sin Futuro em França e apoiado por dezenas de coletivos e associações.
Em Portugal, as manifestações juntaram milhares de pessoas em Lisboa e Porto e algumas centenas nas restantes dezoito cidades, com uma presença forte de reformados. A exigência da demissão do Governo foi unânime em todas as localidades onde o protesto ocorreu, quer nas palavras de ordem entoadas pelos manifestantes, quer nas intervenções das assembleias abertas nas concentrações, referindo também o apelo à participação na greve geral de 27 de junho.

Luís Gomes


Salvaterra de Magos, 05 de Junho de 2013

EPSM

Fomos  premiados (600euros) no ciência viva, pela apresentação e conceção do  documentário sobre a cultura aviera.
Terça-feira, dia 4 de junho, às 14h30, no Cine Teatro da Chamusca, realizou-se a cerimónia de entrega de prémios da terceira edição do projeto “Escolas Amigas da Água”, uma parceria da Quercus e da Águas do Ribatejo. As instituições de ensino vencedoras foram o Centro Escolar de Riachos, Torres Novas e Escola Profissional de Salvaterra de Magos. Ainda foi atribuída a menção honrosa à Escola EB1/JI da Chamusca.
Ao longo do ano letivo, foi proposto às escolas participantes que desenvolvessem diversos trabalhos e atividades com o objetivo de sensibilizar para a temática da eficiência hídrica. A escolha da escola vencedora teve como base três critérios essenciais: a redução do consumo de água na escola; o efeito multiplicador das medidas implementadas na comunidade escolar e a criatividade dos trabalhos realizados.
As escolas vencedoras receberam uma bandeira “Escolas Amigas da Água” e uma peça exclusiva alusiva à água concebida pela Aguas do Ribatejo, e 70 economizadores de água para as torneiras, o que permitirá reduzir o consumo em 390 m3/ano e a poupança de 860€/ano. Esta oferta é possível pelo donativo da empresa Ecofree.
Sobre o Projeto
A Quercus, em parceria com a Águas do Ribatejo EM,SA, desenvolveu durante ano letivo 2012/13, a terceira edição do projeto “Escolas Amigas da Água” em seis escolas, abrangendo cerca de 620 alunos.
Entre as diversas atividades desenvolvidas pelas escolas participantes incluem-se a elaboração de:
 ·Gravações de músicas;
 ·Concurso de fotografia;
 · Leitura de histórias e posterior elaboração de trabalhos manuais sobre o   tema;
 · Maquetas que representam o ciclo da água;
 · Promoção de conferências e workshops sobre o uso racional da água;
 · Exposições dos trabalhos realizados.

Luís Gomes


Salvaterra de Magos, 05 de Junho de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O PS que nos resta!

Admiráveis (ou talvez não!) foram as felicitações do vereador do Partido Socialista e candidato, Eng.º Hélder Esménio, para com o povo da Glória do Ribatejo pela celebração dos 20 anos de "passagem a vila", quando o próprio (juntamente com o PS) teve um contributo decisivo na extinção desta freguesia!
O Bloco de Esquerda lamenta a hipocrisia com que o PS de Salvaterra de Magos e o seu candidato à câmara municipal, Hélder Esménio, congratula as gentes da freguesia da Glória do Ribatejo pelos 20 anos de passagem a vila, quando o seu esforço tão dedicado e aliás bem sucedido, há bem pouco tempo, para acabar com esta freguesia.

Coordenadora do Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos
 
Salvaterra de Magos, 27 de Maio de 2013

Dia 1 de Junho - Concentração em Santarém


Santarém continuará a marcar presença na luta social. No próximo dia 1 de junho, às 16h, realizar-se-á um protesto integrado no movimento “povos unidos contra a troika”.
O protesto / concentração está marcado para a Rua Comendador Landislau Teles Botas, em frente ao Centro de Saúde de S. Domingos, e poderá ter percurso se a adesão o justificar.
A degradação do serviço público de saúde, imposta pelas políticas da troika/governo, será o mote desta iniciativa. Em breve enviaremos um comunicado.
Consulta e usa o evento para convidares os teus amigos: https://www.facebook.com/events/105681862971138/?ref=22

PARTICIPA E DIVULGA

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Escola Profissional de Salvaterra de Magos


1. As escolas, até ao presente momento, continuam sem qualquer tipo de informação por parte da tutela sobre a distribuição de oferta formativa para ano 2013/2014. Esta situação é apenas pseudo normal, quando comparada ao ano anterior.

