quinta-feira, 19 de dezembro de 2013













Intervenções na reunião de câmara de 18-12-2013

Mandela
Morreu Nelson Mandela. O homem que mostrou ao mundo como as ideias e as convicções nunca são vencidas pela opressão. Em 1987, Portugal esteve do lado errado, votou contra a libertação incondicional de Nelson Mandela. Mas hoje curvamo-nos pelo seu exemplo e pela sua memória. Acrescentaria, que tivemos a sorte de viver no mesmo tempo que Mandela.
Há poucas pessoas no mundo cuja vida tenha marcado tanto os nossos destinos. Mandela ensinou-nos muito, viveu muito, lutou muito. Uma vida tão longa e maior parte dela foi passada a lutar, se não mesmo toda ela.
Em 1964, aquando do seu julgamento, Nelson Mandela declarou-se inocente em relação às acusações que lhe foram feitas, mas culpado por lutar pelos direitos humanos e por atacar leis injustas. Este episódio concentra o que foi a sua vida e o que é o seu legado. A Mandela não devemos apenas as homenagens e as memórias, devemos saber merecê-lo.
A justiça, a igualdade e a liberdade foram o caminho que escolheu. Nunca foi neutro, esteve isolado durante décadas e foi mesmo acusado de ser terrorista por líderes de países como Thatcher e seus aliados. Pagou um preço muito alto por essa defesa intransigente de que as pessoas devem ser tratadas como pessoas.
Na sua autobiografia escreveu: "a verdade é que não somos ainda livres; alcançámos apenas a liberdade de sermos livres, o direito a não sermos oprimidos. Não demos o último passo na nossa estrada, mas sim o primeiro de uma estrada ainda mais comprida e difícil". Nos tempos que correm, sabemos bem que o caminho é ainda bem longo. Precisamos de continuar a resistir, mas também a desobedecer enquanto tivermos pela frente leis injustas.
Com Mandela foi um bocadinho de todos nós, mas é por causa de Mandela que hoje podemos e devemos ser mais nós. 
Luís Gomes
Diversos

·     Temos verificado que nas obras em curso da responsabilidade da Empresa Águas do Ribatejo, não estão a ser acauteladas as normais reposições do estado das vias. Neste sentido e considerando que o tempo de chuvas em breve irá iniciar-se, consideramos fundamental a reposição consistente das vias de comunicação em terra batida, pois as mesmas, estão num estado lastimável após intervenção da empresa Águas do Ribatejo. Neste sentido apelamos ao executivo que intervenha junto da empresa de forma a acautelar a devida reposição das vias intervencionadas em terra batida. Na continuidade das nossas preocupações com as vias de comunicação do nosso concelho, perguntamos se referentemente à Estrada das Malhadinhas e Estrada da Barragem se está previsto medidas de controlo de segurança, nomeadamente na velocidade e barreiras de proteção laterais.

·         Desde a tomada de posse deste executivo não temos qualquer informação sobre a Escola Profissional de Salvaterra de Magos. No início do ano lectivo estava a EPSM confrontada com a falta de cumprimento de financiamento por parte do Ministério da Educação relativamente ao Ensino Profissional e Cursos de Educação e Formação de Jovens, pelo que se verificavam diversos constrangimentos a nível de Tesouraria. Gostaríamos de saber qual o ponto de situação da EPSM relativamente aos financiamentos públicos, assim como, à candidatura formalizada pelo EPSM ao Centro para a Qualificação e Ensino Profissional (CQEP). 
Luís Gomes
Declaração Politica

Nesta última reunião de câmara de 2013 e como manda a tradição, são realizados os habituais cumprimentos festivos e desejos de um bom ano de 2014.
Estamos convictos que estes desejos devem ser acompanhados de um sinal de esperança, mas acima de tudo, da certeza do caminho que ser percorrer.
Perante a governação deste executivo do Partido Socialista, precisamente dois meses após a tomada de posse, pouco tempo dirão alguns, mas analogamente de um Presidente que é funcionário deste município há cerca de 30 anos e vereador da oposição nos últimos 4 anos. Percurso cheio de propostas e soluções na oposição, mas posto à prova e com o primeiro orçamento aprovado, Sr. Presidente, nada aconteceu, peço desculpa, temos o concurso de árvores natal e presépios.
Aguardamos pelo ano de 2014, com o tempo necessário para aplicar os seus projetos, quem sabe também os do Partido Socialista, e cá estaremos para apoiar ou reprovar em função dos interesses do nosso concelho.
Permitam-me no entanto que assinale estes dois meses repletos de contradições, que 2014 irá confirmar ou não.
Registos do início de mandato:
·         Uma tomada de posse dos órgãos institucionais da Câmara Municipal e Assembleia Municipal paga pelo Partido Socialista;
·         Persecução sem qualquer explicação até à data de hoje de um concurso que foi transparente, legal e anulado pelo anterior executivo após o ato eleitoral;
·         Único órgão do concelho a não encontrar entendimento e estabilidade para a sua governação;
·         Uma perseguição tenaz no ajuste de contas com o passado, hipotecando e prejudicando o município, como é o caso do quartel da GNR;
·         Defesa da aplicação do aumento de tarifário de água e saneamento básico para 2014 e o seu contrário, nas já conhecidas habilidades;
·         Desvalorização da segurança rodoviária;
·         Um desrespeito pela colocação da verdade nas atas;
·         Ataques pessoais quando o que está em causa são opções politicas;
·         Ataques a projetos de referência nacional e internacional muito orgulha o nosso concelho, como são o caso da Falcoaria e projeto Cultura Avieira.
Sr. Presidente esperava-mos mais, mas reconhecemos que ao dar continuidade aos projetos do BE, está a declarar os seus méritos para bem do concelho de Salvaterra de Magos. Pela nossa parte terão o tempo necessário para desenvolver o vosso projeto, podendo contar com a responsabilidade de uma oposição séria e construtiva.
Termino desejando a todo o executivo, aos funcionários do município e a todos os munícipes um Feliz Natal e Um Ano Novo cheio de realizações. Que ano de 2014 seja coberto de solidariedade, prosperidade e justiça. 
Luís Gomes

