sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Morreu Nelson Mandela

Morreu Nelson Mandela

Nelson Mandela, primeiro presidente negro da África do Sul, o homem 
que liderou a luta para pôr fim ao regime racista do apartheid, morreu 
esta quinta-feira em Johannesburgo aos 95 anos de idade. "A nação 
perdeu o seu maior filho", disse o presidente Jacob Zuma, ao 
anunciar o falecimento. Mandela terá um funeral de Estado.

Nelson Mandela: Pai da moderna nação sul-africana. Foto de South Africa The Good News, wikimedia commons





























Nelson Rolihlahla Mandela era o mais importante líder da África negra, Prémio Nobel
da Paz de 1993, considerado o Pai da moderna nação sul-africana e "um dos maiores
 líderes morais e políticos do nosso tempo", segundo Ali Abdessalam Treki, Presidente
da Assembleia Geral das Nações Unidas em 2010.
Da militância estudantil à luta armada
Como jovem estudante do primeiro ano do curso de Direito na Universidade de Fort
Hare, Mandela começou a atividade política no movimento estudantil, num boicote
contra as políticas universitárias e foi expulso da universidade.
A partir de então envolveu-se na oposição ao regime do apartheid, entrando no
Congresso Nacional Africano em 1942, e fundando, dois anos depois, com Walter
Sisulu e Oliver Tambou (um de seus melhores amigos), entre outros, a Liga Jovem
do CNA.
Comprometido de início apenas com atos não-violentos, Mandela e seus colegas
decidiram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, em março de 1960,
quando a polícia sul-africana disparou sobre manifestantes negros, matando 69
pessoas e ferindo 180. Em 1961 fundou a ala armada do CNA - Umkhonto we Sizwe
(a Lança da Nação) para combater a discriminação do apartheid.
27 anos na cadeia
Foi condenado à prisão perpétua em 1964, pela sua luta contra o regime
segregacionista do Apartheid, que vigorava na África do Sul.
No julgamento declarou-se inocente das acusações lhe faziam, mas culpado por
lutar pelos direitos humanos, por liberdade, por atacar leis injustas e na defesa
de seu povo; admitiu ter feito sabotagens - algo que poderia ter omitido -
desafiando o governo a enforcá-lo. Falou por quatro horas, concluindo: "Durante
a minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Lutei contra a dominação
branca, lutei contra a dominação negra. Acalentei o ideal de uma sociedade livre
e democrática na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades
iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas, se for preciso, é um ideal
pelo qual estou disposto a morrer". Passou 27 anos na prisão.
Em 1985, não aceitou a liberdade condicional que lhe foi oferecida em troca de não
incentivar a luta armada contra o governo. Só seria libertado em 11 de fevereiro de
1990 pelo presidente Frederik Willem de Klerk, que também revogou a proibição do
Congresso Nacional Africano (CNA) e de outros movimentos de libertação. Mandela
tinha já 71 anos.
Fim do apartheid
Começava assim a transição para a democracia e o fim do apartheid, que culminou
com a vitória esmagadora do CNA nas primeiras eleições multirraciais do país, em
1994, com 62% dos votos e 20% do Partido Nacional do ex-presidente Frederik De
 Klerk. De acordo com a Constituição de transição negociada, Mandela assumiu
como presidente, e Thabo Mbeki, do CNA, e De Klerk, do PN, como vice-presidentes,
formando um governo de unidade nacional.
Uma nova Constituição seria aprovada em 1995, ano em que foi também formada
a Comissão de Verdade e Reconciliação, para investigar os crimes do apartheid.
Reforma
Em 1999, Mbeki foi eleito seu sucessor. Um ano antes, aos 80 anos, Mandela
casou-se pela terceira vez com Graça Machel, viúva do ex-presidente moçambicano
Samora Machel. O presidente sul-africano tinha-se divorciado de Winnie Mandela
em 1996.
Quando deixou a presidência, Mandela declarou que iria partir para uma tranquila
reforma, mas continuou a ter um papel internacional de relevo, só se retirando da
vida pública efetivamente quando completou 85 anos.








Moção apresentada em Reunião de Câmara de 04-12-2013

(Aprovada por unanimidade)

MOÇÃO

De acordo com o Relatório Doenças Oncológicas em Números – 2013, recentemente publicado pela Direcção-Geral de Saúde, a região de Lisboa e Vale do Tejo, em que se inscreve o concelho de Salvaterra de Magos, tem” lacunas graves na área dos rastreios oncológicos”.
Segundo esse relatório, na nossa região, o rastreio dos cancros da mama e do útero é em número considerado residual. Quanto ao cancro do cólon não houve, pura e simplesmente, qualquer rastreio. E estes são, precisamente, os 3 tipos de cancro em que, segundo a Direção Geral Saúde, se justificam programas de rastreio.
Os especialistas estimam que, de 2010 para 2030, o país passe de 40 mil novos doentes oncológicos, para mais de 55 mil. Nestas circunstâncias, tornam-se ainda mais preocupantes as graves lacunas detectadas no rastreio da doença.
A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, reunida em 04 de Dezembro de 2013 decide:
- manifestar a sua grande preocupação pelas deficiências apontadas no rastreio do cancro, nos 3 tipos em que os especialistas consideram mais se justificarem;
- solicitar ao Ministério da Saúde medidas que ultrapassem rapidamente a quase ausência de rastreio nestes principais tipos de cancro.
- propomos que esta moção, sendo aprovada, seja enviada ao Sr. Ministro da Saúde, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, ao ACES da Lezíria, à Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos, às Freguesias e União de Freguesias do Concelho de Salvaterra de Magos e à Comunicação Social.