2. As novas oportunidades já terminaram, no entanto o nascimento dos novos centros ainda não aconteceu…

3. A EPSM já deu início as divulgações em escolas e outras entidades que tenham solicitado esclarecimentos sobre a escola. Estamos a trabalhar com base na oferta formativa que disponibilizamos no ano transato.

4. As formações modulares decorrem dentro da normalidade. Prevemos cumprir com as metas a que nos propusemos.

5. No âmbito das parcerias internacionais vigentes, uma comitiva constituída por alunos e professores de hotelaria da EPSM deslocou-se a Itália-Nápoles para um concurso internacional de sabores mediterrânicos.

6. Tem sido um êxito alocar estágios para os nossos alunos. As situações estão no bom caminho, no entanto, as restrições financeiras das famílias têm sido as nossas maiores preocupações, em particular para os alunos de hotelaria, que na sua larga maioria estagia a largas dezenas/centenas de quilómetros de casa. Privilegiámos, para os alunos provenientes de famílias carenciadas, estágios onde lhes são concedidas graciosamente dormida, comida e, em alguns casos, uma remuneração.

7. No dia 22 de maio terá lugar o dia da inauguração da FICOR- Coruche. A convite da autarquia local, iremos estar presentes, promovendo num show-cooking os sabores do montado. O objetivo da nossa participação é garantir uma degustação destes sabores, podendo simultaneamente colocar material de divulgação da própria escola (roll-up/folhetos) no espaço destinado para o efeito.

8. Decorreu, no dia 2 de maio, no auditório da EPSM, um colóquio, dirigido pelo Serviço da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana, de sensibilização sobre prevenção  de  incêndios. Sendo Portugal um dos países da europa mais afetado pelos incêndios florestais nos últimos anos, esta ação teve a intenção de alertar para a importância da adoção de procedimentos preventivos sobre o uso do fogo, a limpeza e remoção de matos e a manutenção das faixas de proteção.

9. No dia 24 de abril formalizou-se, no auditório a Escola Profissional de Salvaterra de Magos, a assinatura do protocolo entre esta escola e a DECO. A EPSM é agora uma Escola DECOJovem. Trata-se de um projeto promovido pela DECO que tem como objetivo ser uma estrutura de apoio, fonte de informação e formação, centro de recursos e um sítio para divulgar os projetos na área da Educação do Consumidor. Antes da cerimónia de assinatura do protocolo decorreu um colóquio dirigido aos jovens estudantes sobre Literacia Financeira.

10. As turmas dos 12.ºs anos assistiram, na EPSM, no dia 22 de abril, a uma sessão de esclarecimento sobre programas de apoio ao emprego e estágios profissionais. A iniciativa, que consideramos importante para os alunos finalistas da escola, contou com a presença de técnicos do Centro de Emprego de Salvaterra de Magos.

11. Assinalámos o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor com a iniciativa intitulada “Livros & Conversas Poéticas”. Além da divulgação dos resultados do Concurso de Poesia trilingue, organizado pela escola junto da sua comunidade educativa, esta cerimónia de homenagem aos livros, às leituras e à poesia contou com a presença de três poetisas: Alice Calçada, Gabriela Rangel e Piedade Salvador. O objetivo desta iniciativa, que possibilitou a escrita de poemas em português, inglês e francês, foi criar e consolidar hábitos de leitura e de escrita, dinamizar a criatividade, promover a poesia como género literário e valorizar a expressão literária.