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013













Reunião de Câmara de 09-12-2013

ORÇAMENTO
ACTIVIDADES MAIS RELEVANTES E PLANO PLURIANUAL DE INVESTIMENTOS PARA 2014

Permitam-me que inicie esta intervenção com algumas notas prévias, acerca do debate que vamos encetar, no âmbito do orçamento municipal para 2014.

Este orçamento fica marcado por cerca de 2 meses de gestão deste executivo e pelo grande esforço e empenho dos técnicos do município que levaram a cabo a elaboração deste documento, a eles o nosso reconhecimento.

Este orçamento foi ainda assombrado por uma reunião de trabalho com a oposição, que não foi mais que uma leitura, rubrica a rubrica do documento. Como se não soubesse-mos ler, mas acima de tudo, pela total ausência da apresentação de uma estratégica do executivo para 2014 e a devida consulta à oposição, conforme definido por lei.

Fica igualmente registado a atitude prepotente e discriminatória de recusa do Sr. Presidente face à proposta do BE, cuja intenção era somente dignificar a discussão deste documento e evitar o previsto, discutir o orçamento para 2014, numa ordem de trabalhos com 45 pontos.

Porque Sr. Presidente não nos esquecemos, que esteve 4 anos como vereador da oposição, e durante esses 4 anos tudo sabia e para tudo tinha solução. Como afirmou o escritor Alvin Tofller, "Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender".

Mas vamos ao debate sobre o orçamento do município de Salvaterra de Magos, no cabimento das atividades mais relevantes e no plano plurianual de investimentos para 2014, que tem como pano de fundo uma crise profunda.

Sabemos que estes documentos estão marcados pelo plano de austeridade imposto pela TROIKA, tais como os orçamentos dos anteriores anos. Mas existem responsáveis, os sucessivos entendimentos entre PS, PSD e CDS, representaram nos últimos anos um consenso da descida salarial, do aumento de impostos e dos cortes nas prestações sociais e noutras áreas do estado social, por muito que o Partido Socialista queira dissimular, esteve na origem desta crise e negociou e assinou o acordo com a TROIKA.