Eleitos do Bloco de Esquerda











Intervenções na Reunião de Câmara de 04-12-2013


Posto da GNR de Salvaterra de Magos

Na última reunião de Câmara Municipal, assistimos a mais uma habilidosa tentativa de manipulação e total deturpação da verdade, por parte do Sr. Presidente, desta vez relativamente ao processo de transferência da GNR de Salvaterra de Magos, do actual posto para a desactivada escola primária da avenida.

O Sr. Presidente embora na posse de toda a informação sobre este processo, porque toda esta informação consta nesta Câmara Municipal, preferiu deturpar todos os factos deste processo e com esta deturpação denegrir a rigorosa gestão que o anterior executivo teve na conduta desta situação, levando a reboque e de um modo camuflado aquelas que provavelmente sempre foram as suas reais convicções neste processo da GNR em Salvaterra de Magos, fugindo ao entendimento que a Câmara Municipal, a GNR e o Ministério da Administração Interna, através do Secretário de Estado, atingiram aqui nesta mesma sala, a 16 de Janeiro do presente ano.

O Sr. Presidente tem na Câmara Municipal toda verdade sobre este processo. Um processo onde a Câmara Municipal foi desde a 1ª hora a entidade promotora do entendimento entre todas as partes para que a GNR em Salvaterra de Magos tivesse condições de trabalho dignas e que permitissem salvaguardar o importantíssimo serviço de segurança e proximidade que têm de prestar à população, mesmo que as condições e a gestão do trabalho da GNR sejam competência total do Ministério da Administração Interna.

Mas a verdade é só uma Sr. Presidente e resiste às suas tentativas de deturpação e manipulação dos factos deste processo pois nós estamos cá para a fazer chegar aos ouvidos da nossa população.

O Sr. Presidente sabe e omitiu que quem está a falhar neste processo não é a anterior gestão da Câmara Municipal. O Sr. Presidente sabe que quem está a faltar aos compromissos que assumiu para com a GNR de Salvaterra de Magos e para com a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos é o Ministério da Administração Interna. O Sr. Presidente sabe seguramente disto, sabe dos compromissos que foram acordados nesta sala e em todas as fases seguintes deste processo que foram delineados a partir da reunião ocorrida nesta sala a 16 de Janeiro, mas preferiu omiti-los e tomar a opção mais fácil: denegrir a anterior gestão e levar a GNR de Salvaterra de Magos a manter-se onde está de modo a libertar a escola primária da avenida e até o alojamento da falcoaria, para o cumprimento dos seus objectivos políticos, comprometendo tudo o que foi conquistado neste processo em prol das condições de trabalho da GNR em Salvaterra de Magos e da melhoria da qualidade do serviço prestado à população por esta força de segurança.

Mas vamos aos factos Sr. Presidente. Aos factos que o Sr. omitiu e deturpou.

A 16 de Janeiro, como referi, nesta mesma sala, por iniciativa da anterior Presidente de Câmara, reuniram-se à mesma mesa, a Sra. Presidente, o Sr. Secretário de Estado Adjunto do Ministro da administração Interna (entidade que tutela a GNR), o Sr. Comandante Distrital da GNR, o Sr. Comandante do Posto da GNR de Salvaterra de Magos, o Sr. Director da Direcção Geral de Infra-estruturas do MAI e demais representantes destas 3 entidades.

Foi consensual e assumido pelo Sr. Secretário de Estado Juvenal Silva Peneda, no seguimento das visitas anteriores efectuadas ao posto da GNR por parte do próprio Director Geral de Infra-estruturas do MAI, que o Posto da GNR de Salvaterra de Magos não tinha condições para o trabalho e para a estadia dos militares da GNR, e embora reconhece-se ser esta uma competência do Governo, solicitava à Câmara Municipal a melhor cooperação na resolução desta situação.

Foram então acordadas as medidas a tomar por ambas as partes para a urgente resolução dos problemas associados à situação do actual posto, tendo sido consensual a aceitação do edifício da escola da avenida, como uma solução perfeita para o novo posto, mediante a necessária adaptação do edifício a posto da GNR.

O Sr. Secretário de Estado deu indicações directas e precisas à sua equipa sobre como se iriam desencadear todos os passos para que Salvaterra de Magos fosse integrada no 2º Aviso de candidaturas ao QREN, que o Governo estava a delinear, dado que o 1º aviso já havia terminado anteriormente.

Ficou assumido e o Sr. Presidente sabe disto porque são factos que constam dos documentos desta casa, que a Câmara Municipal comprometeu-se a:
- acolher os militares da GNR provisoriamente no alojamento da Falcoaria, até à realização das obras de adaptação da escola,
- desenvolver o projecto de arquitectura de adaptação do edifício da escola a posto da GNR, mediante características definidas pela equipa de trabalho conjunta que foi definida e que efectivamente trabalhou, com técnicos da Câmara Municipal e da Direcção Geral do MAI,
- a obra é comparticipada em 85% pelo QREN, 10% pelo Ministério e 5% pela Câmara Municipal através da património cedido (a escola).

Todo este acordo e parceria foi alvo de uma minuta de protocolo, remetido à Câmara Municipal a 31 de Janeiro, tendo a câmara municipal dado a sua concordância a este clausulado nas primeiras semanas de Fevereiro e ficou-se a aguardar conforme fora transmitido, pelo gabinete do Sr. Secretario de Estado, pela assinatura formal do documento, embora os trabalhos entre a equipa técnica conjunta decorressem desde logo de modo a que o processo estivesse concluído a tempo do tal 2º Aviso.