12. No âmbito  do 1º Cruzeiro Religioso em  honra de Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo, fomos contactados pelo IPSantarém, a fim de podermos reunir para discutir a nossa participação. Solicitam um serviço de hotelaria gratuito aquando da chegada das embarcações ao Escaroupim, dia 27 de Maio. Esta reunião, em princípio, será amanhã e envolverá a Câmara de Salvaterra.

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 22 de Maio de 2013


1 de junho: Manifestação internacional contra a austeridade

No passado dia 26 de abril, o movimento Que Se Lixe a Troika promoveu uma reunião com ativistas de vários países durante a qual foi agendada uma manifestação internacional, a realizar-se no dia 1 de junho sob o lema Povos Unidos Contra a Troika.
Na conferência de imprensa durante a qual foi anunciada a manifestação internacional de dia 1 de junho estiveram presentes, entre outros, o ativista escocês Jonathon Shafi, o grego Zois Pepes, o francês Miguel Segui e a espanhola Yolanda Picazo. 
Comunicado divulgado de anúncio da iniciativa:
"A Europa está sob um violento ataque do capital financeiro que se faz representar pela troika (FMI, BCE, CE) e pelos sucessivos governos que aplicam as políticas concertadas com estas entidades desprezando as pessoas. Sabemos que esta ofensiva aposta em vergar os povos, tornando-os escravos da dívida e da austeridade. Atravessa a Europa e também deve ser derrotada pela luta internacional.
Cada um de nós, em cada país, em cada cidade, em cada casa, com as suas especificidades, sente na pele as medidas que aniquilam direitos conquistados ao longo de décadas, medidas que agravam o desemprego, que privatizam tudo o que possa ser rentável e condicionam a soberania dos países sob a propaganda da “ajuda externa”. É urgente que unamos as nossas forças para melhor combatermos este ataque.
O apelo que lançámos para uma manifestação internacional descentralizada circulou entre dezenas de movimentos em Espanha, França, Itália, Grécia, Chipre, Irlanda, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Eslovénia… Na reunião de ontem, 26 de Abril, em Lisboa, estiveram presentes companheiros e companheiras de vários países da Europa, que discutiram em conjunto esta proposta.
Assim, hoje sai consensualizado a nível internacional que sairemos à rua no próximo dia 1 de Junho: Povos unidos contra a troika!
Este é o início de um processo que se quer descentralizado, inclusivo e participado. Queremos construi-lo coletivamente e juntando as nossas forças. A partir de hoje a data de 1 de Junho será divulgada à escala europeia e todos e todas estão convidados a juntarem-se num protesto internacional contra a troika e contra a austeridade… a favor que sejam os povos a decidirem as suas vidas.
Apelamos a todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, coletividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós.
Queremos continuar a alargar os nossos contactos tanto nacionais como internacionais, porque estamos conscientes que será o somatório das nossas vozes que poderá travar a nova vaga de austeridade que está a ser preparada. Os povos da Europa têm vindo a demonstrar em vários momentos que não estão disponíveis para mais sacrifícios em nome de um futuro que nunca chegará. Por isso pensamos que é chegada a hora de uma grande demonstração da capacidade destes povos de se coordenarem na luta e na recusa destas políticas.
De Norte a Sul da Europa, tomemos as ruas contra a austeridade!"

Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 22 de Maio de 2013

Unir Forças pela Educação!