Não nos cabe, enquanto autarquia, discutir as grandes opções nacionais. Mas devemos perceber que o afundamento geral do país, fruto da opção política de pagar o que os agiotas nos exigem “custe o que custar”, está a impor às autarquias graves limitações para o exercício da nossa responsabilidade de promover o bem-estar e o desenvolvimento da nossa comunidade.
Infelizmente, este quadro de há um ano ainda se agravou, com mais austeridade, mais desemprego, mais dificuldades. A austeridade continua a empobrecer o país, enquanto cresce o défice e a dívida que era suposta estar a ser paga.
Este debate tem que considerar esta realidade, porque então incorremos na absoluta demagogia, e aí, não estamos a contribuir para o desenvolvimento do nosso concelho.
Neste contexto, os municípios têm responsabilidades acrescidas. Estamos perante uma grave crise económica, que afecta os portugueses e à qual o concelho de Salvaterra não está imune. Esta grave crise económica, é transversal a toda a sociedade, no entanto, são as famílias mais carenciadas, as maiores vítimas do desgoverno, numa alternância governativa, verificada em Portugal nos últimos 30 anos.
Todos sabemos da redução das transferências do orçamento de estado para 2014 para o nosso concelho de €239.572 euros.
Mas também sabemos que em 2011, houve uma redução das transferências do OE de €524.052 euros, em 2012 houve uma redução das transferências do OE de €270.278 euros, e 2013 houve uma manutenção das transferências do OE do ano transato, reflexo de um acordo da ANMP com o Governo.
Tomamos a mesma posição e temos a mesma compreensão hoje na oposição tal qual como tivemos quando tínhamos a responsabilidade de gerir o município.
Sabemos que continuamos a ser tratados pelo governo, da mesma forma como são tratados os municípios incumpridores e maus pagadores, situação que limita e muito o investimento. Apesar da gestão criteriosa e rigorosa que efetuámos na nossa Câmara.
Sabemos também, que deixámos uma Câmara estável e equilibrada financeiramente, estando qualificada entre as melhores câmaras do país, é disso prova a continuação das obras que já estavam em curso – Centro Escolar de Marinhais, Repavimentação da Estrada da Barragem, Repavimentação da Estrada das Malhadinhas em Foros de Salvaterra, ou já em fase de adjudicação a 2ª fase dos arruamentos de Salvaterra ou em procedimento a Repavimentação do Largo 25 de Abril (junto da Junta de freguesia dos Foros de Salvaterra), ou a Repavimentação da Estrada do Forno de Tijolo também nos Foros de Salvaterra.
Mas passemos às grandes opções do plano para 2014.
Podemos iniciar pela inclusão de obras neste documento, que certamente ficarão por construir ou pelo menos as verbas previstas são muito reduzidas, damos só 2 ou 3 exemplos.
Na área da educação – área da grande paixão deste executivo – a requalificação do jardim-de-infância e escola do 1º ciclo do Granho, incluindo projeto, tem definida a verba de 500 euros, e para 2015 prevista a verba de 1000 euros, ou então a requalificação do jardim-de-infância e escola do 1º ciclo da Glória, com 500 euros definidos para 2014 e para 2015 estão previstos 1000 euros, ou então a indicação do Centro Escolar dos Foros de Salvaterra – esse nem 500 euros tem definidos – aparece como previsão de ZERO euros.
Temos um desfile de estradas a pavimentar ou repavimentar com a dotação definida de 5000 euros para 2014 sendo atiradas para 2015 e 2016, e outras nem isso.
Mas claro tem que se pensar a prazo. Agora é esta a justificação, bem sabíamos o que diziam na oposição. Mas certamente ficará a intenção!
Arranjos urbanísticos estão vários previstos, mas alguns com indicação de verbas para 2015 e ZERO euros para 2014. Fica também a intenção!
Bem sabemos que estas e outras obras estão incluídas na possibilidade de haver candidaturas e financiamento dos Fundos Comunitários. Mas sabemos, que nem se pode no momento referir o próximo QCA de 2014/2020, pois se a sua gestão for idêntica ao atual QREN, só dentro de 2 anos teremos a indicação dos projetos a candidatar.
Para atualização da Carta Educativa estão definidos 1000 euros. 1000 euros? Perguntamos nós.
Muitas rubricas estão abertas com 500 euros, puras intenções? Perguntamos nós.
Percebe agora o atual Presidente da Câmara, a injustiça e a demagogia das suas afirmações enquanto vereador da oposição no mandato anterior?
Registamos com agrado que se pretende continuar com os apoios sociais, com a Universidade Sénior, com o Banco de Voluntariado, com o Cartão Magos Sénior, com o contrato da teleassistência firmado com a Cruz Vermelha Portuguesa destinado à população em situação de isolamento, com a Feira do Livro, a manutenção dos transportes escolares e das 30 bolsas de estudo para os jovens que frequentam o ensino superior, o OTL, as Comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio, a realização do mês da enguia, e de exposições.
Muito mais poderíamos referir, mas vamos aguardar.
Pensar o presente é investir no futuro, e não iremos fazer juízos de valor.
Porque somos responsáveis politicamente porque sentimos e sabemos estar na oposição, iremos votar a favor estes documentos.

Luís Gomes

Salvaterra de Magos, 09 de Dezembro de 2013

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Morreu Nelson Mandela

Morreu Nelson Mandela

Nelson Mandela, primeiro presidente negro da África do Sul, o homem 
que liderou a luta para pôr fim ao regime racista do apartheid, morreu 
esta quinta-feira em Johannesburgo aos 95 anos de idade. "A nação 
perdeu o seu maior filho", disse o presidente Jacob Zuma, ao 
anunciar o falecimento. Mandela terá um funeral de Estado.

Nelson Mandela: Pai da moderna nação sul-africana. Foto de South Africa The Good News, wikimedia commons





