A Câmara Municipal cumpriu desde logo com todos os compromissos que assumiu: alojou os militares, aceitou ceder a escola primária por 50 anos e lançou o concurso para selecção da empresa externa que iria desenvolver o projecto de adaptação do edifício.

O acordo foi público, foi assumido por todas as partes e estava no terreno a ser cumprido, com todas as entidades a cooperarem e a serem envolvidas no processo de definição das características técnicas e funcionais do novo posto. Depois de tudo definido e das várias reuniões técnicas decorridas, a Câmara Municipal lançou em Maio o procedimento concursal para a selecção do gabinete de arquitectura. Aqui está o primeiro facto que o Sr. Presidente deturpou, fazendo parecer que o anterior executivo teria feito uma adjudicação apressada em cima das eleições. O processo foi lançado em Maio e concluído na data que indicou, devido às sucessivas reclamações de empresas que não ganharam o concurso e que foram obrigando o respectivo júri a tomar decisões e a respeitar sucessivos prazos que arrastaram o processo. Tudo isto são factos, o Sr. Presidente conhece-os, mas omitiu-os.

Tudo foi decorrendo mas apesar da insistência crescente da Câmara Municipal para o recebimento do Protocolo Assinado, este tardava em chegar…

Dá-se a queda do Secretário de Estado Juvenal Silva Peneda no polémico caso das SWOP!

A Câmara intensifica os contactos para que seja aberto o prometido 2º Aviso do QREN e para que o Protocolo nos seja devolvido, mas salvaguardámos sempre o cumprimento total das competências que nos haviam ficado atribuídas, de modo a que nunca ficasse em causa por nenhum motivo que nos fosse imputado, qualquer responsabilidade que servisse de entrave ao concretizar da obra.

Toma posse um nove Secretário de Estado, Dr. Fernando Alexandre. O aviso do QREN continua por abrir e o Protocolo por chegar!

A Câmara intensifica ainda mais os contactos e chega ao ponto de enviar uma extensa exposição ao novo secretário de estado, a seu pedido, com todos os factos deste processo minuciosamente narrados! Este ofício seguiu em 26 de Julho, com 5 páginas muitos anexos e provas factuais dos factos relatados.

Recebeu a Câmara Municipal, poucas semanas depois, uma carta do Sr. Secretário de Estado, com uma resposta pró-forma, tipo chapa-cinco, procurando fugir às responsabilidades que foram assumidas pelo Ministério e às falhas processuais que foram cometendo.

O executivo intensificou ainda mais os contactos, sempre com o maior respeito institucional e salvaguardando a contínua cordialidade enquanto entidades de bem, e exigiu o assumir de todos os compromissos por parte do Ministério, uma vez que a Câmara Municipal havia cumprido com tudo o que estava comprometida.

Nestes contactos ficámos a saber os reais contornos destes propositados atrasos, que o Sr. Presidente bem conhece mas que, à boa maneira a que já nos habituou, optou em proveito próprio por omitir.

O Governo reteve o protocolo de Salvaterra propositadamente e não abriu até o tal 2º Aviso do QREN também propositadamente. Pelo simples facto de ter sido obrigado a ter que assumir todos os compromissos que assumiu com outros protocolos semelhantes ao nosso, com outras câmaras, aquando do 1º Aviso destas candidaturas em orçamento de estado, porque o QREN recusou-se a co-financiar este tipo de obras através de candidaturas de Câmaras Municipais, por entender que são forças de segurança da responsabilidade do Governo e não das autarquias.

Foi pós este facto que o Protocolo foi retido e o aviso nunca foi aberto! E o Sr. Presidente sabe de todos estes factos!

E sabe mais, mas também escondeu!

Sabe que a anterior Presidente pediu uma audiência urgente com o Sr. Ministro da Administração Interna. Sabe que neste pedido a Câmara Municipal juntou todos os elementos de prova que comprovam que a razão nos assiste e que cabe ao Governo respeitar a sua parte e assumir os seus erros. Salvaterra de Magos pelos compromissos que assumiu e cumpriu queria ser tratada como todos os casos do 1º Aviso do Concurso do QREN. E sentimos abertura do Gabinete do Sr. Ministro para tal até por não sermos já caso único!

A audiência é finalmente marcada, convocando o Sr. Ministro para a reunião também o novo Secretário de Estado e o Director Geral de Infra-estruturas do MAI, para que tudo fosse esclarecido e assumido. Tínhamos já esta informação e trabalhávamos nesse sentido. Daí o nosso silêncio em não tornarmos pública a situação.

Um dia antes da audiência, a secretária do Sr. Ministro contactou a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos e desmarca a audiência com a justificação do Sr. Ministro ter entrado antes do inicialmente previsto em reuniões do Governo para preparação do Orçamento de Estado para 2014.

Continuámos a insistir e a pedir a audiência de modo a que as responsabilidades fossem assumidas e os interesses da Câmara, da população e da GNR de Salvaterra de Magos salvaguardados!

Dá-se o fim do mandato e deixamos-lhe esta direcção e o caminho deste processo claramente definidos. Bastava o Sr. Presidente defender os interesses do concelho e obter esta audiência com o Ministro, levando-o a assumir, como já fez noutros casos, as responsabilidades do Governo no custo da obra em sede de orçamento de Estado.

Mas o Sr. Presidente preferiu mandar parar o projecto de arquitectura e fazer o favor ao Governo de não assumir as suas responsabilidades neste processo. Preferiu fazer deste processo uma falha da anterior Presidente de Câmara.

Preferiu omitir factos e deturpar toda a situação. Preferiu recuperar para si o edifício da escola da avenida que possui uma localização perfeita para o serviço de segurança e proximidade que a GNR pretende prestar à população que beneficia do trabalho deste posto e que foi reconhecida pelo Ministério e por todas as figuras de responsabilidade da GNR que visitaram a escola e deram pareceres neste processo.