O governo anunciou novos cortes na Educação, através do despedimento de assistentes operacionais, técnicos administrativos e de milhares de docentes atirados para a mobilidade especial. Trata-se de um violento ataque aos direitos dos trabalhadores e à Escola Pública.
O objetivo é cada vez mais óbvio: proceder a cortes nos recursos humanos e empobrecer a Escola Pública para promover um ensino dual, onde a maioria das crianças e jovens se veem arredados de uma oferta educativa de qualidade. A introdução de exames no final do primeiro ciclo, a canalização precoce de alunos para a via profissionalizante e a criação do ensino superior curto, destinado aos alunos que vêm do ensino profissional são parte integrante desta estratégia.
Já o país reclama outro rumo. Multiplicam-se as iniciativas em defesa de uma Educação de Qualidade e da Escola Pública. Apesar dos sucessivos atropelos aos seus direitos, os atores educativos não desistem de contribuir para a construção de um futuro melhor para as novas gerações!
Professores e técnicos de educação denunciam o desinvestimento na educação, a degradação das suas condições de trabalho, e partilharam projetos para a promoção do sucesso educativo dos alunos. Estudantes e encarregados de educação tornaram claro que, apesar do agravamento das condições de vida, e do cerceamento à participação nos Órgãos Pedagógicos não desistem de marcar presença na vida das escolas.
A alarmante situação no ensino superior é, também, objeto de debate. O processo de Bolonha tem-se traduzido na diminuição da qualidade do ensino. O aumento das propinas e a diminuição das bolsas, que conheceu uma redução de 33,3% - sendo, em muitos casos, invocadas dívidas ao Estado - tem originado elevadas taxas de abandono e levado muitos estudantes a viverem numa situação de pobreza extrema: há alunos a passar fome para poderem estudar.
Todos sabemos que os munícipes do nosso concelho podem contar com o município de Salvaterra de Magos, é assim nas bolsas de ensino, transportes escolares, refeições, atividades extracurriculares, prolongamento escolar, manuais escolares, estágios escolares, etc.
Porque o que está em causa não são interesses setoriais ou corporativos, é a Educação, um dos pilares da democracia! É por isso que se torna imperioso fazer confluir as lutas setoriais em grandes jornadas em defesa da Escola Pública que congreguem todos os atores educativos. É assim no País, no distrito de Santarém e no concelho de Salvaterra de Magos, neste contexto, a constituição de Plataformas de Luta que integrem professores, estudantes, assistentes operacionais, técnicos e famílias, poderão, a nosso ver, contribuir para Unir Forças pela Educação!

Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 22 de Maio de 2013

sábado, 20 de abril de 2013

"A Verdade da Mentira"


O PS de Salvaterra de Magos e seus respetivos vereadores eleitos têm assente o seu percurso em mentiras ou numa total incompetência no que se refere à lei da extinção das freguesias. Desde o documento verde onde não acompanharam o BE na condenação clara da intenção do governo PSD/CDS em extinguir freguesias, com a argumentação que eles como representantes dos munícipes do concelho estavam à altura dos acontecimentos, a sua estratégia foi escrever cartas de sensibilização. Depois veio a proposta do BE sobre o referendo, foram a favor mas votaram contra, recusando a oscultação da nossa população sobre a proposta de extinção de freguesias. De seguida veio a intenção de serem contra a extinção das freguesias mas os primeiros a aprovarem a aplicação da lei que extingue freguesias, apresentam uma pronúncia com o PSD que salvava freguesias de serem extintas e acaba por ser desconforme como o BE sempre afirmou, defendendo no entanto que mesmo com uma pronúncia desconforme salvaram uma freguesia, de tudo tivemos neste processo e tudo foi uma mentira a todos níveis lamentável…ou uma completa incompetência…
Neste sentido informo da nota de imprensa que promovemos:

A Queda do Mito PS (a mentira tem perna curta...)

O PS de Salvaterra de Magos e o seu candidato independente titular de um blog de opinião, criaram um mito em relação à salvação de uma das freguesias com a sua (forçada) pronúncia desconforme.
Não querendo, esta coordenadora, continuar a esgrimir argumentos pró e contra, apresenta como exemplos, comparando todos os concelhos de Portugal nas mesmas condições do nosso (o de Salvaterra de Magos), os procedimentos e as análises efetuadas pela Unidade Técnica bem como o resultado final:

Municípios De:

Alandroal;
Alcácer do Sal;
Crato;
Ferreira do Alentejo;
Freixo de Espada - a - Cinta;
Lagoa;
Lousã;
Oliveira do Bairro;
Ourique;
Penela;
Proença - a - Nova;

Todos os concelhos acima descritos são de nível 3 e têm 6 freguesias, as assembleias municipais pronunciaram-se pela defesa de todas as freguesias ou, simplesmente, não se pronunciaram, tendo sido o resultado final, exatamente igual ao do Município de Salvaterra de Magos, a redução de 6 para 4 freguesias.