Nelson Rolihlahla Mandela era o mais importante líder da África negra, Prémio Nobel
da Paz de 1993, considerado o Pai da moderna nação sul-africana e "um dos maiores
 líderes morais e políticos do nosso tempo", segundo Ali Abdessalam Treki, Presidente
da Assembleia Geral das Nações Unidas em 2010.
Da militância estudantil à luta armada
Como jovem estudante do primeiro ano do curso de Direito na Universidade de Fort
Hare, Mandela começou a atividade política no movimento estudantil, num boicote
contra as políticas universitárias e foi expulso da universidade.
A partir de então envolveu-se na oposição ao regime do apartheid, entrando no
Congresso Nacional Africano em 1942, e fundando, dois anos depois, com Walter
Sisulu e Oliver Tambou (um de seus melhores amigos), entre outros, a Liga Jovem
do CNA.
Comprometido de início apenas com atos não-violentos, Mandela e seus colegas
decidiram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, em março de 1960,
quando a polícia sul-africana disparou sobre manifestantes negros, matando 69
pessoas e ferindo 180. Em 1961 fundou a ala armada do CNA - Umkhonto we Sizwe
(a Lança da Nação) para combater a discriminação do apartheid.
27 anos na cadeia
Foi condenado à prisão perpétua em 1964, pela sua luta contra o regime
segregacionista do Apartheid, que vigorava na África do Sul.
No julgamento declarou-se inocente das acusações lhe faziam, mas culpado por
lutar pelos direitos humanos, por liberdade, por atacar leis injustas e na defesa
de seu povo; admitiu ter feito sabotagens - algo que poderia ter omitido -
desafiando o governo a enforcá-lo. Falou por quatro horas, concluindo: "Durante
a minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Lutei contra a dominação
branca, lutei contra a dominação negra. Acalentei o ideal de uma sociedade livre
e democrática na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades
iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas, se for preciso, é um ideal
pelo qual estou disposto a morrer". Passou 27 anos na prisão.
Em 1985, não aceitou a liberdade condicional que lhe foi oferecida em troca de não
incentivar a luta armada contra o governo. Só seria libertado em 11 de fevereiro de
1990 pelo presidente Frederik Willem de Klerk, que também revogou a proibição do
Congresso Nacional Africano (CNA) e de outros movimentos de libertação. Mandela
tinha já 71 anos.
Fim do apartheid
Começava assim a transição para a democracia e o fim do apartheid, que culminou
com a vitória esmagadora do CNA nas primeiras eleições multirraciais do país, em
1994, com 62% dos votos e 20% do Partido Nacional do ex-presidente Frederik De
 Klerk. De acordo com a Constituição de transição negociada, Mandela assumiu
como presidente, e Thabo Mbeki, do CNA, e De Klerk, do PN, como vice-presidentes,
formando um governo de unidade nacional.
Uma nova Constituição seria aprovada em 1995, ano em que foi também formada
a Comissão de Verdade e Reconciliação, para investigar os crimes do apartheid.
Reforma
Em 1999, Mbeki foi eleito seu sucessor. Um ano antes, aos 80 anos, Mandela
casou-se pela terceira vez com Graça Machel, viúva do ex-presidente moçambicano
Samora Machel. O presidente sul-africano tinha-se divorciado de Winnie Mandela
em 1996.
Quando deixou a presidência, Mandela declarou que iria partir para uma tranquila
reforma, mas continuou a ter um papel internacional de relevo, só se retirando da
vida pública efetivamente quando completou 85 anos.








Moção apresentada em Reunião de Câmara de 04-12-2013

(Aprovada por unanimidade)

MOÇÃO

De acordo com o Relatório Doenças Oncológicas em Números – 2013, recentemente publicado pela Direcção-Geral de Saúde, a região de Lisboa e Vale do Tejo, em que se inscreve o concelho de Salvaterra de Magos, tem” lacunas graves na área dos rastreios oncológicos”.
Segundo esse relatório, na nossa região, o rastreio dos cancros da mama e do útero é em número considerado residual. Quanto ao cancro do cólon não houve, pura e simplesmente, qualquer rastreio. E estes são, precisamente, os 3 tipos de cancro em que, segundo a Direção Geral Saúde, se justificam programas de rastreio.
Os especialistas estimam que, de 2010 para 2030, o país passe de 40 mil novos doentes oncológicos, para mais de 55 mil. Nestas circunstâncias, tornam-se ainda mais preocupantes as graves lacunas detectadas no rastreio da doença.
A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, reunida em 04 de Dezembro de 2013 decide:
- manifestar a sua grande preocupação pelas deficiências apontadas no rastreio do cancro, nos 3 tipos em que os especialistas consideram mais se justificarem;
- solicitar ao Ministério da Saúde medidas que ultrapassem rapidamente a quase ausência de rastreio nestes principais tipos de cancro.
- propomos que esta moção, sendo aprovada, seja enviada ao Sr. Ministro da Saúde, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, ao ACES da Lezíria, à Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos, às Freguesias e União de Freguesias do Concelho de Salvaterra de Magos e à Comunicação Social.

Eleitos do Bloco de Esquerda











Intervenções na Reunião de Câmara de 04-12-2013


Posto da GNR de Salvaterra de Magos

Na última reunião de Câmara Municipal, assistimos a mais uma habilidosa tentativa de manipulação e total deturpação da verdade, por parte do Sr. Presidente, desta vez relativamente ao processo de transferência da GNR de Salvaterra de Magos, do actual posto para a desactivada escola primária da avenida.

O Sr. Presidente embora na posse de toda a informação sobre este processo, porque toda esta informação consta nesta Câmara Municipal, preferiu deturpar todos os factos deste processo e com esta deturpação denegrir a rigorosa gestão que o anterior executivo teve na conduta desta situação, levando a reboque e de um modo camuflado aquelas que provavelmente sempre foram as suas reais convicções neste processo da GNR em Salvaterra de Magos, fugindo ao entendimento que a Câmara Municipal, a GNR e o Ministério da Administração Interna, através do Secretário de Estado, atingiram aqui nesta mesma sala, a 16 de Janeiro do presente ano.

O Sr. Presidente tem na Câmara Municipal toda verdade sobre este processo. Um processo onde a Câmara Municipal foi desde a 1ª hora a entidade promotora do entendimento entre todas as partes para que a GNR em Salvaterra de Magos tivesse condições de trabalho dignas e que permitissem salvaguardar o importantíssimo serviço de segurança e proximidade que têm de prestar à população, mesmo que as condições e a gestão do trabalho da GNR sejam competência total do Ministério da Administração Interna.

Mas a verdade é só uma Sr. Presidente e resiste às suas tentativas de deturpação e manipulação dos factos deste processo pois nós estamos cá para a fazer chegar aos ouvidos da nossa população.