Prefere fazer este jeito ao Governo e usurpar os interesses da população e daquilo que falamos: segurança!

E a par disto já começou até a querer retirar da Falcoaria os militares da GNR que lá dormem, deslocados das suas áreas de residência, por estarem afectos ao posto de Salvaterra, mostrando incómodo para com a ocupação daquele espaço.

Sr. Presidente está a fazer um grande favor ao Governo ao não zelar pelo cumprimento de responsabilidades assumidas que estavam tão perto de serem atingidas. Mas está a fazer um péssimo percurso nesta matéria, ao não defender os interesses da GNR de Salvaterra de Magos e da população que precisa sentir-se segura e com militares de facto motivados para a sua função.

O Sr. Presidente tomou a opção que lhe foi mais favorável também a si, não perdendo como referimos a oportunidade deturpada de apontar à anterior gestão da Câmara falhas neste processo, de um modo que não o dignificam nem são benéficos para quem pretendesse um efectivo desfecho favorável deste processo.

O Sr. Presidente tinha a opção de defender o concelho, a Câmara e os munícipes. Tinha o caminho aberto, mas preferiu o caminho mais condenável: o da deturpação.

Nos estamos atentos e vamos continuar a tomar posição neste processo, tornando públicos todos os factos e provas reais e concretas de tudo o que afirmamos porque se a GNR de Salvaterra de Magos não se transferir efectivamente para a principal avenida de Salvaterra de Magos, para dentro da malha urbana da vila, num posicionamento estratégico na proximidade e na melhoria dos seus serviços, será por desistência da sua parte quando a meta está mesmo ali à vista.

Aí sim perderemos uma grande oportunidade.

Termino esta já longa intervenção afirmando, que cabe a este executivo escolher o caminho a percorrer, com a certeza que estaremos na linha da frente na defesa da verdade, exigindo a esta gestão camarária que assuma as responsabilidades das suas escolhas e respectivas consequências politicas e sociais.   
Declaração
Após leitura da ata de reunião de câmara de 20 de novembro e submetida à presente reunião para aprovação, pode-se constatar que a sua redação não segue critérios claros.
Constata-se que os debates realizados no período antes da ordem do dia possuem diversas lacunas. Estou a referir-me à inexistência de qualquer referência a temas por mim referidos no debate, são exemplo a estrada da barragem, orçamento participativo, regimento, saúde (comissão de utentes e declarações do presidente da assembleia municipal), quartel da GNR, etc.
Neste sentido é importante esclarecer quais os critérios para a elaboração da ata, pois se é para colocar todas as intervenções, então assim que seja, mas esses mesmos critérios têm que ser idênticos para todos.
Pois somos daqueles que consideram que os funcionários de hoje são excelentes como o eram no mandato anterior, pois são os mesmos, mas o rigor deve-se manter.
Neste sentido propomos que se retire a ata da ordem trabalhos e retifique-se a mesma segundo critérios homogéneos.
Declaração
Na primeira reunião de câmara deste mandato, realizada a 25 de outubro do presente ano, propusemos a elaboração de um projeto de regimento, (a exemplo de outras propostas no mesmo sentido) com a participação de representantes de todas as forças partidárias aqui representadas, de forma a ser submetido à Câmara Municipal, com vista à sua apreciação e posterior aprovação.
Passadas 3 reuniões de câmara, ainda não temos presente a debate a proposta de regimento, o que lamentamos profundamente.
Lamentamos igualmente o facto de o executivo não ter acolhido a nossa proposta de realização de uma reunião de trabalho, de forma a chegar ao consenso possível sobre o projeto de regimento e submete-lo a debate e votação, decidiu sim apresentar unilateralmente uma proposta sem consultar as oposições previamente.
Apelamos neste sentido a medidas claras sobre a condução deste processo, apelando novamente para uma tentativa de entendimento e submeter a deliberação de câmara a proposta de regimento ainda no presente mês de Dezembro.

Declaração
Na reunião de câmara transata manifestámos preocupações sobre a segurança e saúde no trabalho nas obras em curso de reformulação e requalificação de arruamentos. 
Afirmámos igualmente que a segurança e saúde no trabalho da construção é responsabilidade de todos os intervenientes no processo de construção, incluindo os donos de obra, coordenadores de segurança e saúde (projeto e obra), fiscalizações, empreiteiros e subempreiteiros e trabalhadores, conforme definido na legislação (DL n.º273/2003).
No seguimento das preocupações por nós manifestadas o senhor Presidente afirmou que era a Comunidade Intermunicipal da Lezíria e do Tejo quem coordenava a segurança em obra.
Reafirmamos que construir no concelho de Salvaterra de Magos deve assentar em atitudes que revelem o respeito por todos aqueles que estão ou estarão sujeitos a riscos, para tal devem também cumprir e fazer cumprir, com toda a legislação aplicável, tendente a uma melhoria das ações mínimas a implementar para salvaguardar a vida e saúde de todos os intervenientes no processo de construção e em circulação.
O papel do dono da obra, no que diz respeito à prevenção de riscos, assume expressão significativa, na programação e preparação da execução e na execução propriamente dita, para tal é fundamental a fiscalização e coordenação de segurança nomeados pelo dono de obra.
Sr. Presidente, o dono de obra é a câmara municipal, é a este executivo que serão pedidas responsabilidades se algum não correr bem.
Neste sentido, manifestamo-nos insatisfeitos com a resposta dada pelo Sr. Presidente e voltamos a tentar sensibilizar o executivo para as sinalizações das obras, que inclui a circulação, utilização e controlo dos equipamentos, movimentação de cargas, apoios à produção, redes técnicas, recolha e evacuação dos resíduos, armazenagem e controlo de acesso ao estaleiro.
Requisitos de segurança e saúde segundo os quais devem decorrer os trabalhos.
Termino reafirmando o apelo a este executivo, na redobrada atenção para as obras em curso, pois constata-se diversas falhas de sinalização, segurança no trabalho e alternativas seguras de circulação aos munícipes nas obras em curso, como são exemplos a Estrada das Malhadinhas, Estrada da Barragem e Estrada da Lagoa. Estamos a referir-nos à inexistência de sinalização de desvios alternativos a corte de estradas, caixas abertas sem grelhas, máquinas a trabalhar na via pública sem qualquer sinalização, vias cortadas sem qualquer alternativa de acesso às habitações, etc.  