 Luís Gomes
Salvaterra de Magos, 17 de Abril de 2013

Comissões instaladoras das freguesias


O especialista em direito autárquico Cândido de Oliveira criticou o facto de não terem sido criadas comissões instaladoras para a grande maioria das novas freguesias, considerando que isto impede um voto verdadeiramente esclarecido dos cidadãos.

António Cândido de Oliveira falava durante a apresentação do livro "A Reforma do Estado e a Freguesia", lançado numa colaboração entre a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) e o Núcleo de Estudos de Direito das Autarquias Locais (NEDAL) da Universidade do Minho, que contém os textos apresentados na conferência com o mesmo nome realizada no final e outubro passado em Aveiro, assim como outros trabalhos acerca das freguesias, de autores como Jorge Miranda e Romero de Magalhães.

De acordo com o especialista, as próximas "eleições autárquicas [terão] problemas jurídicos que não deveriam existir". "Vamos votar para freguesias, para um território onde existem freguesias que estão extintas, mas que vão funcionar normalmente até ao dia das eleições. E as freguesias novas não existem, estão no papel", disse, considerando que "isto não respeita o direito dos cidadãos a votar em consciência".

O docente considerou "inacreditável que a grande maioria das mil e tal freguesias que foram criadas não tenha comissões instaladoras" porque "uma freguesia não nasce com órgãos eleitos".

"O que é a instalação de uma freguesia? É determinar sem dúvida o seu território e população, mas há muito mais coisas. É preciso saber, por exemplo, o património que tem, as dívidas, os contratos, as receitas e as despesas, o contencioso que porventura há, o pessoal que há. (...) Como é que se pode ter um voto esclarecido, lúcido, sem termos um conhecimento concreto da freguesia? Tenho muita dificuldade em perceber isso", acrescentou.

Segundo considerou, a reforma administrativa foi feita a correr, mas, mesmo tendo sido feita a correr, "poderia ter sido feita com mais cuidado". "Mas como não houve cuidado, vai ser necessário reformar a reforma", defendeu, realçando que "ao fazer-se um corte no número de freguesias sem ter em conta o número de freguesias por município, os resultados foram maus", porque "não é a mesma coisa" um município ter 80 ou apenas seis freguesias.
Outra dúvida levantada pelo docente está relacionada com a aplicação da lei de limitação dos mandatos aos presidentes das novas juntas.

"Se vingar a interpretação que diz que o mandato proibido se refere à própria autarquia, vamos ter uma possibilidade enorme de presidentes de junta [com três ou mais mandatos] que vão poder candidatar-se de novo, porque já não o estão a fazer à sua própria freguesia, mas àquela que resultou da reforma. Já não é a mesma freguesia", disse.

Isto cria, na sua opinião, uma certa desigualdade para com autarcas na mesma situação mas que não poderão recandidatar-se porque a sua junta de freguesia não foi alterada.

Armando Vieira, presidente da ANAFRE, realçou que a associação defendeu há cerca de um ano que teria sido melhor suspender este processo "e retomá-lo depois das autárquicas, para que não haja anomalias".

"É lamentável que tenhamos chegado a este tempo, em que há dúvidas sobre uma lei e que vai criar muitos problemas, sendo nosso entendimento que a Assembleia da República devia atempadamente ter corrigido a interpretação desta lei para que não surgissem dúvidas. Não é uma questão que tenha de ser esclarecida pelo Tribunal Constitucional. Esta é uma lei da AR e deveria ter sido esclarecida nesta sede", afirmou Armando Vieira.

Fonte: Agência LUSA

Termino por afirmar que o Bloco de Esquerda tudo fez para o esclarecimento e clareza democrática das respetivas escolhas que os nossos tempos exigem.

Luís Gomes
 Salvaterra de Magos, 17 de Abril de 2013