O Sr. Presidente sabe e omitiu que quem está a falhar neste processo não é a anterior gestão da Câmara Municipal. O Sr. Presidente sabe que quem está a faltar aos compromissos que assumiu para com a GNR de Salvaterra de Magos e para com a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos é o Ministério da Administração Interna. O Sr. Presidente sabe seguramente disto, sabe dos compromissos que foram acordados nesta sala e em todas as fases seguintes deste processo que foram delineados a partir da reunião ocorrida nesta sala a 16 de Janeiro, mas preferiu omiti-los e tomar a opção mais fácil: denegrir a anterior gestão e levar a GNR de Salvaterra de Magos a manter-se onde está de modo a libertar a escola primária da avenida e até o alojamento da falcoaria, para o cumprimento dos seus objectivos políticos, comprometendo tudo o que foi conquistado neste processo em prol das condições de trabalho da GNR em Salvaterra de Magos e da melhoria da qualidade do serviço prestado à população por esta força de segurança.

Mas vamos aos factos Sr. Presidente. Aos factos que o Sr. omitiu e deturpou.

A 16 de Janeiro, como referi, nesta mesma sala, por iniciativa da anterior Presidente de Câmara, reuniram-se à mesma mesa, a Sra. Presidente, o Sr. Secretário de Estado Adjunto do Ministro da administração Interna (entidade que tutela a GNR), o Sr. Comandante Distrital da GNR, o Sr. Comandante do Posto da GNR de Salvaterra de Magos, o Sr. Director da Direcção Geral de Infra-estruturas do MAI e demais representantes destas 3 entidades.

Foi consensual e assumido pelo Sr. Secretário de Estado Juvenal Silva Peneda, no seguimento das visitas anteriores efectuadas ao posto da GNR por parte do próprio Director Geral de Infra-estruturas do MAI, que o Posto da GNR de Salvaterra de Magos não tinha condições para o trabalho e para a estadia dos militares da GNR, e embora reconhece-se ser esta uma competência do Governo, solicitava à Câmara Municipal a melhor cooperação na resolução desta situação.

Foram então acordadas as medidas a tomar por ambas as partes para a urgente resolução dos problemas associados à situação do actual posto, tendo sido consensual a aceitação do edifício da escola da avenida, como uma solução perfeita para o novo posto, mediante a necessária adaptação do edifício a posto da GNR.

O Sr. Secretário de Estado deu indicações directas e precisas à sua equipa sobre como se iriam desencadear todos os passos para que Salvaterra de Magos fosse integrada no 2º Aviso de candidaturas ao QREN, que o Governo estava a delinear, dado que o 1º aviso já havia terminado anteriormente.

Ficou assumido e o Sr. Presidente sabe disto porque são factos que constam dos documentos desta casa, que a Câmara Municipal comprometeu-se a:
- acolher os militares da GNR provisoriamente no alojamento da Falcoaria, até à realização das obras de adaptação da escola,
- desenvolver o projecto de arquitectura de adaptação do edifício da escola a posto da GNR, mediante características definidas pela equipa de trabalho conjunta que foi definida e que efectivamente trabalhou, com técnicos da Câmara Municipal e da Direcção Geral do MAI,
- a obra é comparticipada em 85% pelo QREN, 10% pelo Ministério e 5% pela Câmara Municipal através da património cedido (a escola).

Todo este acordo e parceria foi alvo de uma minuta de protocolo, remetido à Câmara Municipal a 31 de Janeiro, tendo a câmara municipal dado a sua concordância a este clausulado nas primeiras semanas de Fevereiro e ficou-se a aguardar conforme fora transmitido, pelo gabinete do Sr. Secretario de Estado, pela assinatura formal do documento, embora os trabalhos entre a equipa técnica conjunta decorressem desde logo de modo a que o processo estivesse concluído a tempo do tal 2º Aviso.

A Câmara Municipal cumpriu desde logo com todos os compromissos que assumiu: alojou os militares, aceitou ceder a escola primária por 50 anos e lançou o concurso para selecção da empresa externa que iria desenvolver o projecto de adaptação do edifício.

O acordo foi público, foi assumido por todas as partes e estava no terreno a ser cumprido, com todas as entidades a cooperarem e a serem envolvidas no processo de definição das características técnicas e funcionais do novo posto. Depois de tudo definido e das várias reuniões técnicas decorridas, a Câmara Municipal lançou em Maio o procedimento concursal para a selecção do gabinete de arquitectura. Aqui está o primeiro facto que o Sr. Presidente deturpou, fazendo parecer que o anterior executivo teria feito uma adjudicação apressada em cima das eleições. O processo foi lançado em Maio e concluído na data que indicou, devido às sucessivas reclamações de empresas que não ganharam o concurso e que foram obrigando o respectivo júri a tomar decisões e a respeitar sucessivos prazos que arrastaram o processo. Tudo isto são factos, o Sr. Presidente conhece-os, mas omitiu-os.

Tudo foi decorrendo mas apesar da insistência crescente da Câmara Municipal para o recebimento do Protocolo Assinado, este tardava em chegar…

Dá-se a queda do Secretário de Estado Juvenal Silva Peneda no polémico caso das SWOP!