Patologias Oncológicas
Com a publicação do Despacho 4803/2013 do Ministério da Saúde, os programas de rastreio de base populacional das patologias oncológicas (cólon e reto, colo do útero e mama) serão monitorizados periodicamente.

A uniformização dos indicadores a monitorizar (iguais para todas as ARS) e o acompanhamento da sua evolução vão permitir acompanhar em tempo real a situação a nível nacional.

No entanto, os dados disponíveis indicam que “A região de Lisboa e Vale do Tejo tem lacunas graves na área dos rastreios oncológicos”, reconhece a Direcção-Geral de Saúde, no Relatório Doenças Oncológicas em Números – 2013, recentemente publicado.

Na região, o rastreio dos cancros da mama e do útero é em número considerado residual. Quanto ao cancro do cólon não houve, pura e simplesmente, qualquer rastreio. Estes são os 3 tipos de cancro em que se justificam programas de rastreio.

Lisboa e Vale do Tejo destaca-se ainda pela elevada mortalidade precoce por cancro do cólon.

O quadro não se repete todavia em todo o país. No Alentejo e no Centro, por exemplo, existe uma cobertura total dos rastreios dos cancros da mama e do colo do útero.

Apesar deste quadro calamitoso do rastreio, os especialistas estimam que, de 2010 para 2030, o país passe de 40 mil novos doentes oncológicos, para mais de 55 mil.

Mais do que nunca, é preciso defender um Serviço Nacional de Saúde público e apetrechado cabalmente, para responder às necessidades da população.

Neste sentido propomos uma moção, manifestando a nossa preocupação anotados por estes dados oficiais que muito nos preocupa.

Declaração de voto (ponto nº1)
O Bloco de Esquerda vota contra a aprovação da ata de reunião de câmara de 20 de novembro de 2013. No seguimento da solicitação de retirada da ata da ordem trabalhos e consequente retificação da mesma, segundo critérios homogéneos e transparentes, a qual foi negada pelo Sr. Presidente.
A ata aprovada contém diversas lacunas, estamos a referir-nos à inexistência de qualquer referência a temas por nós referidos no debate, são exemplo a estrada da barragem e ordenamento da Barragem de Magos, orçamento participativo, regimento das reuniões de câmara, saúde (comissão de utentes e declarações do presidente da assembleia municipal numa sessão pública da comissão de utentes), quartel da GNR, etc.
Manifestando igualmente o ato intransigente da maioria em não acolher a proposta de reposição da total verdade dos factos ocorridos na dita reunião.
Mais se acrescenta que temos a total confiança e recolhimento da competência e profissionalismo dos trabalhadores do município, agora como no passado recente.

Violência doméstica: 33 mulheres assassinadas em 2013
No Dia Internacional pela Eliminação de Todas as Formas de Violência sobre as Mulheres, 25 de novembro, o Observatório de Mulheres Assassinadas divulgou o relatório de 2013, segundo o qual desde o início do ano e até ao dia 20 de novembro verificaram-se 33 homicídios e 32 tentativas de homicídio.
O relatório realça que, apesar de os dados de 2013 mostrarem uma descida dos homicídios em relação a 2012, isso não significa que se esteja perante uma tendência de diminuição dos homicídios de mulheres pelos seus companheiros e ex-companheiros.
No passado, a existência de anos com diminuição de femicídios foi logo contrariada no ano seguinte com um aumento significativo e, por vezes, mesmo duplicante. Em 2007 registaram-se 22 homicídios, para em 2008 esse número aumentar para 46; entre 2009 e 2010 houve um aumento de 29 mortes para 43; em 2011 houve 27 femicídios subindo para 40 em 2012.
Segundo o relatório a maior parte dos casos de femicídios ocorrem num contexto de violência doméstica prévia, como forma de aumentar essa mesma violência e aponta que “Portugal não tem uma estratégia de prevenção definida e aplicada”, sublinhando que falta “uma lógica de prevenção e uma estratégia política e ativa de prevenção primária”.
“É por isso fundamental manter as estruturas existentes de apoio, o reforço dessas estruturas, a variedade dos serviços de apoio existentes, é necessário reforçar, implementar estratégias de prevenção de forma sistemática na sociedade portuguesa. Essa necessidade surge da perceção de que se mantêm os padrões elevados de violência, não só letal, contra as mulheres, seja em espaços públicos, seja em contexto privado.
O retrocesso social é real. O caminho da austeridade e a política ao serviço da dívida não contemplam a vida das pessoas. A destruição do estado social atinge em primeiro lugar as mulheres e em particular as mulheres mais velhas que correm um elevado risco de pobreza. A violência prolífera na miséria e o trabalho feito em defesa das mulheres corre sérios riscos.
Neste sentido apelamos ao executivo que tenha particular atenção sobre este flagelo, reforçando a articulação com as autoridades competentes e no apoio às iniciativas de prevenção e de apoio às vítimas.














Intervenções Reunião de Câmara de 04-12-2013


   Natal, mês de solidariedade
   Dezembro é por excelência o mês da solidariedade.
   Porque é Natal, nesta quadra sentimo-nos mais próximos das pessoas, de coração mais aberto, mais afáveis e certamente com mais sensibilidade.
   Devemos estar mais atentos a quem mais precisa, a quem diariamente vive com dificuldades e soma privações.
   Atentos a quem a quem está desempregado, atentos a quem a vida pregou uma partida e é confrontado com uma doença, atentos a quem se vê incapacitado de gerir o orçamento familiar.
   A Câmara Municipal certamente está atenta a estas situações, através da sua função social, mas há maneira de chegar àquelas famílias cuja situação desconhecemos mas é dramática, e a quem temos «obrigação» de chegar.
   Deixo aqui a ideia que através dos profissionais do CBES do concelho certamente chegaremos a essas situações, ou através das associações de voluntariado, como são as Conferências Vicentinas, que trabalham directamente com famílias desestruturadas, famílias estas que têm que fazer do pouco, muito.
É que estas associações não sendo de profissionais, têm a facilidade de quem lhes bate à porta, também abre a sua porta com mais facilidade e franqueza.
Deixo aqui a ideia.


   Cultura Avieira

   Ainda sobre o processo da Cultura Avieira mencionado aqui na última reunião de câmara, acrescentar que:

   Na presença de representantes de municípios, do consórcio da Cultura Avieira, de associados e empresas amigas da Cultura Avieira, do Instituto Politécnico de Santarém, de directores de estabelecimentos de ensino, bem como de professores e alunos, tivemos (o BE no anterior executivo) o prazer de reafirmar a nossa satisfação por fazermos parte do projecto, uma vez que a Cultura Avieira é um marco de referência no nosso concelho.
   Entendemos que sendo as comunidades ribeirinhas, parte integrante do nosso vasto património cultural, devem ser preservadas. Com esse projecto, Salvaterra

de Magos associou-se ao projecto de candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional e da Unesco, pois entendemos que só num trabalho de parceria e de colaboração, com objectivos comuns, seria possível implementar estratégias de desenvolvimento ao nível cultural que possam contribuir para a preservação e requalificação das comunidades avieiras.
   Preservando esse património, acautelamos a partilha de saberes e experiências dos mais velhos para os mais novos.
   Na altura a Câmara Municipal delineou o seu projecto de animação sócio educativa em colaboração com as escolas do concelho, alusivo à Cultura Avieira. Este projecto foi implementado em colaboração com o consórcio de candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional e da Unesco.
   A Cultura Avieira, nas suas mais distintas vertentes, e características singulares foi abordada pelos estabelecimentos de ensino do concelho, Escola Superior de Educação de Santarém, aos quais a Câmara Municipal juntou o conhecimento e empenho dos seus técnicos ligados à cultura, história e educação, na missão de dar a conhecer esta cultura tão ímpar e peculiar, com tão forte presença no nosso concelho.
   O prof. João Serrano e a profª Lurdes Véstia foram uma ajuda imprescindível, neste projecto
   Numa entrevista em directo dada à rádio Iris, tive oportunidade de realçar e enaltecer este projecto, bem como de um outro que estávamos a projectar relacionado com a cultura gloriana.
   Estranhamos portanto, o que aqui foi dito na última reunião de câmara.

   Banco Alimentar
   Decorreu nos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro, na grande maioria das superfícies comerciais do país, o último peditório de 2013 do Banco Alimentar. O número de pessoas a ajudar vem aumentando significativamente, tendo sido ajudadas no ano passado 418.881 pessoas, através de 2221 instituições que distribuíram 28.323 toneladas de alimentos.
   Este ano 40.000voluntários ajudaram nesta campanha em que o resultado voltou a ser positivo, menos que no último Natal mas mais que o peditório de Maio.
   O nosso concelho, sendo um concelho solidário, associou-se a esta iniciativa por todas as freguesias, estando os peditórios a cargo dos CBES, Escuteiros e algumas pessoas anónimas.
   A todos os que ajudaram recolhendo os donativos, bem como todos os que contribuíram com o seu donativo, o nosso voto de louvor, pois de algum modo vão minimizar as carências de alguns.   


   Academia de Música Salvaterrense

   Parabéns à Academia de Música Salvaterrense que comemorou o seu 74º aniversário no passado dia 30 de Novembro.
   Apostando na formação musical dos mais novos a Academia delicia-nos sempre com as suas músicas.
   Votos de longa vida.

   Atletismo
   Decorreu no dia 1 de Dezembro na cidade de Almeirim o Regional de Corta-Mato. O atleta de Marinhais, Valdo Neves, conquistando o 2º lugar na tabela geral e o 1º lugar seniores, sagrou-se campeão regional de corta-mato na classe sénior.
   No trabalho que vem desenvolvendo, deu um forte contributo para o clube que representa em atletismo, o União de Tomar, subir ao pódio para o 1º lugar.
   Felicitações, para a sua vida atlética.


   Conferência S. Vicente de Paulo

   À semelhança de anos anteriores, a Conferência S. Vicente de Paulo de Marinhais numa campanha de angariação de fundos para ajuda às famílias mais necessitadas da freguesia, abriu no dia 30 de Novembro uma Venda de Natal que se manterá aberta ao público até dia 6 de Janeiro.
   Funciona na EN 118 frente à Caixa de Crédito Agrícola, todos os dias das 10h às 13h e das 15h às 17h.
   Os voluntários desta associação agradecem a visita de todos, pois só com a ajuda de todos conseguem satisfazer as necessidades dos que vão ajudando.