A Câmara intensifica os contactos para que seja aberto o prometido 2º Aviso do QREN e para que o Protocolo nos seja devolvido, mas salvaguardámos sempre o cumprimento total das competências que nos haviam ficado atribuídas, de modo a que nunca ficasse em causa por nenhum motivo que nos fosse imputado, qualquer responsabilidade que servisse de entrave ao concretizar da obra.

Toma posse um nove Secretário de Estado, Dr. Fernando Alexandre. O aviso do QREN continua por abrir e o Protocolo por chegar!

A Câmara intensifica ainda mais os contactos e chega ao ponto de enviar uma extensa exposição ao novo secretário de estado, a seu pedido, com todos os factos deste processo minuciosamente narrados! Este ofício seguiu em 26 de Julho, com 5 páginas muitos anexos e provas factuais dos factos relatados.

Recebeu a Câmara Municipal, poucas semanas depois, uma carta do Sr. Secretário de Estado, com uma resposta pró-forma, tipo chapa-cinco, procurando fugir às responsabilidades que foram assumidas pelo Ministério e às falhas processuais que foram cometendo.

O executivo intensificou ainda mais os contactos, sempre com o maior respeito institucional e salvaguardando a contínua cordialidade enquanto entidades de bem, e exigiu o assumir de todos os compromissos por parte do Ministério, uma vez que a Câmara Municipal havia cumprido com tudo o que estava comprometida.

Nestes contactos ficámos a saber os reais contornos destes propositados atrasos, que o Sr. Presidente bem conhece mas que, à boa maneira a que já nos habituou, optou em proveito próprio por omitir.

O Governo reteve o protocolo de Salvaterra propositadamente e não abriu até o tal 2º Aviso do QREN também propositadamente. Pelo simples facto de ter sido obrigado a ter que assumir todos os compromissos que assumiu com outros protocolos semelhantes ao nosso, com outras câmaras, aquando do 1º Aviso destas candidaturas em orçamento de estado, porque o QREN recusou-se a co-financiar este tipo de obras através de candidaturas de Câmaras Municipais, por entender que são forças de segurança da responsabilidade do Governo e não das autarquias.

Foi pós este facto que o Protocolo foi retido e o aviso nunca foi aberto! E o Sr. Presidente sabe de todos estes factos!

E sabe mais, mas também escondeu!

Sabe que a anterior Presidente pediu uma audiência urgente com o Sr. Ministro da Administração Interna. Sabe que neste pedido a Câmara Municipal juntou todos os elementos de prova que comprovam que a razão nos assiste e que cabe ao Governo respeitar a sua parte e assumir os seus erros. Salvaterra de Magos pelos compromissos que assumiu e cumpriu queria ser tratada como todos os casos do 1º Aviso do Concurso do QREN. E sentimos abertura do Gabinete do Sr. Ministro para tal até por não sermos já caso único!

A audiência é finalmente marcada, convocando o Sr. Ministro para a reunião também o novo Secretário de Estado e o Director Geral de Infra-estruturas do MAI, para que tudo fosse esclarecido e assumido. Tínhamos já esta informação e trabalhávamos nesse sentido. Daí o nosso silêncio em não tornarmos pública a situação.

Um dia antes da audiência, a secretária do Sr. Ministro contactou a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos e desmarca a audiência com a justificação do Sr. Ministro ter entrado antes do inicialmente previsto em reuniões do Governo para preparação do Orçamento de Estado para 2014.

Continuámos a insistir e a pedir a audiência de modo a que as responsabilidades fossem assumidas e os interesses da Câmara, da população e da GNR de Salvaterra de Magos salvaguardados!

Dá-se o fim do mandato e deixamos-lhe esta direcção e o caminho deste processo claramente definidos. Bastava o Sr. Presidente defender os interesses do concelho e obter esta audiência com o Ministro, levando-o a assumir, como já fez noutros casos, as responsabilidades do Governo no custo da obra em sede de orçamento de Estado.

Mas o Sr. Presidente preferiu mandar parar o projecto de arquitectura e fazer o favor ao Governo de não assumir as suas responsabilidades neste processo. Preferiu fazer deste processo uma falha da anterior Presidente de Câmara.

Preferiu omitir factos e deturpar toda a situação. Preferiu recuperar para si o edifício da escola da avenida que possui uma localização perfeita para o serviço de segurança e proximidade que a GNR pretende prestar à população que beneficia do trabalho deste posto e que foi reconhecida pelo Ministério e por todas as figuras de responsabilidade da GNR que visitaram a escola e deram pareceres neste processo.

Prefere fazer este jeito ao Governo e usurpar os interesses da população e daquilo que falamos: segurança!

E a par disto já começou até a querer retirar da Falcoaria os militares da GNR que lá dormem, deslocados das suas áreas de residência, por estarem afectos ao posto de Salvaterra, mostrando incómodo para com a ocupação daquele espaço.

Sr. Presidente está a fazer um grande favor ao Governo ao não zelar pelo cumprimento de responsabilidades assumidas que estavam tão perto de serem atingidas. Mas está a fazer um péssimo percurso nesta matéria, ao não defender os interesses da GNR de Salvaterra de Magos e da população que precisa sentir-se segura e com militares de facto motivados para a sua função.

O Sr. Presidente tomou a opção que lhe foi mais favorável também a si, não perdendo como referimos a oportunidade deturpada de apontar à anterior gestão da Câmara falhas neste processo, de um modo que não o dignificam nem são benéficos para quem pretendesse um efectivo desfecho favorável deste processo.

O Sr. Presidente tinha a opção de defender o concelho, a Câmara e os munícipes. Tinha o caminho aberto, mas preferiu o caminho mais condenável: o da deturpação.

Nos estamos atentos e vamos continuar a tomar posição neste processo, tornando públicos todos os factos e provas reais e concretas de tudo o que afirmamos porque se a GNR de Salvaterra de Magos não se transferir efectivamente para a principal avenida de Salvaterra de Magos, para dentro da malha urbana da vila, num posicionamento estratégico na proximidade e na melhoria dos seus serviços, será por desistência da sua parte quando a meta está mesmo ali à vista.

Aí sim perderemos uma grande oportunidade.

Termino esta já longa intervenção afirmando, que cabe a este executivo escolher o caminho a percorrer, com a certeza que estaremos na linha da frente na defesa da verdade, exigindo a esta gestão camarária que assuma as responsabilidades das suas escolhas e respectivas consequências politicas e sociais.   
Declaração
Após leitura da ata de reunião de câmara de 20 de novembro e submetida à presente reunião para aprovação, pode-se constatar que a sua redação não segue critérios claros.
Constata-se que os debates realizados no período antes da ordem do dia possuem diversas lacunas. Estou a referir-me à inexistência de qualquer referência a temas por mim referidos no debate, são exemplo a estrada da barragem, orçamento participativo, regimento, saúde (comissão de utentes e declarações do presidente da assembleia municipal), quartel da GNR, etc.
Neste sentido é importante esclarecer quais os critérios para a elaboração da ata, pois se é para colocar todas as intervenções, então assim que seja, mas esses mesmos critérios têm que ser idênticos para todos.
Pois somos daqueles que consideram que os funcionários de hoje são excelentes como o eram no mandato anterior, pois são os mesmos, mas o rigor deve-se manter.
Neste sentido propomos que se retire a ata da ordem trabalhos e retifique-se a mesma segundo critérios homogéneos.
Declaração
Na primeira reunião de câmara deste mandato, realizada a 25 de outubro do presente ano, propusemos a elaboração de um projeto de regimento, (a exemplo de outras propostas no mesmo sentido) com a participação de representantes de todas as forças partidárias aqui representadas, de forma a ser submetido à Câmara Municipal, com vista à sua apreciação e posterior aprovação.
Passadas 3 reuniões de câmara, ainda não temos presente a debate a proposta de regimento, o que lamentamos profundamente.
Lamentamos igualmente o facto de o executivo não ter acolhido a nossa proposta de realização de uma reunião de trabalho, de forma a chegar ao consenso possível sobre o projeto de regimento e submete-lo a debate e votação, decidiu sim apresentar unilateralmente uma proposta sem consultar as oposições previamente.
Apelamos neste sentido a medidas claras sobre a condução deste processo, apelando novamente para uma tentativa de entendimento e submeter a deliberação de câmara a proposta de regimento ainda no presente mês de Dezembro.

Declaração
Na reunião de câmara transata manifestámos preocupações sobre a segurança e saúde no trabalho nas obras em curso de reformulação e requalificação de arruamentos. 
Afirmámos igualmente que a segurança e saúde no trabalho da construção é responsabilidade de todos os intervenientes no processo de construção, incluindo os donos de obra, coordenadores de segurança e saúde (projeto e obra), fiscalizações, empreiteiros e subempreiteiros e trabalhadores, conforme definido na legislação (DL n.º273/2003).
No seguimento das preocupações por nós manifestadas o senhor Presidente afirmou que era a Comunidade Intermunicipal da Lezíria e do Tejo quem coordenava a segurança em obra.
Reafirmamos que construir no concelho de Salvaterra de Magos deve assentar em atitudes que revelem o respeito por todos aqueles que estão ou estarão sujeitos a riscos, para tal devem também cumprir e fazer cumprir, com toda a legislação aplicável, tendente a uma melhoria das ações mínimas a implementar para salvaguardar a vida e saúde de todos os intervenientes no processo de construção e em circulação.
O papel do dono da obra, no que diz respeito à prevenção de riscos, assume expressão significativa, na programação e preparação da execução e na execução propriamente dita, para tal é fundamental a fiscalização e coordenação de segurança nomeados pelo dono de obra.
Sr. Presidente, o dono de obra é a câmara municipal, é a este executivo que serão pedidas responsabilidades se algum não correr bem.
Neste sentido, manifestamo-nos insatisfeitos com a resposta dada pelo Sr. Presidente e voltamos a tentar sensibilizar o executivo para as sinalizações das obras, que inclui a circulação, utilização e controlo dos equipamentos, movimentação de cargas, apoios à produção, redes técnicas, recolha e evacuação dos resíduos, armazenagem e controlo de acesso ao estaleiro.
Requisitos de segurança e saúde segundo os quais devem decorrer os trabalhos.
Termino reafirmando o apelo a este executivo, na redobrada atenção para as obras em curso, pois constata-se diversas falhas de sinalização, segurança no trabalho e alternativas seguras de circulação aos munícipes nas obras em curso, como são exemplos a Estrada das Malhadinhas, Estrada da Barragem e Estrada da Lagoa. Estamos a referir-nos à inexistência de sinalização de desvios alternativos a corte de estradas, caixas abertas sem grelhas, máquinas a trabalhar na via pública sem qualquer sinalização, vias cortadas sem qualquer alternativa de acesso às habitações, etc.  