   No próximo dia 7 de Dezembro a Associação Cultural do Rancho Etnográfico da Várzea Fresca, leva a efeito uma Noite de Variedades.
   No mesmo dia a Associação de Solidariedade Social do Granho, organiza uma Noite de Fados no Pavilhão da Associação Humanitária do Granho.
  
Mais dois exemplos de que no nosso concelho as associações trabalham para atingir metas, mas estas só se atingem com a ajuda de todos.


   Terra dos Duendes

   A Associação Terra dos Duendes «Vira Latas», sensível ao grande problema crescente que é o abandono de animais, organiza várias campanhas de sensibilização, procurando a que as pessoas venham a adoptar animais abandonados ou que os não abandonem.
   Assim levou a efeito na manhã do dia 23 de Novembro, um passeio em que se voluntariaram várias pessoas para passear animais sob a guarda da Câmara Municipal, para tornar visível a necessidade da adopção, de modo a reduzir o número de animais abandonados na via pública.
   À associação e aos participantes, que continuem o bom trabalho.    


   Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

   Comemorou-se ontem, dia 3 de Dezembro, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.
   Porque são pessoas a quem a sorte não sorriu, têm a sua dignidade, mas deparam-se diariamente com dificuldades que não atingem os demais.
   Deve o executivo estar atento, apostando na facilidade de acessibilidades, abolindo barreiras arquitectónicas, tais como algum mobiliário urbano incorrectamente posicionado, construindo rampas de acesso em locais onde se mostre necessário e rebaixando passeios junto às passagens assinaladas para a travessia de peões.


   Vereador Manuel Neves

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Reunião de Câmara de 20-11-2013













Declaração Politica
Atualmente no nosso concelho estão em curso inúmeras obras de reformulação e de requalificação de arruamentos que já decorrem de projetos e processos de obra desenvolvidos nos últimos meses. 
A segurança e saúde no trabalho da construção é responsabilidade de todos os intervenientes no processo de construção, incluindo os donos de obra, coordenadores de segurança e saúde (projeto e obra), fiscalizações, empreiteiros e subempreiteiros e trabalhadores.
Independentemente dessa responsabilidade que a cada um cabe conforme definido na legislação (DL n.º273/2003), importa sobretudo reconhecer que a melhoria das condições de trabalho dos trabalhadores interessa a todos esses intervenientes. Construir assente em atitudes que revelem o respeito por todos aqueles que estão ou estarão sujeitos a riscos, para tal devem também cumprir e fazer cumprir, com toda a legislação aplicável, tendente a uma melhoria das ações mínimas a implementar para salvaguardar a vida e saúde de todos os intervenientes no processo de construção.
O papel do dono da obra, no que diz respeito à prevenção de riscos profissionais, assume expressão significativa, na programação e preparação da execução e na execução propriamente dita, para tal é fundamental a fiscalização e coordenação de segurança nomeados pelo dono de obra.
È sobre duas questões específicas que incide esta minha intervenção:
Uma refere-se à sinalização da obra, que inclui a circulação, utilização e controlo dos equipamentos, movimentação de cargas, apoios à produção, redes técnicas, recolha e evacuação dos resíduos, armazenagem e controlo de acesso ao estaleiro.
Requisitos de segurança e saúde segundo os quais devem decorrer os trabalhos.
E equipamentos de Segurança Obrigatórios em todos os Estaleiros.
Tem-se verificado que nas obras em curso não são suficientemente acauteladas as normas de segurança, nem o uso de equipamentos de segurança obrigatórios, o que pode vir a causar situações de risco para os trabalhadores e para os munícipes.
Neste sentido, apelamos a este executivo, uma redobrada atenção para as obras em curso, pois contata-se diversas falhas de sinalização, segurança no trabalho e alternativas seguras de circulação aos munícipes.


Luís Gomes

Declaração Politica
O meu colega de bancada, Manuel Neves referiu-se aos problemas de saúde que afetam o nosso concelho. Todos estamos sensíveis, como demonstraram ao longo dos últimos anos as diversas intervenções e iniciativas levadas a cabo no nosso concelho.
Todos sabemos que a saúde precisa de investimento e não de cortes, mas este Orçamento de Estado prevê cortes de 300 milhões de euros para 2014.
As consequências são muito negativas para a saúde. Mais dificuldades no acesso à saúde; aumento das listas de espera; mais cidadãos sem médico de família; continuação do encerramento de unidades, serviços e mesmo hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS); agravamento do racionamento de medicamentos; intensificação do despedimento de funcionários e profissionais do SNS; aumento a dívida escondida do SNS; investimento nulo em áreas prioritárias do SNS, como são os cuidados primários de saúde e os cuidados continuados; maior transferência de recursos para consultoras privadas; transferência para o setor privado e para as misericórdias da gestão e da exploração de hospitais do SNS.
Mas não podemos ter memória curta, quando as medidas dos diversos PEC`s do governo socialista de José Sócrates iniciaram o ataque ao SNS, fechando centros de saúde, maternidades, redução dos médicos de família, etc, etc, recordam-se?
Recordam-se das moções apresentadas em 21 de Abril e 9 de Julho de 2010? Das intervenções de 5 de maio, 28 de Julho, 06 de Outubro e 20 de Outubro de 2010? 0u de 6 abril de 2011? Estávamos a denunciar as medidas de destruição do Serviço Nacional de Saúde do governo do Partido Socialista, mas o interessante recordar é as intervenções do atual presidente de câmara, que assobiava para o lado e afirmava que era necessário reduzir a despesa.
Mas a senda continuou nestas eleições quando prometeu 2 a 3 médicos se ganha-se as eleições!
E agora Sr.º Presidente? Na altura afirmava que as formas de resolver os problemas de saúde da nossa população era com cartas e reuniões e condenava a forma de intervir do BE em manifestações e concentrações, hoje assistimos ao Sr.º Presidente a apelar ao corte de estradas!
O que o nosso concelho necessita é de unidade, unidade na ação de todas e todos os que defendem o Serviço Nacional de Saúde e não de tentativas de aproveitamento politico/partidário. Por isso apelamos a uma transparência na unidade, a uma clareza na ação, porque a nossa população merece.
Termino perguntando ao Sr.º Presidente se nos pode informar, qual a fonte que permitiu ao Sr.º Presidente da Assembleia Municipal afirmar na ação realizada na passada sexta-feira, que está em curso a concentração dos serviços de saúde no centro de saúde de Salvaterra de Magos e o respectivo encerramento dos restantes centros de saúde do nosso concelho.