Patologias Oncológicas
Com a publicação do Despacho 4803/2013 do Ministério da Saúde, os programas de rastreio de base populacional das patologias oncológicas (cólon e reto, colo do útero e mama) serão monitorizados periodicamente.

A uniformização dos indicadores a monitorizar (iguais para todas as ARS) e o acompanhamento da sua evolução vão permitir acompanhar em tempo real a situação a nível nacional.

No entanto, os dados disponíveis indicam que “A região de Lisboa e Vale do Tejo tem lacunas graves na área dos rastreios oncológicos”, reconhece a Direcção-Geral de Saúde, no Relatório Doenças Oncológicas em Números – 2013, recentemente publicado.

Na região, o rastreio dos cancros da mama e do útero é em número considerado residual. Quanto ao cancro do cólon não houve, pura e simplesmente, qualquer rastreio. Estes são os 3 tipos de cancro em que se justificam programas de rastreio.

Lisboa e Vale do Tejo destaca-se ainda pela elevada mortalidade precoce por cancro do cólon.

O quadro não se repete todavia em todo o país. No Alentejo e no Centro, por exemplo, existe uma cobertura total dos rastreios dos cancros da mama e do colo do útero.

Apesar deste quadro calamitoso do rastreio, os especialistas estimam que, de 2010 para 2030, o país passe de 40 mil novos doentes oncológicos, para mais de 55 mil.

Mais do que nunca, é preciso defender um Serviço Nacional de Saúde público e apetrechado cabalmente, para responder às necessidades da população.

Neste sentido propomos uma moção, manifestando a nossa preocupação anotados por estes dados oficiais que muito nos preocupa.

Declaração de voto (ponto nº1)
O Bloco de Esquerda vota contra a aprovação da ata de reunião de câmara de 20 de novembro de 2013. No seguimento da solicitação de retirada da ata da ordem trabalhos e consequente retificação da mesma, segundo critérios homogéneos e transparentes, a qual foi negada pelo Sr. Presidente.
A ata aprovada contém diversas lacunas, estamos a referir-nos à inexistência de qualquer referência a temas por nós referidos no debate, são exemplo a estrada da barragem e ordenamento da Barragem de Magos, orçamento participativo, regimento das reuniões de câmara, saúde (comissão de utentes e declarações do presidente da assembleia municipal numa sessão pública da comissão de utentes), quartel da GNR, etc.
Manifestando igualmente o ato intransigente da maioria em não acolher a proposta de reposição da total verdade dos factos ocorridos na dita reunião.
Mais se acrescenta que temos a total confiança e recolhimento da competência e profissionalismo dos trabalhadores do município, agora como no passado recente.

Violência doméstica: 33 mulheres assassinadas em 2013
No Dia Internacional pela Eliminação de Todas as Formas de Violência sobre as Mulheres, 25 de novembro, o Observatório de Mulheres Assassinadas divulgou o relatório de 2013, segundo o qual desde o início do ano e até ao dia 20 de novembro verificaram-se 33 homicídios e 32 tentativas de homicídio.
O relatório realça que, apesar de os dados de 2013 mostrarem uma descida dos homicídios em relação a 2012, isso não significa que se esteja perante uma tendência de diminuição dos homicídios de mulheres pelos seus companheiros e ex-companheiros.
No passado, a existência de anos com diminuição de femicídios foi logo contrariada no ano seguinte com um aumento significativo e, por vezes, mesmo duplicante. Em 2007 registaram-se 22 homicídios, para em 2008 esse número aumentar para 46; entre 2009 e 2010 houve um aumento de 29 mortes para 43; em 2011 houve 27 femicídios subindo para 40 em 2012.
Segundo o relatório a maior parte dos casos de femicídios ocorrem num contexto de violência doméstica prévia, como forma de aumentar essa mesma violência e aponta que “Portugal não tem uma estratégia de prevenção definida e aplicada”, sublinhando que falta “uma lógica de prevenção e uma estratégia política e ativa de prevenção primária”.
“É por isso fundamental manter as estruturas existentes de apoio, o reforço dessas estruturas, a variedade dos serviços de apoio existentes, é necessário reforçar, implementar estratégias de prevenção de forma sistemática na sociedade portuguesa. Essa necessidade surge da perceção de que se mantêm os padrões elevados de violência, não só letal, contra as mulheres, seja em espaços públicos, seja em contexto privado.
O retrocesso social é real. O caminho da austeridade e a política ao serviço da dívida não contemplam a vida das pessoas. A destruição do estado social atinge em primeiro lugar as mulheres e em particular as mulheres mais velhas que correm um elevado risco de pobreza. A violência prolífera na miséria e o trabalho feito em defesa das mulheres corre sérios riscos.
Neste sentido apelamos ao executivo que tenha particular atenção sobre este flagelo, reforçando a articulação com as autoridades competentes e no apoio às iniciativas de prevenção e de apoio às vítimas.