Luís Gomes
Declaração Politica
A aposta no desenvolvimento económico e dinamização do comércio local como forma de combate ao desemprego devem ser um objetivo deste executivo, como estratégia de combate à crise que atravessamos.
O lançamento da campanha Natal e o Comércio Local, é certamente uma medida que contribui para dinamizar o comércio local e consequentemente a economia do concelho.
No entanto estamos convictos que é necessário uma abordagem estratégica de resposta a esta crise. Como pode este município contribuir para dinamizar o comércio local e o desenvolvimento económico do nosso concelho, atraindo empresas e combater o desemprego?
Permitam alguns contributos para essa reflexão.
O fortalecimento do tecido empresarial, das atividades de inovação e do desenvolvimento económico em geral, encontram-se no topo das nossas prioridades. Privilegiar o combate ao desemprego, munindo o Concelho de infraestruturas empresariais e tecnológicas, como aposta no presente e no futuro, são metas a alcançar.
Criação de um Centro Empresarial e Tecnológico na freguesia de Foros de Salvaterra, junto ao nó da A13, com destaque para um Pólo Tecnológico de Desenvolvimento Agrícola, que permite a atração de novas empresas e a criação de novos postos de trabalho, numa parceria com entidades públicas e privadas.
Infraestruturação do terreno adquirido pela Câmara Municipal na freguesia de Muge para a instalação de novas empresas e criação de emprego.
Realização anual de uma feira agrícola e de produtos da terra, de forma a dinamizar uma atividade estruturante, a agricultura, bem como, promover o concelho de Salvaterra de Magos.
Desenvolvimento de projetos para acesso aos fundos comunitários do novo quadro comunitário 2014-2020 de forma a atrair investimento e dinamizar a economia local e regional.
Implementação de um Gabinete de Apoio ao Empresário, um gabinete de apoio às micro, pequenas, médias e grandes empresas, já instaladas ou que se pretendam fixar no concelho e promovendo também a captação de novos investimentos.
Dinamizar o comércio tradicional com a produção de eventos que melhorem a atratibilidade regional e nacional e esta depende de uma estratégia clara por parte do município, são exemplos a isenção de taxas sobre a publicidade fixa, para pequenas empresas, protegendo, ainda, os pequenos comerciantes, com uma taxa progressiva na derrama, mais baixa para as micro e pequenas empresas.
Com caixas multibanco abertas para a via pública em igualdade de circunstâncias com todas as outras actividades, “proposta já aprovada na câmara”. “Um pequeno comerciante é sempre taxado, mas as entidades bancárias são sempre poupadas à crise”.
Dotar os locais comerciais de novas valências e consumos culturais.
O turismo, o lazer, o património cultural e histórico deverão continuar a ser vertentes estratégicas do desenvolvimento baseado nos recursos concelhios, fortemente marcados pela identidade histórica, cultural e paisagística.
Continuar a caracterizar e apostar na diferenciação do nosso turismo, criando a marca “Concelho Turístico de Salvaterra de Magos”, como um destino turístico com a articulação necessária junto dos órgãos regionais e nacionais de turismo para que se potencie um conjunto de estratégias e iniciativas junto ao mercado distribuidor nacional e internacional, reforçando desta forma o papel do concelho de Salvaterra de Magos no mapa dos destinos turísticos, apostando no turismo de longa duração.
Dar continuidade à aposta no Tejo como vertente estruturante para atividades de turismo e lazer – à requalificação das margens, zonas ribeirinhas e Barragem de Magos – equipamentos de apoio e lazer.
Implementação da Requalificação da Aldeia Avieira do Escaroupim – Fase II, no âmbito do projeto de valorização da Cultura Avieira, com requalificação das ruas, reconstrução da capela em madeira, revestimento de moradias na área mais antiga em madeira, com traçado e cores tradicionais. Reforçando o papel de destaque do Escaroupim neste património cultural.
Apostar na infraestruturação do concelho em áreas de percursos cicláveis rurais e urbanos, percursos pedestres e percursos equestres como valências estruturantes para o desenvolvimento turístico no concelho.
Por ultimo, potenciar turisticamente os Concheiros de Muge, a Mata Nacional do Escaroupim, a Gastronomia, os Toiros, os Cavalos e o Património Histórico do concelho como cartão-de-visita para os nossos visitantes.
Estes são alguns dos nossos contributos para a responder à interrogação colocada na última reunião de câmara pelo Sr.º Presidente, como apoiar o comércio local e desenvolver economicamente o nosso concelho.
Luís Gomes